Anuncie Aqui

Especiais

Nordeste requer elevação no suprimento para garantir atual ciclo de investimentos

Desafio maior é viabilizar projetos previstos no PAC e avançar nas mudanças da matriz energética regional

O Nordeste brasileiro vive hoje um novo ciclo de crescimento, conforme mostram indicadores como o consumo de energia, a elevação dos índices de utilização da capacidade instalada da indústria e do volume de vendas do comércio varejista, bem assim dos ganhos salariais reais e do aumento dos níveis de emprego.

Diante desse novo quadro, o Nordeste começa a se preocupar também com a mudança de sua matriz energética hoje centrada na hidroeletricidade. O desafio é garantir o suprimento de energia depois de praticamente exaurida a capacidade de produção da CHESF. Mantidas as taxas de crescimento do PIB regional, estimada em 4,1% (2006), o sistema energético teria dificuldades em atender à demanda futura. Para os especialistas, a solução passa pela exploração do gás natural e de fontes alternativas como a eólica e a biomassa.

Leia
 
Biodiesel: avanços, desafios e estratégias no semi-árido nordestino

Os biocombustíveis continuam gerando polêmicas e cifras bilionárias em todo o mundo. No Nordeste, em particular, a discussão maior cinge-se ao aproveitamento da mamona e a formas de integrar a pequena produção do semi-árido ao Programa Nacional de Produção do Biodiesel (PNPB), com o máximo de benefícios sociais e econômicos.

Quase cinco anos depois da criação do Programa, os atores envolvidos ainda não bateram o martelo quanto às formas ideais de inclusão dos pequenos produtores. Elas variam segundo os interlocutores, embora o objetivo de todos seja único: evitar o modelo excludente do Proalcool que, na opinião do deputado Ariosto Holanda, presidente da Comissão de Altos Estudos da Câmara Federal, foi "uma tragédia" do ponto de vista social, dado o seu caráter altamente concentrador de renda.

Leia
 
IRRIGAÇÃO, O GRANDE NEGÓCIO DO NORDESTE SEMI-ÁRIDO

O agronegócio brasileiro exportou cerca de US$ 71,8 bilhões, em 2008, para um PIB de R$ 730 bilhões, gerando divisas líquidas de US$ 60 bilhões para o País. No Nordeste, as exportações do setor somaram US$ 6,5 bilhões. Inserido nessa cadeia produtiva, o semiárido nordestino tem na agricultura irrigada poderosa arma para marcar maior presença no volume de negócios.

O agronegócio brasileiro, de certa forma, espelha a realidade do próprio País, onde convivem o tradicional e o avançado, o atraso e a vanguarda, o latifúndio improdutivo e a lavoura altamente tecnificada. Isso não impede o campo de fornecer boas notícias a cada temporada. Safras recordes. Produtos mais baratos. Intensificação no uso de novas tecnologias, que, por sua vez, aumentam a produtividade. Oferta crescente para os mercados interno e externo. Alta produtividade que, em produtos como carne, açúcar, soja e suco de laranja, desafia a de países da Europa e Estados Unidos, com agricultura altamente subsidiada.

Leia
 
Financiamento do desenvolvimento: Nordeste requer mais recursos e desafios

Com o fim da Sudene no governo FHC, o crescimento do Nordeste ficou restrito ao uso do crédito como ferramenta principal e à promoção de investimentos na infraestrutura econômica

Leia
 
FNE e financiamento do desenvolvimento no Nordeste: quando o muito ainda é pouco

Reconhecimento e preocupação em duas décadas de existência do FNE, um mecanismo que já é insuficiente para as necessidades de crédito do Nordeste, cujo PIB já ultrapassa R$ 300 bilhões

Leia
 
<< Início < Anterior 11 12 13 14 15 Próximo > Fim >>

Página 14 de 15

A agência Prodetec é uma ferramenta voltada para divulgar artigos, estudos e pesquisas
sobre assuntos relacionados com o Nordeste

Imagine Comunicação Digital

Todos os direitos reservados. Reprodução do material permitida mediante citação da fonte.