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Conjuntura

DESEMPENHO E PERSPECTIVAS NO INTERCÂMBIO NORDESTE-CHINA

As exportações do Nordeste para a China são concentradas em poucos itens, com predominância de produtos primários (alimentos, minerais e celulose). A região apresenta alguns grupos de produtos com maior potencial de venda no exterior: papel e celulose, produtos químicos, alimentos e bebidas. Esses setores são considerados estratégicos no caso de uma política voltada para maior inserção do Nordeste no mercado internacional.

Dentre esses grupos, o mais destacado é o de papel e celulose que aparece com alguma representatividade a partir de 1998, quando detinha 25,9% do total. Daí aumentou para 69,5% em 2001, caindo para 54,1%, em 2009. Os demais grupos de manufaturados tiveram, ao longo do período analisado, participações relativamente baixas e não-padronizadas nas exportações nordestinas para a China , caso de plásticos e borrachas, madeira e mobiliário, têxtil, calçados e couro grupos de produtos de Calçados.

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FUNDOS DE PARTICIPAÇÃO: TRANSFERÊNCIAS PARA ESTADOS E MUNICÍPIOS NORDESTINOS TOTALIZAM R$ 44,9 BILHÕES EM 2011

De acordo com levantamento da revista BNB Conjuntura Econômica, os recursos do FPE em 2011, em relação a 2010, alcançaram aumento real de 17,6%, totalizando R$ 48.949 milhões, dos quais R$ 25.676 milhões correspondem aos repasses para os estados nordestinos. Esse desempenho coloca-se bem acima da estimativa de 3,5% para expansão do PIB, o que pode ser explicado pela elevação da produtividade fiscal, inclusive, com redução da evasão.

As transferências do FPE para os estados do Nordeste, em 2011, observaram incremento de 25,4%, mas para este ano a previsão do Tesouro Nacional sinaliza um crescimento de apenas 12,4% sobre 2011.

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10 empresas respondem por 46,4% das exportações do nordeste

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, do total exportado pela região Nordeste, em 2011, 46,4% (US$ 8.741 milhões) foram resultados da ação de dez empresas: Petrobras, Braskem, Bahia Sul Celulose, Paranapanema, Vale, Bunge Alimentos, Copertrading, Ford, Veracel Celulose e Cargill Agrícola.

A maioria desses grupos também respondeu por boa parte das importações, especialmente a Petrobras, cujas compras alcançaram US$ 8,2 bilhões ante US$ 2,3 bilhões exportados. A Ford, por sua vez, importou US$ 1.547,3 milhões e a Paranapanema, US$ 1.217,5 milhões.

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Balança comercial nordestina continua deficitária em 2012

Ao contrário da situação nacional, a balança comercial nordestina continua deficitária no começo de 2012, consolidando um quadro que se arrasta desde 2006. As exportações regionais no primeiro mês deste ano totalizaram US$ 1,5 bilhão, aumento de 19,5% sobre o mesmo período de 2011, enquanto as importações fecharam em US$ 1,9 bilhão alta de 57%.

No ano passado, o déficit da balança comercial do Nordeste foi de US$ 5,3 bilhões ante um superávit nacional da ordem de US$ 29,8 bilhões. As exportações regionais totalizaram US$ 18.830,3 milhões e as importações US$ 24.155,8 milhões. As vendas corresponderam a 7,3% do agregado nacional.

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2011 assinalou menor taxa de desemprego da história

A taxa de desocupação entre a população economicamente ativa alcançou 4,7% no final de 2011, 0,6 ponto inferior à registrada em dezembro de 2010 (5,3%). Foi a menor da série desde o início da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, em 2002, que abrange as regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Segundo estimativas da PME, em dezembro último, a população ocupada nessas áreas somava 22,7 milhões de pessoas, acréscimo de 1,3% ou 283 mil postos de trabalho no intervalo de 12 meses.

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Pernambuco lidera alta das exportações em 2012

De acordo com levantamento do boletim mensal de conjuntura editado pelo BNB-Etene, no primeiro bimestre deste ano as exportações nordestinas alcançaram US$ 3,4 bilhões, cifra 39,5% maior que a do mesmo período de 2011 e bastante acima da taxa nacional (7%). O estado de Pernambuco registrou o maior incremento nas vendas externas do Nordeste, com 182,7%, seguido pelo Piauí (101,2%), Paraíba (67,6%) e Rio Grande do Norte (55,1%).

Em termos absolutos, entretanto, a Bahia continua liderando o comércio externo regional com vendas da ordem de US$ 1.730,1 milhões, seguindo-se Pernambuco (US$ 585 milhões) e Alagoas (US$ 400,4 milhões).

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Economia nordestina: panorama ligeiramente acima do nacional

A última edição do boletim Conjuntura Mensal aponta um desempenho ligeiramente superior da economia nordestina no primeiro trimestre, em relação à economia brasileira como um todo. Os principais indicadores econômicos da região exibiram variações superiores à média nacional, caso da safra de grãos, da produção industrial, do comércio exterior, operações de crédito, captação de depósitos, recolhimento de tributos federais e da arrecadação de ICMS. A média regional, contudo, situou-se abaixo da nacional quanto à variação do volume de vendas do comércio varejista ampliado e do mercado de emprego formal.

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SALVADOR, NATAL E FORTALEZA CONCENTRAM OS MEIOS DE HOSPEDAGEM NO NORDESTE

Salvador, Fortaleza e Natal concentram o maior número de leitos entre as capitais nordestinas, posicionando-se entre as dez maiores cidades do Brasil em termos de meios de hospedagem. Relatório do IBGE sobre o setor divulgado hoje (27) indica Salvador em terceiro lugar, com 22.366 mil leitos disponíveis, e 358 estabelecimentos com 15.666 unidades habitacionais (suítes, aptos, quartos, chalés) e capacidade total de 373.673 leitos. No país como um todo esse total alcançou 5.036 estabelecimentos, predominantemente, hotéis (52,1%), motéis (23,5%) e pousadas (14,2%) e 250.284 unidades habitacionais.

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Relação crédito/PIB ainda é muito baixa no Nordeste

Embora a intermediação financeira na região tenha crescido, nos últimos anos, a um ritmo comparativamente superior à média brasileira, a proporção do estoque de crédito em relação ao PIB do Nordeste ainda está bem abaixo do índice verificado em âmbito nacional. De 32,4% em julho/2010, essa relação saltou para 36% em julho último. Na mesma base de comparação, o índice nacional evoluiu de 44,6%, para 47,3%.

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Bancos privados emprestam pouco no Nordeste

No Nordeste, os bancos privados participam muito pouco do estoque de crédito. Na posição de julho último, eles detinham menos de um terço do valor das operações realizadas, ficando o restante a cargo dos bancos oficiais. Considerado o saldo de R$ 113,9 bilhões, que exclui as aplicações do BNDES e do BNB/FNE, os estabelecimentos particulares respondiam por apenas R$ 36,2 bilhões do total ante R$ 77,7 bilhões dos bancos oficiais.

Vale salientar que desse montante, um pouco mais da metade contemplou operações de curto prazo (52,2%), seguindo-se os financiamentos imobiliários (19,3%), os financiamentos industriais e comerciais (8%) e os financiamentos rurais e agroindustriais (5,3%).

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