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| ECONOMIA REGIONAL REGISTRA MODERAÇÃO NO PERÍODO JUNHO A AGOSTO, DIZ BACEN |
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Brasília (Agência Prodetec) - O último boletim do Banco Central relativo à conjuntura regional, abrangendo o trimestre junho-agosto, informa que a atividade econômica no Nordeste entrou num ritmo de moderação, com crescimento de apenas 0,3% sobre o período março/maio, quando se elevara 2,4. O índice de crescimento anualizado indica expansão de 6% em agosto ante 7,1%, em maio último. De acordo com o Bacen, registrou-se no período de análise evolução moderada nas vendas do comércio varejista: 1% sobre o trimestre encerrado em maio e 9,7% considerado o período de 12 meses finalizado em agosto, em relação a igual período de 2010. A produção industrial do Nordeste decresceu 1% no trimestre finalizado em agosto, em relação ao terminado em maio, quando se elevara 3,8%, no mesmo tipo de comparação. Esse movimento decorreu de retrações em oito das onze atividades pesquisadas, especialmente a têxtil (15,8%) e a metalurgia básica (4,8%). Em 12 meses, o recuo alcançou 3,7%, posição de agosto, em relação a igual intervalo de 2010. No caso do crédito, conforme o boletim do Bacen, o saldo das operações atingiu R$205 bilhões em agosto, elevando-se 6% no trimestre e 25,2% em 12 meses, com destaque para os empréstimos a pessoas jurídicas (R$114 bilhões). A inadimplência em agosto ficou em 3,4%, 0,02 p.p. acima do resultado anterior, em maio. Um dado interessante diz respeito à redução de 11,8% da dívida líquida (R$27,9 bilhões) dos estados, das capitais e dos principais municípios da região em abril de 2011, em relação a dez./10. Elevação e queda Enquanto a previsão da safra de grãos é de alta de 29%, a balança comercial da região registrou déficit de US$3,7 bilhões nos nove primeiros meses do ano, ante US$ 952,3 milhões no período correspondente de 2010. As exportações somaram US$13,5 bilhões e as importações, US$17,2 bilhões, aumento da ordem de 16,7% e 37,3%, respectivamente. Segundo os técnicos do Banco Central, embora observe moderação no início do segundo semestre de 2011, o ritmo de crescimento da economia nordestina, tende a superar o registrado em âmbito nacional. Essa perspectiva deles é sustentada pelo dinamismo do mercado interno da região que, evidenciando o desempenho do mercado de trabalho e o impacto dos programas de transferência de renda, favorece o consumo de bens de consumo de menor valor agregado, segmento mais relevante da indústria regional. "Adicionalmente – acrescentam -- ressaltem-se os efeitos dos investimentos públicos associados a programas dos governos federal e estaduais, bem como dos novos empreendimentos privados". Em âmbito estadual, a economia da Bahia avançou 2,4% no trimestre encerrado em junho, em relação ao finalizado em março; a do Ceará, 1,2%; e a de Pernambuco, 0,6%.
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