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Cadeia produtiva do caju enfrenta dificuldades para se consolidar no Nordeste

A adoção de práticas modernas na atividade esbarra no custo financeiro de sua implantação e manutenção, sobretudo para os pequenos produtores.

Em que pese suas potencialidades, a cadeia produtiva do caju no Nordeste enfrenta dificuldades para se consolidar, tanto na parte agrícola, com baixa produtividade e resistência à novação dos pomares antigos, como na área industrial, onde se faz necessário ajuste na política de preços e comercialização, na melhoraria da qualidade e no maior aproveitamento dos produtos do caju (castanha, pedúnculo e derivados).

[AGÊNCIA PRODETEC ππ MAIO 2012]

A cultura do cajueiro tem grande relevância socioeconômica no Nordeste, especialmente no semiárido, dada sua capacidade de gerar emprego e renda tanto na agricultura quanto na agroindústria. A produção do Brasil perdeu terreno para outros países, embora tenha crescido 59% entre 2000 e 2009 e a área cultivada avançado, no mesmo período, de 651,1 mil para 758 mil hectares. Todavia, a produtividade nacional de 291 kg/ha continua aquém da média mundial (817 kg/ha) e muito longe da média obtida pelo Vietnã em 2009 (2.811 kg/ha), Índia (778 kg/ha), Nigéria (1.760 kg/ha) e Costa do Marfim (373 kg/ha).

A produção brasileira, quase toda concentrada no Nordeste, especialmente nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí, alcançou 220,5 mil toneladas em 2009. No Vietnã, totalizou 958 mil toneladas contra 695 mil toneladas da Índia, 580,7 mil toneladas da Nigéria e 246,3 mil toneladas da Costa do Marfim.

Barreiras

Estudo recente do BNB-Etene traz uma análise da cajucultura no Brasil, enfocando cenários, mercados, riscos, panorama produtivo dentro e fora do país, aproveitamento e consumo, comércio externo, crédito e a estruturação da cadeia produtiva. O trabalho mostra que a adoção de práticas modernas na atividade, a exemplo do plantio da variedade anão precoce enxertado e da substituição de copas, esbarra no custo financeiro de sua implantação e manutenção, sobretudo para os pequenos produtores. Mostra, também, que o estímulo para a revitalização dos cajueiros na região Nordeste, estaria no fim do desperdício do pedúnculo (em torno de 90%), fonte de preocupação para todos os segmentos da cadeia nordestina do caju.

Segundo os técnicos, o aproveitamento econômico do caju em forma de doce, cajuína, polpa e fruta de mesa e o consequente aumento da renda do produtor, estimularia novas práticas e tecnologias, com repercussão sobre o nível de produtividade.

Agricultura familiar

Para a agricultura familiar, o estudo do BNB-Etene indica como o mais atraente o modelo de beneficiamento de castanha de caju que adote um processo tecnológico simples, porém em condições de colocar o produto no mercado local ou internacional. Também se mostra favorável a exploração do cajueiro-anão precoce de sequeiro, tendo como objetivo a venda da castanha acompanhada da venda do pedúnculo para a indústria e a venda do pedúnculo in natura. Outra opção do agricultor familiar seria explorar o cajueiro comum em consórcio com a cultura da mandioca.

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