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CRÉDITO CRESCE MAIS NO NORDESTE, MAS AINDA REPRESENTA MUITO POUCO EM RELAÇÃO AO PIB |
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O saldo das operações de crédito do Sistema Financeiro Nordestino alcançou R$ 200,5 bilhões no final de julho último, aumento de 1,7% sobre o mês anterior e de 11,7% no acumulado do ano. O crescimento em relação a julho de 2010 foi de 25,6%, índice superior ao registrado nas demais regiões brasileiras: Norte (25,4%), Centro-Oeste (23,4%), Sul (22,7%) e Sudeste (19,4%).
A maior parcela do crédito na região (55,7%) foi direcionada a empresas e o restante a pessoas físicas, valendo salientar que no Nordeste o incremento das operações foi maior entre as famílias -- 28,5% ante 23,4% das pessoas jurídicas.
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Agricultura: produção nordestina de grãos pode cair na atual safra |
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A área a ser cultivada no Nordeste na safra atual deverá ser praticamente a mesma da safra anterior, com acréscimo entre 0,8% e 1,7% (68 mil a 146,7 mil hectares), com destaques para a Bahia, o Maranhão e o Piauí. A informação é da equipe responsável pela análise do setor agrícola para a revista BNB Conjuntura Econômica, cuja última edição já se encontra disponível. Segundo os técnicos, em relação à safra 2010/2011 a produção regional de grãos talvez sofra queda entre 6,3% e 5%, e a produtividade registre perda de 7%. O Nordeste responde por quase 17,3% de toda a área cultivada no país.
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Bancos privados emprestam pouco no Nordeste |
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No Nordeste, os bancos privados participam muito pouco do estoque de crédito. Na posição de julho último, eles detinham menos de um terço do valor das operações realizadas, ficando o restante a cargo dos bancos oficiais. Considerado o saldo de R$ 113,9 bilhões, que exclui as aplicações do BNDES e do BNB/FNE, os estabelecimentos particulares respondiam por apenas R$ 36,2 bilhões do total ante R$ 77,7 bilhões dos bancos oficiais.
Vale salientar que desse montante, um pouco mais da metade contemplou operações de curto prazo (52,2%), seguindo-se os financiamentos imobiliários (19,3%), os financiamentos industriais e comerciais (8%) e os financiamentos rurais e agroindustriais (5,3%).
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Algodão: produtividade nordestina deve superar média nacional na atual safra |
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De acordo com levantamento da Conab o país deverá colher entre 5,2 milhões e 5,6 milhões de toneladas de algodão em caroço na safra 2011/2012, ficando entre um decréscimo de 1,3% (no limite inferior) e um crescimento bastante expressivo de 8% (limite superior). No Nordeste, a expectativa segue o panorama nacional, podendo a produção variar entre 1,7 milhão (limite inferior) e 1,8 milhão de toneladas (limite superior). Os produtores localizados nas áreas de cerrado do Piauí, Maranhão e Bahia deverão obter os maiores incrementos na produção, de 24,1%, 4,5% e 4%, respectivamente.
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ESTIMATIVA APONTA PARA QUEDA NA PRODUÇAO DE FEIJÃO NO NORDESTE |
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A produção nordestina de feijão na safra 2011/12 poderá experimentar queda de 2,5%, prevendo-se uma produtividade de 431 kg/ha, 2,5% menor que a da safra anterior. A estimativa foi divulgada pela Conab, com base em levantamento divulgado em outubro último, que aponta uma área de plantio de 2.173,5 mil hectares, igual à da safra 2010/11.
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PIB no semestre começa em bom ritmo, mas desacelera |
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Os bons números da economia brasileira no primeiro semestre resultaram, principalmente, do satisfatório desempenho da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF). Os investimentos estão associados, sobretudo, à ampliação da capacidade e da eficiência da estrutura produtiva, possibilitando a expansão da produção industrial sem ocasionar pressões inflacionárias. Entretanto, as medidas de contenção do crédito, assim como a apreciação do câmbio, constituem importantes obstáculos à continuidade desse ciclo de investimento.
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VBP da agropecuária do Nordeste atingirá R$ 43 bilhões este ano |
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De acordo com levantamento da revista BNB Conjuntura Econômica, o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária brasileira deverá alcançar R$ 293 bilhões em 2011, crescimento de 3,6% ou R$ 10,1 bilhões acima do resultado obtido no ano passado. Desse valor, 64,7% correspondem à participação dos produtos agrícolas, cujo faturamento avançou 4,4%, e o restante à pecuária que aumentou 2,1%. Entre as lavouras, destaque para os grãos que teve incremento de 8,5%, especialmente devido ao bom desempenho das culturas de algodão e soja.
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Exportação maranhense de ferro cai 52% em 12 meses |
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As exportações de minério de ferro do Maranhão registraram grande expansão em junho último, totalizando US$ 102 milhões contra US$ 75 milhões em jun.-2010. No total do semestre, entretanto, o capítulo minérios, escórias e cinza observou queda de 52% em comparação com o mesmo período de 2910, somando US$ 440,3 milhões em divisas.
De acordo com estudo divulgado pela revista BNB Conjuntura Econômica, o valor menor nas vendas de ferro do Estado decorreu de redução na quantidade exportada, já que foi expressivo o aumento do preço do ferro no período da análise.
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FPE/FPM: Transferências para o Nordeste no semetre somaram R$ 22,6 bi |
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A informação é da revista BNB Conjuntura Econômica, editada pelo ETENE: as transferências dos fundos de participação dos estados (FPE) e dos municípios (FPM) para o Nordeste, no primeiro semestre de 2011, alcançaram R$ 13,2 bilhões e R$ 9,4 bilhões, respectivamente. A parcela do Nordeste no FPE corresponde a 52,5%, enquanto no FPM não passa de 35,2%.
No Brasil como um todo, o valor total dessas transferências constitucionais distribuídas no primeiro semestre foi 29,1% superior ao de idêntico intervalo de 2010. O aumento está associado ao bom comportamento da arrecadação do Imposto de Renda e do IPI nos seis primeiros meses de 2011, com altas de 18,3% e 16,5%, respectivamente, em termos reais, na comparação com o primeiro semestre de 2010.
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INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA: MEDIDAS DE AJUSTES JÁ SE REFLETEM SOBRE ATIVIDADE NO 1º SEMESTRE |
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Os efeitos dos ajustes anunciadas pelo Governo ao longo do primeiro semestre já começaram a se refletir na economia. No período, registrou-se elevação no grau de comprometimento da renda familiar, pequeno aumento dos spreads bancários e na taxa de inadimplência, bem assim saldo líquido negativo de R$ 3 bilhões nos depósitos de poupança, o que não ocorria desde 2006.
De acordo com a revista BNB Conjuntura Econômica, até o final de maio, o saldo de crédito do Sistema Financeiro Nacional, consideradas operações financiadas com recursos livres e direcionados, experimentou crescimento de 1,6% sobre o mês anterior e de 20,4% em 12 meses, alcançando R$ 1.804,5 bilhões.
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