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AQUICULTURA NO NORDESTE, UM POTENCIAL AINDA POR EXPLORAR

O potencial da aqüicultura no Brasil supera o que se tem explorado até hoje. Com o declínio da pesca marinha e continental e a divulgação dos benefícios do pescado como alimento saudável, a atividade tem apresentado crescimento extraordinário em todo o mundo nos últimos anos, deixando de lado o seu viés artesanal para ganhar status de oportunidade de negócio.

No Nordeste, conquanto já tenha relativa importância socioeconômica, a aquicultura demanda maior conhecimento e políticas adequadas, conforme documento recente do BNB-Etene (http://d001int05/content/aplicacao/etene/etene/docs/ire_ano4_n11.pdf).

A pesquisa mostra a aquicultura como importante fonte de renda para pequenos produtores no Nordeste e a possibilidade de sua expansão em patamares sustentáveis. A região possui centenas de açudes públicos e particulares onde a atividade pode ser incrementada, além de muitos projetos de irrigação, nos quais é possível utilizar os canais para produção aquícola.

Carcinicultura lidera

Conforme a pesquisadora Maria de Fátima Vidal, do BNB-Etene, responsável pelo trabalho, a carcinicultura é a exploração aquícola de maior destaque no Nordeste, superando em valor a criação de peixes.

Na verdade – explica ela - os dados do Censo Agropecuário de 2006 confirmam que é o segmento mais representativo da produção nacional quando comparado com a produção e comercialização de peixes, tendo Rio Grande do Norte e Ceará como os grandes produtores do país. Com relação à piscicultura, a tilápia é a espécie preponderante na região, seguida do tambaqui.

Outro detalhe do levantamento realizado é que no Nordeste, os produtores são mais especializados: 48,9% dos estabelecimentos que produzem peixe têm a aquicultura como principal atividade contra apenas 17,4% em escala nacional.

De Peixes e Camarões

  • No Brasil, dos estabelecimentos produtores de peixe no Censo de 2006, o grupo aquicultura representou 17,4% (83% do volume e 85% do valor da produção de peixes).
  • O grupo aquicultura representava 56,7% dos estabelecimentos de criação de camarão, respondendo por 97% do volume e 97,3% do valor de produção nacional.
  • A participação nordestina na produção de camarão é bem mais expressiva que na produção e venda de peixes, em comparação ao País.
  • A carcinicultura no Nordeste cresceu muito a partir da década de 1990, com a introdução da espécie exótica L. vannamei.
  • O Nordeste respondeu por 96,6% da produção brasileira de camarões e 97,2% da quantidade vendida, em 2006.
  • O Rio Grande do Norte concentra 35,1% dos estabelecimentos, 53,1% da produção e 49,5% do valor de produção de camarão (2006).
  • Ceará tem 18,8% dos estabelecimentos, 30,6% do volume e 32,3% do valor de produção de camarão, seguindo-se Bahia (13,5% e 7,8% dos estabelecimentos e produção, respectivamente).
  • Em 2006, o Nordeste foi responsável por 26,3% da produção nacional de peixes e 28,8% da quantidade comercializada, sendo Ceará, Maranhão e Bahia os maiores produtores.
  • Ceará possui o maior número de unidades de piscicultura construídas e mantidas pelo DNOCS no Nordeste, além de boa infraestrutura hídrica com grande número de açudes.
  • No Maranhão, que possui potencial para piscicultura em razão da abundância em recursos hídricos, o cultivo predominante é o extensivo utilizando apenas alimento natural.
  • No Nordeste, dos produtores de pescados, 29% criavam tilápia, sendo que a Bahia era o maior produtor desse pescado, e 22,7% tambaquis, cujo maior produtor era o Maranhão.

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