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APESAR DA SECA FRUTICULTURA DO NORDESTE MANTEM CRESCIMENTO

Os cinco anos seguidos de seca no Nordeste e a consequencia escassez de água para suprir os perímetros de irrigação começaram a afetar a fruticultura regional. Prova disso é a pequena expansão ocorrida na atividade na safra de 2015, conforme mostram os dados coletados pelo IBGE na pesquisa Produção Agrícola Municipal. O crescimento foi de apenas 2,4%, mas o município de Petrolina (PE) não perdeu a posição de maior polo da fruticultura nacional.

Jose Fijjo Mesquita
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Melancia no Vale do São Francisco

JOSE FIJJO MESQUITA -- Agência Prodetec ΩΩΩΩ Outubro 2016.

O valor de produção da fruticultura do Nordeste apresentou uma leve variação entre 2014 e 2015, nada obstante o agravamento da seca nos principais estados produtores. De acordo com a pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM 2015), esse valor totalizou R$ 7,7 bilhões no ano passado, com incremento de 2,4% sobre 2014 (R$ 5,4 bilhões).

A participação da fruticultura regional na produção brasileira decresceu um pouco no intervalo do estudo, de 29,6% para 29,1%, já refletindo a precariedade do abastecimento de água nas áreas irrigadas do Nordeste, principais polos produtores das lavouras frutíferas.

Em âmbito nacional, o valor de produção das frutíferas em 2015 somou R$ 26,4 bilhões, com aumento de 3,9% ante os R$ 25,4 bilhões de 2014, com destaque para São Paulo (R$ 6,6 bilhões), consequência da representatividade da cultura da laranja.

Em relação ao Nordeste, os maiores destaques são os estados da Bahia, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte que respondem pelos maiores valores de produção.

A produção regional de banana em 2015 ficou concentrada na Bahia, maior produtor nacional com valor de produção (VP) de R$ 882,7 milhões, o equivalente a 15,6% do total obtido no país como um todo. O Ceará aparece como o sexto maior produtor nacional da fruta com faturamento da ordem de R$ 327,6 milhões.

ESTADO

VALOR DA PRODUÇÃO – R$ 1.000,00

Maranhão

156.451

Piauí

179.807

Ceará

994.229

Rio Grande do Norte

651.252

Paraíba

553.365

Pernambuco

1.350.148

Alagoas

463.104

Sergipe

270.509

Bahia

3.157.426

Distribuição por produto

No caso da laranja, a Bahia também se sobressaiu com R$ 266,6 milhões do VP total da fruta, seguida por Sergipe (R$ 184,2 milhões). Por sua vez, Pernambuco registrou o segundo maior VP de uva do Brasil, depois do Rio Grande do Sul, totalizando R$ 567,9 milhões, ou 15,9% do movimento nacional.

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A estrela Petrolina

Em âmbito estadual, no Nordeste, o estado da Bahia lidera a produção de frutas com o equivalente a 11,9% (R$ 3,2 bilhões) do valor da produção brasileira de frutas, com quase 60% provenientes do cultivo de banana, mamão e coco-da-baía.

Contudo, em termos de faturamento, Petrolina é a grande estrela da fruticultura nacional com valor de produção avaliado em R$ 749,5 milhões, primeiro lugar, disparado, no ranking dos municípios brasileiros produtores de frutas.

Em seguida aparecem Floresta do Araguaia (PA), com R$ 367,3 milhões, São Joaquim (SC), com R$ 252,6 milhões, Casa Branca (SP), com R$ 252,2 milhões, Bom Jesus da Lapa (BA), com R$ 244,9 milhões; e Jaíba (MG), com R$ 201,3 milhões.

MUNICIPIO

ÁREA COLHIDA - HA

VP2015 – R$ MIL

VAR.(%) S/2014

Ordem no Brasil

 Petrolina - PE 

18 652

749 562

17,0

 01

 Bom Jesus da Lapa - BA 

9 736

244 909

163,6

 05

 Mossoró - RN 

12 788

191 449

6,9

07

 Juazeiro – BA

6 132

179 716

(-) 5,3

09

 Santa Maria da Boa Vista - PE 

 7 304

157 376

 31,7

12

.Rio Real - BA

22.080

129 292

 6,7

16

Lagoa Grande - PE

1.785

125. 135

(-) 6,0

17

Casa Nova - BA

3 406

120 902

(-) 40,7

18

Itabela - BA

       2 997

113 518

14,1

23

Touros – RN               

           9 536

112 785

(-) 19,0

24

Conde – BA

25 500

105 891

 439,1

31

Wenceslau Guimarães – BA                           

            6 460                 

97 758

2,1

34

Quixeré – CE

            2 918

95 328

(-) 1,0

39

Livramento de Nossa Senhora. - BA

          13 620

 89 219

(-) 42,9

44

Fonte: IBGE PAM 2015. Elaboração Agência Prodetec.

A tabela a seguir detalha mais o panorama da fruticultura do Nordeste em 2015.

NORDESTE LAVOURAS TEMPORÁRIAS E PERMANENTES 2015. ÁREA COLHIDA, QUANTIDADE PRODUZIDA, VALOR DA PRODUÇÃO E PARTICIPAÇÃO NO TOTAL DO VP (%).

Principais produtos das
lavouras temporárias e permanentes

Área
colhida
(ha)

Quantidade
produzida
(t)

Valor
da
produção
(1 000 R$)

Participação no total do valor da produção
(%)

TOTAL

 11 510 468

...

 33 704 291

100,0

Lavouras Temporárias

 9 295 298

...

 24 494 030

72,7

Lavouras Permanentes

 2 215 170

...

 9 210 261

27,3

Castanha de caju)

  582 926

  100 578

  263 706

0,8

Coco-da-baía (1)

  208 903

 1 468 322

  777 350

2,3

Banana

  184 414

 2 283 014

 1 829 613

5,4

Laranja

  119 516

 1 600 489

  494 163

1,5

Manga

  45 142

  654 493

  529 608

1,6

Maracujá

  36 308

  450 783

  501 062

1,5

Melancia                                       

  26 685

  538 320

  285 884

0,8

Abacaxi (1)                             

  24 321

  649 128

  756 549

2,2

Melão                                          

  18 024

  494 065

  431 656

1,3

Mamão

  17 270

  939 505

  712 539

2,1

Tomate                                         

  12 896

  543 483

  656 280

1,9

Uva

  9 842

  318 079

  757 183

2,2

Limão

  9 460

  159 119

  96 991

0,3

Goiaba

  9 066

  207 169

  235 495

0,7

Tangerina

  3 639

  36 866

  22 640

0,1

Abacate

   803

  6 737

  7 941

0,0

Maçã

   43

   870

  1 046

0,0

Caqui

   13

   111

   148

0,0

Marmelo

   4

   17

   45

0,0

 

 

 

 

 

Fonte: IBGE, PAM 2015.
(1) Quantidade produzida em 1 000 frutos e rendimento médio em frutos por hectare.

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