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Estudos e pesquisas

AGRICULTURA. MESMO COM A ESTIAGEM, VALOR DE PRODUÇÃO DO NORDESTE AINDA CRESCE

O valor da produção agrícola do Nordeste em 2015 alcançou R$ 33,7 bilhões, equivalentes a 12,6 % do total obtido pelo país como um todo (R$ 265,5 bilhões). Essa participação é inferior à registrada no ano anterior (13,2%) e se situa num patamar um pouco abaixo da proporção do PIB nordestino na economia nacional, em torno de 13%.

imagem SLC Agrícola
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Soja: principal produto agrícola do Nordeste em valor de produção.

Jose Fijjo Mesquita -- Agência Prodetec ΩΩΩΩ Outubro 2016.

Rio de Janeiro - O valor da produção agrícola do Nordeste em 2015 totalizou R$ 33,7 bilhões com incremento de apenas 1,2% em relação ao ano anterior (R$ 33,3 bilhões). Desse total, R$ 24.494 milhões correspondem às lavouras temporárias e R$ 9.210 milhões às lavouras permanentes.

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NOVO MNINISTRO DA INTEGRAÇÃO TENTA RESSUSCITAR A SUDENE

agência prodetec ππ RECIFE [SET. 2016]

Extinta em 2001 por Fernando Henrique Cardoso e recriada em 2007 por Lula que também a sepultou, com a colaboração de Dilma Rousseff, a Sudene pode sair das cinzas no atual governo.

Pelo menos é a intenção do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, para quem a autarquia deve voltar a ter uma relevância para o Nordeste. Nesse sentido, ele presidiu nessa quinta-feira (22), no Recife, uma reunião do Conselho Deliberativo da Sudene, coisa que não acontecia há mais de três anos, justamente pelo esvaziamento do órgão.

A depender dos governadores nordestinos, no entanto, essa revitalização da Sudene ainda vai demorar. Todos eles ignoraram solenemente o encontro e o entusiasmo do novo ministro que dividiu o palco com vice-governadores e secretários de Estado. A ausência pode até não ter sido combinada, mas refletiu de forma inequívoca a insatisfação da maioria ao tratamento dispensado por Brasília ao Nordeste.

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QUALIDADE DE VIDA DAS CIDADES DO NORDESTE AINDA DEIXA MUITO A DESEJAR, DIZ PESQUISA

O ranking organizado pelo Observatório das Metrópoles mostra que dos 100 melhores municípios brasileiros em qualidade de vida nenhum se encontra no Nordeste. Na outra ponta, 36 cidades da região integram a relação das 100 piores.

O estudo foca no bem estar urbano em cinco diferentes dimensões, cada uma com número diferente de variáveis: mobilidade urbana, condições ambientais, habitação, serviços coletivos e infraestrutura urbana com base nos dados levantados pelo Censo de 2010.

A partir da análise desses aspectos, os pesquisadores elaboraram o índice específico (Ibeu) de cada cidade e região metropolitana, cuja variação de zero a um (quanto mais próximo a 1 melhores são as condições urbanas).

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PERNAMBUCO E CEARÁ LIDERAM COMPETITIVIDADE NO NORDESTE

Pesquisa sobre o tema mostra que os estados nordestinos estão muito aquém das unidades do Sul e Sudeste. Apenas um deles alcançou nota compatível com a média nacional 50 pontos. O trabalho, de iniciativa do Centro de Liderança Pública, foi realizado em cooperação com a Consultoria Tendências e a Economist Intelligence Unit.

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São Paulo (Agência Prodetec) – Pernambuco e Ceará lideram o ranking de competitividade entre os estados do Nordeste, embora permaneçam, ainda, distantes do topo em termos nacionais que tem São Paulo e Paraná como os estados mais competitivos. Na outra ponta, Alagoas desponta como o pior em todo o país.

Líder da economia nordestina, o estado da Bahia perdeu dinamismo nos dois últimos anos da pesquisa, cedendo espaço para pernambucanos e cearenses. Pelos dados do trabalho, a Bahia caiu do 14º lugar para o 20º entre 2015 e 2016 em virtude de desempenho insatisfatório em quatro aspectos que compõem o índice de aferição de competitividade.

O Rio Grande do Norte, por sua vez, foi o estado nordestino que mais posições conquistou no ranking geral entre as edições de 2015 e a de 2016, subindo da 23º para 18º lugar.

O ranking é mantido pelo Centro de Liderança Pública com o objetivo de orientar as políticas públicas e "oferece aos líderes instrumentos práticos para ajudá-los a mobilizar e engajar a sociedade em mudanças eficazes, com ética e responsabilidade". Elaborado em parceria com a Consultoria Tendências e a Economist Intelligence Unit, o estudo considera 65 diferentes variáveis agrupadas em dez pontos: sustentabilidade ambiental e social, infraestrutura, segurança pública, potencial de consumo, educação, solidez fiscal, recursos humanos, inovação e eficiência da máquina pública.

A partir da análise desses aspectos é feito um ranking, cuja nota varia de 0 a 100.

São Paulo voltou a liderar a lista, em 2016, com 88,9 pontos, seguido de Paraná com 76,9 pontos e Santa Catarina com 74,3 pontos, todos bem acima da média nacional de 50.

RANKING DE COMPETITIVIDDE DOS ESTADOS 2016

ESTADO

NOTA

POSIÇÃO 2016

POSIÇÃO 2015

São Paulo

88,9

1ª.

1ª.

Paraná

76,9

2ª.

2ª.

Santa Catarina

74,3

3ª.

3ª.

Distrito Federal

66,8

4ª.

4ª.

Mato Grosso do Sul

65,1

5ª.

9a.

Espírito Santo

62,6

6ª.

5ª.

Minas Gerais

57,5

7ª.

7ª.

Rio de Janeiro

56,7

8ª,

--

Rio Grande do Sul

55,5

9ª,

6ª.

Mato Grosso

55,0

10a.

11ª.

Roraima

54,6

11ª,

16ª.

Goiás

53,1

12ª.

10ª.

Pernambuco

50,3

13a.

13ª.

Ceará

48,1

14ª,

16ª.

Paraíba

47,8

15ª.

-

Amapá

45,5

16a.

25ª.

Amazonas

45,0

17ª,

--

Rio Grande do Norte

44,5

18ª.

23ª.

Tocantins

42,5

19ª.

18ª.

Bahia

42,3

20ª.

14ª.

Pará

38,7

21ª.

22ª.

Rondonia

37,9

220ª.

19ª.

Maranhão

34,3

230ª.

20ª.

Piauí

34,1

24ª.

21ª.

Acre

32,0

25ª.

26ª.

Sergipe

28,5

26ª.

24ª.

Alagoas

15,9

27ª.

--

Fonte: CLP/Economist Intelligence Unit/Tendências.

Abaixo da média

Entre os estados nordestinos, Pernambuco foi o único a alcançar a média nacional de 50 pontos, seguido de perto por Ceará (48,1 pontos) e Paraíba (47,8 pontos). Os demais apresentaram desempenho sofrível, com destaque para Sergipe e Alagoas, os piores do ranking, com 28,5 e 15,9 pontos, respectivamente.

Vale salientar o desempenho de Paraíba e Rio Grande do Norte em infraestrutura, ficando em segundo e terceiro lugares no conjunto do país, com 74 e 68 pontos, abaixo apenas de São Paulo (100,0). Entre os demais estados nordestinos, aparecem Pernambuco e Ceará (56,2 pontos, cada), Sergipe (52,8), Alagoas (50,4), Piauí (45,3), Maranhão (45,0) e Bahia (44,9 pontos).

Além da infraestrutura, a Bahia também retrocedeu nos quesitos potencial de mercado (perdeu 11 posições), sustentabilidade ambiental (menos 6) e educação (menos 3 posições). No caso do primeiro item, o Maranhão também recuou sete posições, enquanto Pernambuco avançou quatro.

Os estados nordestinos deixam muito a desejar em aspectos como sustentabilidade social; segurança pública; capital humano, sustentabilidade ambiental e educação. Em dois outros itens, a região apresentou desempenho satisfatório: inovação, com destaque para Paraíba (8º lugar no país) e Rio Grande do Norte (9º); e eficiência da máquina pública, em que Ceará e Pernambuco conquistaram o nono e o décimo lugar, respectivamente.

Situação fiscal

No geral, a análise dos resultados obtidos nessa variável mostra que os estados do Norte e Nordeste apresentam desempenho superior às unidades do Sul e Sudeste, com algumas exceções. Segundo os técnicos, isso se explica pelo fato da maioria desses estados terem níveis de endividamento menor. "De forma inversa, alguns dos mais ricos e desenvolvidos estados brasileiros têm elevado grau de endividamento e déficit nominal", acrescentam, citando os casos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas e Rio Grande do Sul.

Talvez por isso, no cômputo nacional, o Ceará ficou bem posicionado quanto à solidez fiscal, em sétimo lugar, após Roraima, Pará, Mato Grosso do Sul, Amapá, Paraná Mato Grosso. O Rio Grande do Norte se classificou após o Ceará.

Para desenhar esse ponto os pesquisadores consideraram indicadores como grau de endividamento, o custo de servir essa dívida, e o nível de execução do orçamento e dos investimentos dos Estados, além do indicador "resultado primário".

O quadro abaixo mostra o nível de solidez fiscal em âmbito estadual.

ESTADO

NOTA

ESTADO

NOTA

Roraima

100,0

São Paulo

49,5

Pará,

94,4

Goiás

46,8

Mato Grosso do Sul

92,9

Piauí

45,5

Amapá

74,4

Maranhão

43,8

Paraná.

73,9

Distrito Federal

39,7

Mato Grosso

73,7

Rondonia

36,4

Ceará

69,5

Tocantins

34,6

Rio Grande do Norte

66,8

Sergipe

32,7

Amazonas

64,8

Alagoas

21,6

Santa Catarina

64,5

Rio de Janeiro

17,7

Espírito Santo

62,9

Acre

1,9

Bahia

62,8

Rio Grande do Sul

0,2

Paraíba

61,3

Minas Gerais

0,0

Pernambuco

58,4

 

 

Fonte: CLP/Economist Intelligence Unit/Tendencias.

 
NORDESTE: SECAS MAIS SEVERAS NO FUTURO?

O panorama segue sombrio nos estados nordestinos às voltas com o quinto ano consecutivo de seca. Conforme a Agência Nacional das Águas, nesse mês de setembro, o armazenamento de água nos reservatórios ficou abaixo de 20%, deixando a situação entre grave e crítica nos estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

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José alvino mesquita para a agência prodetec ππ [SET. 2016]

Profetas populares, cientistas e órgãos de pesquisas divergem quanto às expectativas de inverno em 2017, no Nordeste. Depois de cinco anos seguidos de seca na região, a esperança do nordestino é de chuvas regulares e recuperação do monumental prejuízo provocado nesse último quinquênio à economia regional, sobretudo à atividade agropecuária.

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DESACELERAÇÃO DA ECONOMIA INFLUI NA QUEDA DA EXPORTAÇÃO DO NORDESTE

Brasília, 10 ago.2016 (Agência Prodetec) ­ O cenário negativo das economias mundial e nacional, com saquecimento nos principais centros mundiais e incertezas na condução da política econômica tanto nas américas como na zona do euro, tem­se refletido sobre o comércio externo do Brasil e do Nordeste, em particular, além de afetar o nível da atividade econômica de muitos países.

O pouco crescimento ou a estagnação mundial nos últimos anos implicou quedas na taxa de variação nos negócios de importação e exportação no país e na região nordestina, sobretudo, após o exercício de 2011, ano que assinalou valores recordes nas exportações do Brasil (US$ 256 bilhões, US$ 29,8 bilhões de saldo) e do Nordeste (US$ 18,8 bilhões, saldo negativo de US$ 5,3 bilhões).

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EXPORTAÇÃO MARANHENSE DE SOJA APRESENTA QUEDA DE 52%

Brasília, 5 Ago.2016 (Agência Prodetec) ­As exportações de soja do Maranhão decresceram quase 52% entre janeiro e julho deste ano em relação ao mesmo período de 2015. As vendas totalizaram US$ 249 milhões contra US$ 514,7 milhões no intervalo janeiro­julho do ano passado. A participação do grão nas exportações maranhenses retrocedeu de 27,3% para 19,1%, caindo do segundo para o terceiro lugar no ranking.

De acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o valor menor nas vendas de soja do Estado decorreu de redução na quantidade exportada, já que o preço ficou praticamente estável no período da análise.

De janeiro a julho deste ano, os embarques de soja do Maranhão pelo porto de Itaqui alcançaram 681,3 mil toneladas ante 1.324 mil no mesmo período do ano passado.

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