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Desembolsos do bolsa família impactam economia regional

O Banco do Nordeste concluiu recentemente estudo sobre o programa Bolsa Família na área onde atua – nove estados do Nordeste, norte de Minas e norte do Espírito Santo – contabilizando sua repercussão em termos de empregos, valor bruto da produção, renda ou valor adicionado, salários e tributos.

O trabalho realizado pelo ETENE mostra a relevância do Bolsa Família e o seu potencial como gerador de benefícios econômicos, tanto na região nordestina quanto no resto do Brasil. É o caso, por exemplo, da criação de 4,6 milhões de empregos e ocupações a partir dos desembolsos ocorridos entre 2004 e 2009, dos quais 3,6 milhões na área de jurisdição do BNB e 981 mil no restante do Brasil.

O cálculo foi feito utilizando-se a matriz de insumo produto, considerando o valor liberado entre 2004/2009 pelo Programa ((R$ 31,5 bilhões, a preços de 2009) para famílias em situação de pobreza.

Impactos gerados

Conforme detalhado no trabalho, disponível no endereço (http://www.bnb.gov.br/content/aplicacao/etene/etene/docs/iis_bolsa_família.pdf), a repercussão do Bolsa Família é muito positiva tanto nos 11 estados da jurisdição do BNB quanto fora dessa área.

Os principais impactos do programa na área de atuação do BNB mostram a importância social do programa, especialmente como provedor de alimentos e outros produtos de primeira necessidade a um amplo contingente da população carente antes marginalizada.

Chama a atenção também no estudo o fato de que em todas as variáveis examinadas ocorreram significativos vazamentos, ou seja, geração de valores para o resto do Brasil e não apenas na economia nordestina.

As repercussões do PBF sobre a economia regional podem ser conferidas na página do ETENE na Internet, abrangendo, os seguintes pontos:

Empregos – Considerando o equivalente/homem/ano foram gerados 4,6 milhões de empregos a partir dos desembolsos feitos, 3,6 milhões na área de atuação do BNB e 981 mil no restante do Brasil. Os empregos e ocupações ocorrem sobretudo nos segmentos de alimentos e bens de consumo de primeira necessidade. Em média, os desembolsos geraram 770 mil empregos/ano, sendo 606 mil na área de atuação do BNB e 164 mil no restante do Brasil. Algo como 147 mil ocupações por R$ bilhão desembolsado, ou uma ocupação a cada R$ 6,8 mil liberados pelo PBF.

Produção (VBP) – As transferências do PBF implicaram impacto R$ 130,4 bilhões no valor da produção da área, o equivalente a R$ 4,1 bilhões por R$ 1 bilhão desembolsado. A média anual do VBP no período 2004-09 foi de R$ 21,7 bilhões, dos quais R$ 13 bilhões na área de atuação do Banco e R$ 8,7 bilhões no restante do Brasil. Significa que 40% do total da produção ocorrem fora da jurisdição do BNB, ou seja, beneficia a economia do resto do país.

Salários - Os desembolsos do PBF implicaram acréscimo de massa salarial de R$ 18,3 bilhões. Desse total, 63% beneficiaram a área onde atua o BNB e 37% vazaram para o restante do Brasil. A Bahia obteve a melhor relação salários/desembolsos: de cada R$ 1 bilhão desembolsado foram gerados de salários de forma direta, indireta e induzida, o montante de R$ 394 milhões. A menor relação salários/desembolsos ocorreu n RN, com R$ 260 milhões por R$ 1 bilhão do PBF liberado.

Renda/valor agregado – Nesse item o impacto das transferências do PBF somou R$ 67,4 bilhões. Para cada R$ 1 bilhão (a preços de 2009) transferido o valor gerado alcançou R$ 2,1 bilhões na área de atuação do BNB e restante do Brasil. A Bahia, que recebeu R$ 7,5 bilhões do PBF, gerou o maior nível de valor adicionado (R$ 1,5 bilhão de renda por R$ bilhão liberado) e registrou um dos menores vazamentos de renda (33% dos impactos totais), o que se explica pelo seu nível de industrialização. Já Pernambuco, acusou o maior nível de vazamento de valor adicionado (37,7% do total fluíram para o restante do Brasil).

Tributos – As aplicações do Programa repercutiram também sobre a arrecadação tributária, representando acréscimo de R$ 18,4 bilhões em todo o Brasil, ficando R$ 10,8 bilhões nas áreas da jurisdição do BNB. A Bahia teve a maior relação arrecadação tributária/benefícios do PBF, sendo gerados R$ 373 milhões a partir de cada R$ 1 bilhão liberado.

 

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