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NORDESTE ARDE COM AS QUEIMADAS. RECORDE DE FOCOS NO MARANHAO

Três estados do Nordeste – Bahia, Maranhão e Piauí – concentram a maior quantidade de incêndios florestais da região. São 49 mil focos no período janeiro-novembro deste ano de um total de 53,3 mil. Houve um aumento de 31% no número de incêndios em relação a 2016.

Jose Cruz/Agência Brasil.
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O fogo é uma constante nos cerrados do Maranhão, Piauí e Bahia.

Agência Prodetec - SÃO LUÍS– 06 dezembro 2017.

A prolongada falta de chuvas nos estados do Nordeste e a baixa umidade do ar tem contribuído para aumentar a quantidade de queimadas na região. Considerado o período janeiro-novembro deste ano houve um aumento de 31% no volume de focos identificados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Os dados indicam que entre janeiro e novembro deste ano foram registradas 53,3 mil queimadas nos nove estados do Nordeste contra 40,7 mil no mesmo intervalo de 2016.

O recorde absoluto ficou com o Maranhão, onde foram observados 31,3 mil focos até novembro ante 20,2 mil em igual período de 2016. Significa uma média de 94 por dia ou quatro incêndios florestais por hora.

QUEIMADAS NO NORDESTE JANEIRO A NOVEMBRO

ESTADO

FOCOS 2017

FOCOS 2016

VARIAÇÃO (%)

Maranhão

31.363

20.188

55,3

Piauí

9.605

7.978

20,4

Ceará

2.695

3.612

-25,4

Rio Grande do Norte

312

326

-4,3

Paraíba

308

668

-53,9

Pernambuco

549

796

-31,0

Alagoas

122

451

-72,9

Sergipe

75

112

-37

Bahia

8.324

6.583

26,4

Nordeste

53.353

40.714

31,0

Pará

60.605

26.016

132,9

Mato Grosso

43.880

28.162

55,8

Fonte: INPE. Elaboração Agência Prodetec.

Recuo em seis estados

Na comparação com 2016, o estado do Maranhão registrou um avanço de 55,3% na ocorrência de queimadas, muito acima dos 31% do Nordeste como um todo.

Em seis dos nove estados nordestinos as queimadas regrediram este ano em relação a 2016, especialmente em Alagoas, com redução de 73% e Paraíba, com variação negativa de 54%. Os focos de incêndios também recuaram no Ceará (25,4%), na Paraíba (54%), em Pernambuco (31%), no Rio Grande do Norte (4,3%) e em Sergipe (3,7%).

De outra forma, Maranhão, Piauí e Bahia respondem por quase 50 mil dos 53 mil focos de queimadas verificados no Nordeste. No caso maranhense, os números relativos à série de 2007 a 2016 assemelha-se a uma gangorra, ora sobe ora desce.

    ANO                QUANTIDADE DE QUEIMADAS

2016

     21.765

2015

     30.138

2014

     25.435

2013

     16.188

2012

      31.595

2011

      14.954

2010

      28.897

2009

      14.377

2008

      11.366

2007

      27.096 


Em âmbito nacional, de acordo com os dados do INPE, o total de incêndios em território maranhense foi superado apenas pelo contabilizado nos estados do Pará (60,6 mil) e Mato Grosso (43,8 mil focos).

Repercussão do El Niño

A escalada das queimadas nos estados do Maranhão, Pará e Mato Grosso foi anunciada há pouco mais de dois anos por especialistas da NASA e da Universidade da Califórnia em virtude do El Niño, fenômeno associado à elevação da temperatura das águas superficiais do oceano Pacífico. O fato se confirmou tanto em 2015 como em 2016.

De acordo com o INPE, o total de queimadas no país, em 2017, alcançou 269,4 mil, posição do início de dezembro, contra 183 mil em 2016. Trata-se do maior quantitativo desde a década de 1980, quando o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) iniciou as ações de monitoramento de queimadas no Brasil. Hoje, o serviço é feito por satélite e em tempo quase real, cobrindo todo o país.

O programa chamado InfoQueima, elaborado pelo INPE, atualiza dados a cada três horas, todos os dias do ano, processando cerca de 250 imagens por dia.

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