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Conjuntura

Nordeste: crédito cresce 63% em dois anos

(Agência Prodetec) – O Nordeste liderou a expansão do crédito no Brasil no período 2007/2009, com avanço da ordem de 63,2%. O desempenho representa mais do que triplo da variação observada no Sudeste no mesmo período (20,8%) e mais de duas vezes a média nacional (30,3%).

Segundo estudo realizado pelo BNB-ETENE esse crescimento significativo foi impulsionado pela forte presença dos bancos públicos que expandiram significativamente o volume de suas operações.

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A participação no agronegócio regional nas exportações

O Brasil consolidou na atual década sua posição de país competitivo no agronegócio mundial, liderando na produção e exportação de vários produtos graças ao aumento de rendimento e consequente redução de custos de produção.

A balança comercial do setor, positiva há nove anos, acumulou saldo de US$ 54,9 bilhões em 2009, 8,4% abaixo do obtido em 2008 (US$ 59,9 bilhões), mas relevante o suficiente para suavizar a queda da balança comercial do País em processo de encolhimento desde 2005. Para 2010, o saldo estimado situa-se em torno de US$ 50 bilhões.

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Safra de grãos sofre queda de 22% no Nordeste

O 12º levantamento de safra divulgado agora em setembro pela Conab indica que a seca no Nordeste impactou de forma expressiva a produção de grãos regional. As culturas de feijão e de milho, por exemplo, apresentaram decréscimos expressivos. Na Paraíba, a queda foi de 93,5% na safra de feijão e de 95,7% na de milho enquanto no Rio Grande do Norte totalizaram 89,6% e 90,1%%, respectivamente. No Ceará, as perdas estimadas foram de 87,3% para o feijão e de 92,2% para o milho.

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Movimento de passageiros e rede hoteleira em 2009

(Agência Prodetec) - O desempenho da indústria turística mundial acusou queda de 6% no faturamento, em 2009, conforme estimativa da Organização Mundial do Turismo. No Brasil, a receita proveniente do turista estrangeiro alcançou US$ 5,3 bilhões, 8,3% abaixo do total obtido em 2008.

Já o gasto de brasileiros no exterior somou US$ 10,9 bilhões, com decréscimo de 0,6% relativamente a 2008. Em termos regionais, o Nordeste registrou aumento de 17% no movimento de desembarque, totalizando 11,9 milhões de passageiros, com Bahia, Pernambuco e Ceará respondendo por três quartos do total. Vale salientar que entre 2008 e 2009, o número de passageiros do exterior caiu 16,1% enquanto aumentou o desembarque doméstico (18,7%), com destaque para a Paraíba e o Ceará.

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Valor bruto da produção agropecuária nordestina teve aumento de 3,1% em 2010

(Agência Prodetec) – O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária nordestina em 2010 deverá alcançar R$ 39,5 bilhões, crescimento de 3,1% sobre 2009, um pouco abaixo do desempenho estimado para o país como um todo (3,6%). Irregularidade das chuvas na região e a questão de preço acabaram afetando algumas lavouras, a exemplo do milho, com queda de 8,8% no valor, tomate, mamão e abacaxi.

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ESTUDO DO BANCO CENTRAL INDICA MENOR CRESCIMENTO NO NORDESTE

(Agência Prodetec) - A última edição do Boletim Regional do Banco Central mostra que a economia do Nordeste perdeu ritmo nos primeiros meses deste ano em relação a períodos anteriores, embora permaneça em patamar acima da média do Brasil como um todo. No trimestre encerrado em maio, segundo o Boletim, registraram-se decréscimos nas vendas do comércio varejista e nos níveis de empregos da região, tendo o IBCR-NE, índice que mede a atividade econômica regional, crescido apenas 0,6% ante 1,7% ocorrido no trimestre finalizado em fevereiro. A média nacional no mesmo período situou-se em 0,07%.

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ICMS NO NORDESTE CONTINUA A CRESCER MAIS QUE NO BRASIL

(Agência Prodetec) – Os dados relativos ao período de janeiro a maio deste ano mostram que a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Nordeste cresceu pouco mais de um ponto percentual sobre a do Brasil. Em termos reais, comparativamente ao mesmo período de 2011, a variação foi de 4,5% no país contra 5,8% na região nordestina, com desempenhos significativos nos estados de Sergipe (+19,1%), Maranhão (15,8%) e Ceará (14,5%).
Considerado o panorama de 2011, esses dados refletem menor atividade econômica para o país como um todo e leve melhoria na região. De fato, nos cinco primeiros meses do ano passado esses incrementos foram de 5,1% e 4,6% no Brasil e no Nordeste, respectivamente, em relação ao mesmo intervalo de 2010.
A participação do Nordeste no bolo nacional do imposto (15,4%) permanece um pouco acima do peso da economia regional no PIB do Brasil (13,5% em 2009). Em termos de volumes de recursos, o total arrecadado na região somou R$ 20.291 milhões ante R$ 131.459 milhões em escala nacional, valendo salientar que apenas dois estados nordestinos integram a lista dos dez maiores ICMS do país: Bahia, em sexto lugar, e Pernambuco, em oitavo.

Liderança baiana

A arrecadação baiana continua disparadamente majoritária, representando mais de um quarto de todo o ICMS recolhido no Nordeste. No acumulado do ano, ela totalizou R$ 5.874 milhões, quase o mesmo montante registrado pelo grupo formado por Sergipe, Rio Grande do Norte, Piauí, Paraíba e Alagoas. A segunda maior participação é a de Pernambuco, com R$ 4.261 milhões (21%), seguindo-se Ceará, com R$ 2.998 milhões (14,7%) e Maranhão, com R$ 1.514 milhões (7,4%).
A análise setorial indica que, em larga medida, o desempenho dos setores de energia e petróleo teve papel preponderante na arrecadação estadual de ICMS no Maranhão e Ceará, onde respondem por mais de 30% do total. No caso maranhense, a evolução foi de 41,4% (energia) e17,6% (petróleo). No Ceará, um pouco menos: 17,3% e 28,3%. No Rio Grande, a área de energia contribuiu com 45% para o bom desempenho da arrecadação do ICMS estadual. Os mesmos setores também influenciaram o baixo desempenho ocorrido em Alagoas ao registrarem queda de 4,2% (petróleo) e um incremento de apenas 4% (energia).

Muita concentração

Os dez estados líderes em arrecadações do ICMS respondem por 81,4% do total recolhido no País, percentual semelhante à participação deles no PIB nacional (81,2%, em 2009). A lista dos dez maiores inclui os estados do Sul e do Sudeste, mais Bahia, Pernambuco e Goiás.
Na posição de maio último, São Paulo somava R$ 43.454 milhões, ou seja, mais do dobro dos nove estados do Nordeste (R$ 20.291 milhões). Em seguida, aparecem Rio de Janeiro (R$ 11.522 milhões), Minas Gerais (R$ 12.669 milhões), Rio Grande do Sul (R$ 8.516 milhões) e Paraná (R$ 7.078 milhões).

A tabela abaixo discrimina valores, variação e participação de cada estado no conjunto regional.
ARRECADAÇAO DO ICMS NORDESTE – JANEIRO-MAIO 2012 – R$ Milhões

AIN

 
Economia pernambucana cresce em ritmo acelerado no 1º trimestre

Recife (Agência Prodetec) - De acordo com a Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe), o Produto Interno Bruto do Estado, a preços de mercado cresceu 4,6% no primeiro trimestre de 2012 comparativamente ao mesmo período de 2011. A expansão decorreu, sobretudo, do desempenho da indústria (9%), impostos (6,3%) e dos serviços (4,5%), visto que agropecuária retrocedeu (-23,8%).
Segundo a mesma fonte, no semestre inicial o PIB estadual avançou 5,7% e o acumulado de 12 meses estaria em 7,8% contra 4,7% do Brasil, informa Antônio Alexandre Silva, presidente da Condepe. .O PIB de Pernambuco, estimado em R$ 110 bilhões, em 2011, tem uma grande participação da área de serviços (37% do total) contra 22% da indústria.
Conforme a Condepe, o desempenho da economia estadual só não foi melhor por causa da queda verificada na atividade agropecuária, da ordem de 15,1% no semestre, consequência do retrocesso na produção de todos os segmentos, especialmente das lavouras mais relevantes para o Estado, a exemplo da cana-de-açúcar e banana, e da pecuária.

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Criação de empregos

Pelos dados disponíveis até julho, Pernambuco liderou a criação de novos empregos com carteira assinada, no Nordeste, nos últimos 12 meses, com 79,6 mil novos postos de trabalho, na posição de julhos, crescimento de 6,6%. No acumulado de 2012, o aumento foi de 13,4 mil novos empregos sobre o mesmo período anterior.
Tanto em termos absolutos quanto relativos, foi o melhor desempenho entre os estados nordestinos. Em escala regional, a variação absoluta foi da ordem de 260,6 mil empregos, em 12 meses.
Nas outras duas maiores economias nordestinas, o pior desempenho registrou-se na Bahia, com variação absoluta de 42,3 mil novos empregos (+2,6%). No Ceará, houve aumento de 4,3% em 12 meses, com a criação de 43,6 mil postos.
Por sua vez, a taxa de desocupação na Região Metropolitana do Recife teve um leve acréscimo em julho, cravando 6,5% contra 6,3% no mesmo mês de 2011, verificando-se um déficit na absorção de trabalhadores relativamente ao crescimento da população economicamente ativa (PEA). Em termos mensais, a taxa de desocupação registrada em julho apresentou avanço de 0,2 pontos percentuais sobre junho.
O rendimento médio real, por sua vez, registrou crescimento de 6,8% entre o pessoal ocupado na Região Metropolitana do Recife quando comparados os primeiros trimestres de 2011 e 2012.

Variação do emprego celetista nos Estados do Nordeste e Região – Últimos 12 meses

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Campina Grande assume liderança em saneamento no Nordeste

(Agência Prodetec) - Entre as cidades nordestinas com população acima de 300 mil habitantes, Campina Grande é a que apresenta as melhores condições de saneamento, ficando na 18ª posição em escala nacional. Em seguida, aparecem Salvador, em segundo lugar; Fortaleza, em terceiro; Vitória da Conquista (BA), em quarto e Aracaju, em quinto. É o que informa estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil, uma ONG dedicada ao setor, após realizar levantamento específico que resultou no ranking das 81 maiores cidades brasileiras, nas quais vivem 72 milhões de brasileiros.
Da lista dos dez municípios do Nordeste com os melhores indicadores, em 2008, constam, ainda: Caruaru (PE), João Pessoa (PB), Caucaia (CE), Petrolina (PE) e Recife (PE). Algumas cidades nordestinas apresentaram evolução relativamente ao quadro do ano anterior quanto ao quesito esgoto tratado. Natal, por exemplo, dobrou o percentual de tratamento, que passou de 17% para 34% entre 2007 e 2008. Em São Luís, mais do que triplicou, de 8% para 25%. Mas teve quem apresentasse queda, caso de Paulista (PE), onde o tratamento de esgoto passou a abranger 43% do total, em 2008, contra 52% no ano anterior.
De outro lado, Jaboatão dos Guararapes (PE), com população de 678 mil habitantes, contabilizou apenas 8% de atendimento de esgoto, ficando na lista dos dez piores desempenhos em termos nacionais.

Parâmetros

De acordo com o Instituto, o trabalho levou em conta a população atendida pelos sistemas de água tratada e rede de esgotos; tratamento de esgoto por água consumida; índice total de perda de água tratada e volume de investimentos. A base de dados consultada foi o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgado anualmente pelo Ministério das Cidades, com informações até 2008.
Considerado o conjunto de indicadores avaliados, cada um com peso específico estipulado, a cidade de Jundiaí (SP), com 348 mil habitantes, foi a primeira colocada, seguida de Franca (327 mil habitantes), também em São Paulo, e Niterói (RJ), com população de 478 mil habitantes.
A pesquisa indica que, embora tenha se ampliado o alcance da prestação de serviços de coleta e tratamento de esgoto, a partir de 2003, a universalização desses serviços está muito distante, sendo grande, ainda, o volume de esgoto sem qualquer tratamento, o que favorece a contaminação do solo, mananciais de praias e prejuízos à saúde.

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Cai fluxo de passageiros internacionais nos aeroportos do Nordeste, em 2012

(Agência Prodetec) - O movimento de passageiros internacionais no primeiro semestre deste ano caiu entre 12% e 17% nos três principais aeroportos administrados pela Infraero no Nordeste: Salvador, Recife e Fortaleza. De acordo com levantamento realizado pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias, em relação ao primeiro semestre de 2011 houve queda de 17,8% na capital baiana, 17,3% no Recife e 12,1% em Fortaleza.
Em termos de movimentação global -- voos domésticos e internacionais -- a maioria dos aeroportos nordestinos também registrou fluxo menor de passageiros comparativamente ao primeiro semestre do ano passado. No caso do desempenho mensal, Salvador, Recife e Natal apresentaram taxas de crescimento bem abaixo da média do setor em relação ao resultado do mesmo período de 2011.
A participação nordestina no mercado retrocedeu de 16,87% para 15,93% entre o primeiro semestre de 2011 e igual período de 2012. No mesmo intervalo, o Sudeste passou de 50,87% para 52,97%.
Salvador, com retração de 6,56% no primeiro semestre, foi o aeroporto nordestino com maior retração observada em 2012, "devido a problemas mercadológicos e intervenções na infraestrutura", segundo o Sindicato.

Desempenho nacional

Em escala nacional, o crescimento da movimentação nos aeroportos administrados pela Infraero no primeiro semestre de 2012 cresceu 7,9% sobre o mesmo período do ano anterior. Segundo o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias, o movimento de embarques e desembarques alcançou 93 milhões de passageiros. O aumento ficou bem aquém quando comparado aos 19,7% do período imediatamente anterior (1º semestre-2011/1º semestre 2010).
A movimentação de junho, entretanto, com expansão de 14,9% sobre junho de 2011, pode representar uma reação no tráfego de passageiros.
Analisando-se o número de passageiros transportados nos 10 maiores aeroportos da rede Infraero no primeiro semestre de 2012, verifica-se que Guarulhos se mantém como o aeroporto mais movimentado no país. Dos aeroportos do Nordeste, apenas Salvador consta da relação dos dez mais movimentados.

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