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NORTHEASTERN HOMINIS BILLIONAIRE, UMA ESPÉCIE MUITO RARA NO NORDESTE

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No Nordeste, a riqueza de poucos corresponde à renda gerada por estados inteiros.

agência prodetec ππ Rio de Janeiro [FEV. 2014]

A espécie é difícil de ser vista, encontrada e contatada. É muito protegida, não pelo risco de sua extinção, mas em virtude do medo acarretado por exposições frequentes. Salvo pelo ciclo familiar e profissional, poucos dela se aproximam. Seu habitat é diversificado e seus deslocamentos ocorrem de forma rápida, quase sempre em segredo, e sob forte proteção. A discrição, característica inerente à espécie, aumenta a curiosidade em torno dela. Outra característica comum é a experiência e longevidade, todos com mais de 65 anos.

No ano passado, segundo uma famosa publicação dos Estados Unidos, apenas cinco de seus componentes foram identificados no Nordeste num universo onde vivem mais de 54 milhões. Dois deles com origem no Ceará, outros dois na Bahia e um no Rio Grande do Norte. No ano anterior o contingente foi maior.

A espécie em questão é da família Northeastern hominis billionaire. Seus integrantes acumularam mais de um bilhão de dólares no ano passado. A fortuna dos cinco nordestinos no topo da pirâmide dos mais ricos só perde para o Produto Interno Bruto dos municípios de Fortaleza, Salvador e Recife. A renda de cinco deles supera a riqueza total gerada em muitos estados da região.

Rol nordestino

Dos 65 brasileiros com fortuna acima de US$ 1 bilhão, em 2013, pelo menos cinco são do Nordeste: os cearenses Francisco Ivens de Sá Dias Branco e Carlos Ribeiro Jereissati, o potiguar Nevaldo Rocha e os baianos Cesar Mata Pires e Victor Gradin.

De acordo com a revista estadunidense 'Forbes', especializada nesse tipo de levantamento, houve um acréscimo de 19 brasileiros no ranking de bilionários, em 2013, em comparação com a edição anterior.

A partir dos negócios que comandam, os bilionários nordestinos acumularam, juntos, US$ 10,3 bilhões, conforme a revista americana.

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Cearense campeão

Desse total, cerca de 40% se originam de Ivens Dias Branco, o potentado da indústria de biscoitos e massas do Brasil, cuja fortuna alcança US$ 4,1 bilhões nas contas da 'Forbes'.

Em relação a edições passadas, ficaram de fora da lista dos brasileiros mais ricos da publicação cinco importantes nomes do mundo empresarial do Nordeste: os de Norberto Odebrecht (empreiteiro), Francisco Deusmar de Queiros (grupo farmácias Pague Menos), João Carlos Cavalcanti (mineração), Antônio de Queiroz Galvão (empreiteira) e Luiz Carlos Batista (lojas Insinuante).

Equivalência

Convertida em real pela última cotação de dez/2013 (R$ 2,3570), a fortuna dos cinco bilionários nordestinos atinge R$ 24,27 bilhões, quase igual ao Produto Interno Bruto (PIB) de estados como Sergipe (R$ 26,2 bilhões) e Piauí (24,6 bilhões), em 2011. Ou muito mais do que produziu qualquer um dos municípios nordestinos, em 2011, exceto Fortaleza (R$ 42 bilhões), Recife (R$ 33,1 bilhões) e Salvador (R$ 38,8 bilhões).

A fortuna do cearense Dias Branco, cerca de R$ 9,6 bilhões, corresponde a mais de sete vezes o Produto Interno Bruto de Eusébio (CE), município onde fica a sede do grupo, sendo igual ao PIB de Aracaju e um pouco menor que o PIB de João Pessoa ou de Maracanaú, Caucaia e Sobral, juntas, os principais polos industriais do Ceará. Dos 1.794 municípios nordestinos apenas 11 apresentam Produto Interno Bruto maior que o patrimônio de Ivens Dias Branco.

O outro cearense, de patrimônio mais modesto, Carlos Jereissati, irmão do ex-governador do Estado, Tasso Jereissati, comanda seus negócios de São Paulo, onde está radicado há muito tempo. Na lista de 2014 aparece com, aproximadamente R$ 3 bilhões, quase o equivalente ao PIB do município de Caucaia (CE), suficiente para garantir um bônus de mil reais a todos os habitantes de Fortaleza. Na edição anterior, totalizava (R$ 1,7 bilhão).

A fortuna do nordestino colocado em segundo lugar, Nevaldo Rocha, fundador de empreendimentos como as lojas Riachuelo, soma US$ 1,9 bilhão ou R$ 4,47 bilhões a preços de dezembro último. Esse montante equivale ao total do PIB de Mossoró, segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, e mais de um terço do PIB de Natal (R$ 12,2 bilhões, em 2011). Considerando a população estadual (3.773 mil), o patrimônio de Nevaldo daria para garantir R$ 100 a todos os habitantes do Rio Grande do Norte durante um ano.

No caso dos dois baianos representados no ranking de 2014, a soma das fortunas de César Mata Pires (US$ 1,5 bilhão), dono da empreiteira OAS, e de seu colega Victor Gradin (US$ 1,5 bilhão, sócio da também empreiteira Odebrecht, equivale a mais de 50% do PIB do município de Camaçari (R$ 12,3 bilhões, em 2011), um dos principais polos industriais do país. Isoladamente, a fortuna de cada um perde apenas para os PIBs de Salvador, Camaçari, Feira de Santana, Simões Filho, Vitória da Conquista e São Francisco do Conde.
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