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NORDESTE CIÊNCIA E TECNOLOGIA: QUATRO DÉCADAS AJUDANDO A INOVAR

Ao longo de sua existência, o Fundeci já financiou quase três mil projetos e aprimora seu trabalho de apoio ao setor tecnológico regional, conectando a pesquisa com a realidade e as práticas empresariais, melhorando processos, equipamentos, sistemas e a difusão dos resultados dessas pesquisas. Com isso, possibilita o avanço da competitividade da economia do Nordeste e fortalece a cooperação com os diversos segmentos da comunidade regional.

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AGÊNCIA PRODETEC ππ Brasília [ABRIL 2011]

(Agência Prodetec) - Em 1971, preocupada com a produção e difusão do conhecimento no Nordeste, a direção do BNB criou o FUNDECI - Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - mecanismo pelo qual financia a realização de pesquisas tecnológicas, com vistas ao desenvolvimento, adaptação e/ou aperfeiçoamento de produtos e técnicas de interesse para o setor produtivo regional.

Desde então, o FUNDECI apoiou cerca de três mil iniciativas de pesquisa, treinamento e difusão envolvendo recursos da ordem R$ 314 milhões, a preços de dez/2010. Desses esforços resultaram conquistas significativas para o Nordeste, a exemplo da soja tropical, melhoria das pastagens nativas, introdução de forrageiras, conservação e melhoria de raças nativas de caprinos e ovinos deslanados, criação de cultivares de tomate industrial, milho e frutas tropicais como caju, abacaxi e acerola.

Também foram beneficiados os centros de excelência regionais e os parques tecnológicos, as pesquisas para aproveitar matérias-primas locais e as de caráter meteorológico e climatológico.

Os recursos do FUNDECI, aplicados de forma não reembolsáveis, são complementados por inversões de outras fontes mobilizadas pelo BNB para obter fortalecer o segmento de pesquisas da Região.

2011, novas linhas de atuação

Para este ano, a proposta orçamentária do FUNDECI é de R$ 20 milhões vai atender à demanda tradicional e a novas linhas de atuação, especialmente nos setores de biotecnologia e energia alternativa. Os novos editais de 2011 abrangerão cinco grandes áreas, conforme o economista Alisson Martins, responsável pela gerência do FUNDECI.

a) Tecnologias para bioprodutos (desenvolvimento de vacinas contra doenças endêmicas, degenerativas e neoplasias, bem assim de produtos bioativos para uso medicinal ou processos biotecnológicos, a partir da fauna e da flora; e desenvolvimento de métodos inovadores de diagnóstico de enfermidades humanas, animais e vegetais).

b) Fintes alternativas de energia (melhoramento genético do pinhão manso; biocombustíveis de segunda e terceira gerações; uso de rejeitos da cadeia produtiva do biodiesel como fertilizante e ração animal; energia solar para fins térmicos ou geração de energia elétrica; tecnologias que utilizem resíduos de biomassa ou a força dos ventos para produção de energia (elétrica, calor etc.) e/ou força motriz; uso da força das marés para geração de energia elétrica; tecnologias voltadas para maior eficiência energética ou conservação de energia.

c) Formação de redes cooperativas de pesquisa e desenvolvimento voltadas para o estudo de nanomateriais, combate à poluição atmosférica e soluções nanotecnológicas para o semiárido;

d) Parques tecnológicos e incubadoras de base tecnológica

e) Inovação tecnológica em micros e pequenas empresas

Atuação recente

No período mais recente (2003/2010), a direção do BNB deu prioridade às atividades do FUNDECI, com aportes totais de R$ 86,5 milhões para a área de P&D&I, beneficiando 1,4 mil projetos. Isso equivale a 28% de todos os desembolsos feitos pelo Fundo nos 31 anos anteriores.

Segundo o superintendente do ETENE, José Narciso Sobrinho, através do FUNDECI, foi possível intensificar a realização e a difusão de pesquisas tecnológicas com vistas ao desenvolvimento, adaptação e/ou aperfeiçoamento de produtos e técnicas que contribuem para o crescimento da economia regional.

Conforme Narciso, o FUNDECI tem muitas historias exitosas. De seus esforços, resultaram conquistas relevantes para o Nordeste em áreas como agricultura de sequeiro, irrigada e orgânica, pecuária, agroindústria, biotecnologia, recursos hídricos, preservação do meio ambiente e convivência com o semiárido, monitoramento climático e energia renovável.

A ação inclui desde o desenvolvimento e adequação de fatores de produção ao semiárido, como a de espécies exóticas ajustadas ao meio, até o uso de técnicas contemporâneas como a biotecnologia vegetal e animal, os processos de inseminação artificial e outros meios disponibilizados pela ciência moderna.

No âmbito da agricultura de sequeiro, destacam-se as investigações de novas variedades, adubação, espaçamento e outros aspectos das culturas alimentícias, forrageiras, oleaginosas, de fibras (algodão e sisal) e plantas medicinais.

Soja, irrigação e pecuária

A difusão da soja "tropical" no cerrado nordestino, área contígua ao semiárido, foi um capítulo especial na história do FUNDECI que ainda hoje prossegue os estudos acerca da oleaginosa. Como desdobramento dessa pesquisa, a paisagem dos cerrados nordestinos já reflete uma diversificação da soja com as culturas do algodão e café irrigado, culturas cuja produtividade situa-se acima da obtida no Brasil.

Em relação à agricultura irrigada, é crescente o número de projetos sobre aspectos diversos das culturas de tomate, melão, melancia, uva, acerola, mamão, maracujá, cebola e alho.
Mais recentemente, em parceria com a Embrapa Semiárido, foi aprovada pesquisa para aclimatação de frutas temperadas sob o regime de irrigação, em Petrolina (PE). Resultados preliminares com as fruteiras de maçã, pera, ameixa, caqui e cacau, já em frutificação, apresentam boas perspectivas.

No caso da pecuária são numerosos os trabalhos, cabendo relevar os projetos de ovinos e caprinos de corte e leite, da apicultura e da carcinicultura.

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