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POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL PODE CORRIGIR AS DESIGUALDADES SOCIAIS DO PAÍS

Jenner Guimarães (*)

Há muito se debate sobre as desigualdades regionais no Brasil, sem um consenso ou mesmo uma política unificada e capaz de minimizar seu efeito perverso sobre a população das áreas mais pobres do país. Mesmo sendo uma das maiores economias do mundo, o Brasil é um dos países onde a desigualdade regional se faz mais presente.

O Nordeste concentra 28% da população mas responde por apenas 13% do PIB nacional e possui renda per capita inferior à metade da média brasileira. Aqui concentram-se 53% dos analfabetos e 59,1% da população mais pobre do Brasil. Não por acaso, as políticas de concessão de incentivos fiscais estaduais, nessas regiões, são bastante agressivas e fazem com que o tema seja objeto de extrema preocupação para as autoridades econômicas do país.

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DINÂMICA ECONÔMICA DO NORDESTE À LUZ DAS CONDIÇÕES EXTERNAS: UMA ANÁLISE ESTRUTURALISTA

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NORDESTE. DILMA REDUZ RECURSOS E AUMENTA JUROS DO FNE

A presidente Dilma Rousseff continua empenhada em contrariar políticas e programas voltados para o desenvolvimento do Nordeste. Suas atitudes nesse sentido se intensificaram a partir do final de 2014, logo após o nordestino, mais uma vez, lhe assegurar a vitória nas urnas. Na sequência da campanha de reeleição, durante a qual prometeu mundos e fundos à comunidade regional, Dilma Rousseff mais prejudicou do que ajudou o desenvolvimento do Nordeste.

Ribamar Mesquita, agência prodetec ππ Brasília [FEV. 2016]

- A presidente Dilma teve os maiores índices de votação e popularidade no Nordeste. Praticamente foi a região que lhe garantiu dois mandatos. Um mapa levantado após a reeleição mostra que, exceto em Pernambuco, sua excelência teve maioria esmagadora de votos nos estados nordestinos. Sua menor marca foi em Alagoas (49,9%) e a maior no Piauí (70,6%), um pouco acima do desempenho obtido no Maranhão (69,5%), Ceará (68,3%), Bahia (61,4%), Rio Grande do Norte (60,6%), Paraíba (55,6%) e Sergipe (54,9%).

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DA TERRA E DAS ÁGUAS DO MARANHÃO. DIREITOS E DESIGUALDADES.

O modelo de desenvolvimento adotado no Maranhão encerra muitos equívocos e aumenta as desigualdades. Ele estimula sonhos e privatiza os lucros, expulsa e inviabiliza a permanência das comunidades tradicionais e abre as portas para o empresariado, fechando os olhos para as necessidades da população, aí incluídos, entre outros, os povos indígenas, as famílias camponesas, as quebradeiras de coco e os ribeirinhos.

 É o que afirma o documento síntese aprovado no encerramento, dia 18, da 12ª Romaria Estadual da Terra e das Águas, realizada em Chapadinha, região do Baixo Parnaíba, a 250 km de São Luís.

Segundo seus organizadores, o evento reuniu mais de 20 mil pessoas de todos os quadrantes e segmentos comunitários do Maranhão, além de Representantes das tribos Krenyê, Kreepym, Gamela e Guajajara.

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MATOPIBA, A NOVA OUSADIA DA AGRICULTURA BRASILEIRA

Maurício Antônio Lopes (*)

Matopiba. Nome estranho, pouco conhecido pela maioria dos brasileiros, mas que está impactando a produção de grãos e de algodão do Brasil. O termo denomina a região que reúne áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia (daí o nome), até então sem tradição forte em agricultura. Terras mecanizáveis, de um tipo diferente de cerrado, constituem a mais nova fronteira de intensificação agrícola do Brasil. Lá, agricultores inovadores, com muita coragem enfrentam o desafio de implantar uma agricultura moderna e eficiente, baseada em ciência e tecnologia.

Agricultura que busca mais aumentar a produção por planta do que simplesmente espalhar mais plantas na imensidão. Na safra de 2012/13, a região produziu 15 milhões de toneladas de grãos, em municípios como Balsas (MA), Barreiras (BA), Campos Lindos (TO) e Uruçuí (PI). Projeções indicam que, em 2022/23, a região vai colher 18 milhões de toneladas de grãos. A safra crescerá 22%, enquanto a área plantada aumentará apenas 15%.

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