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| AS EXPORTAÇÕES DO AGRONEGÓCIO REGIONAL |
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O Brasil consolidou na atual década sua posição de país competitivo no agronegócio mundial, liderando na produção e exportação de vários produtos graças ao aumento de rendimento e consequente redução de custos de produção. A balança comercial do setor, positiva há nove anos, acumulou saldo de US$ 54,9 bilhões em 2009, 8,4% abaixo do obtido em 2008 (US$ 59,9 bilhões), mas relevante o suficiente para suavizar a queda da balança comercial do País em processo de encolhimento desde 2005. Para 2010, o saldo estimado situa-se em torno de US$ 50 bilhões. No Nordeste, esse saldo manteve-se praticamente no mesmo nível do ano anterior, cerca de US$ 4,8 bilhões. Conforme os pesquisadores do ETENE, em termos relativos, o saldo da balança comercial do agronegócio tem-se revelado mais importante para a região do que para o País, uma vez que o seu crescimento quase constante no período 2001-2009 impediu déficits na balança comercial total do Nordeste. Boas perspectivas em 2010 As exportações brasileiras somaram US$ US$ 64,8 bilhões em 2009, incremento de 174,5% ante 2001, quando somou US$ 23,6 bilhões, e queda de 9,8% sobre 2008. No Nordeste, as vendas do agronegócio nordestino alcançaram US$ 6,1 bilhões, 7% abaixo de 2008, enquanto as importações totalizaram US$ 1,3 bilhão (-26,6%). Considerado o intervalo 2001/09, o incremento das vendas regionais foi de 197,2%. A partir da retomada do crescimento das principais economias do mundo e melhoria nos preços das commodities agrícolas, em 2010, a expectativa é de um aumento de 9,1% nas exportações do agronegócio nacional. Para os técnicos da área de estudos rurais e agroindustriais do BNB-Etene, no Nordeste a tendência também é de expansão, haja vista a recuperação do setor primário. Negócio concentrado Do total de US$ 6,1 bilhões exportado pelo agronegócio do Nordeste, 76,7% são de responsabilidade da Bahia, de Alagoas e do Ceará. De todos os estados, apenas o Piauí não registrou queda nas vendas externas ano passado. Paraíba (35,5%), Sergipe (34,3%) e Rio Grande do Norte (25,1%) lideraram em termos relativos, mas quem mais perdeu divisas foi Ceará (US$ 140 milhões), Bahia (US$ 94 milhões) e Rio Grande do Norte (US$ 72 milhões). A concentração também ocorre do lado das importações. Três estados apenas respondem por 84,3% das compras do agronegócio (US$ 1,3 bilhão): Pernambuco, Bahia e Ceará que, conjuntamente, também foram os que mais reduziram importações em 2009 (US$ 421,5 milhões). Tanto as exportações quanto as importações do setor estão centradas em poucos produtos. Três deles, celulose, soja em grãos e açúcar geram US$ 3,3 bilhões (53,6%) e 14 grupos de produtos respondem por 92,2% das vendas regionais. Do lado das importações, considerando também os 14 principais itens, eles ficaram com 93,3% do montante importado, com ênfase para cereais, cacau inteiro ou partido e produtos e subprodutos da indústria de moagem que alcançaram US$ 812 milhões ou 61,4% de toda a importação em 2009. Vale salientar que o agronegócio nordestino já apresenta um perfil diferente e positivo: 55,3% de suas exportações (US$ 3,4 bilhões) já não representam bens in natura e sim produtos que passaram por algum tipo de beneficiamento (celulose, açúcar, produtos do cacau, couro e pele de bovino, álcool, produtos de couro e peleteria, papel). é extremamente positivo para a agregação de valor.
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