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| INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA: MEDIDAS DE AJUSTES JÁ SE REFLETEM SOBRE ATIVIDADE NO 1º SEMESTRE |
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Os efeitos dos ajustes anunciadas pelo Governo ao longo do primeiro semestre já começaram a se refletir na economia. No período, registrou-se elevação no grau de comprometimento da renda familiar, pequeno aumento dos spreads bancários e na taxa de inadimplência, bem assim saldo líquido negativo de R$ 3 bilhões nos depósitos de poupança, o que não ocorria desde 2006. De acordo com a revista BNB Conjuntura Econômica, até o final de maio, o saldo de crédito do Sistema Financeiro Nacional, consideradas operações financiadas com recursos livres e direcionados, experimentou crescimento de 1,6% sobre o mês anterior e de 20,4% em 12 meses, alcançando R$ 1.804,5 bilhões. Com esse bom desempenho, a participação do estoque de crédito no PIB nacional subiu de 44,3% para 46,9% entre maio de 2010 e de 2011, índice ainda muito distante dos países da Zona do Euro, cuja média é superior a 100%. Pelo levantamento da revisa, já disponível em www.bnb.gov.br/publicacoes, as operações com recursos livres alcançaram R$ 1.179,6 bilhões no final de maio, avanço de 18,1% em 12 meses. Já as operações lastreadas em recursos direcionados (baseadas em recursos compulsórios ou governamentais) atingiram R$ 624,9 bilhões, com expansão de 25,1%. Segundo os técnicos, esse crescimento foi influenciado pelos financiamentos habitacionais (49,8%) e os desembolsos do BNDES, da ordem de 21,2%. Bancos públicos e privados O crescimento da oferta de crédito no período analisado deixou praticamente empatados bancos privados (21,8%) e públicos (20,5%), seguidos pelas instituições estrangeiras (17%). Instituições oficiais (41,8%) e privadas (41%) concentravam 82,8% da oferta de crédito bancário brasileiro, seguidas de longe pelos bancos estrangeiros (17,2%). A situação ainda é um pouco diferente da observada no final de dezembro de 2008, quando o predomínio era dos bancos privados, com 42,7%, ante 36,3% dos bancos públicos. Com relação à taxa de inadimplência, em trajetória de queda ao longo de 2010, houve uma leve subida este ano: de 3,2%, em janeiro, para 3,4%, em maio. Esse resultado foi determinado pelo aumento da taxa de inadimplência dos bancos privados nacionais e dos bancos estrangeiros, enquanto manteve-se inalterado nos bancos oficiais. No caso das taxas de juros, nas operações com recursos livres, o custo médio passou de 37,4% para 40% ao ano entre o final de janeiro e final de maio. As pessoas físicas pagaram mais, pois o aumento evoluiu de 43,8% para 46,8% ao ano, bem acima do crédito concedido a empresas (de 29,3% para 31,1% a.a.). Por sua vez, a taxa média de spread (diferença entre os juros de aplicação e os de captação de recursos) acompanhou a subida dos juros, passando de 25,6 pontos percentuais (p.p.), para 27,9 p.p. Leia mais na secção Prosa e Verbo e no site: |
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