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Estudos e pesquisas

ENERGIA MAIS LIMPA E BARATA NO SEMI-ÁRIDO NORDESTINO: O GRANDE POTENCIAL DA MAMONA

Nos últimos anos o Brasil colocou a mamona novamente em pauta. Agora, como planta combustível capaz de contribuir de forma considerável para viabilizar o programa brasileiro de produção de biodiesel.

AGÊNCIA PRODETEC ∏∏ [ DEZ 2005]

Mamona, carrapateira, palma de Cristo, mamoneira, carrapato, rícino. São muitos os nomes pelos quais se conhece a xerófila Ricinus comunis L, da família das euphorbiáceas. Maior mesmo só o total de indústrias que requer a mamona como matéria-prima. Foi-se o tempo em que o seu óleo era usado apenas como purgante ou ungüento.
Hoje, a medicina já usa um polímero derivado de mamona em casos de fratura na coluna como substituto do cimento acrílico ou para fazer próteses que substituem com vantagens as de metal, a exemplo da platina. Na indústria, a versatilidade do óleo permite cerca de 700 aplicações em produtos nas áreas farmacêutica, de cosmética, perfumaria, eletrônica, telecomunicação, lubrificantes, alimentação, papel, agricultura, química e têxtil, plásticos e borracha. A planta está presente na fabricação de isolantes, na aeronáutica e em muitos tipos de remédios. O óleo é também empregado em vários processos industriais, como na fabricação de corantes, anilinas, desinfetantes, germicidas, colas e aderentes, base para fungicidas e inseticidas, tintas de impressão e vernizes, além de nylon e matéria plástica, em que tem bastante importância.

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PECUÁRIA DE CORTE MARANHENSE CRESCE ACIMA DA MÉDIA REGIONAL

O Maranhão foi a locomotiva da pecuária de corte nordestina nos últimos dez anos, segundo estudo divulgado recentemente pelo BNB-ETENE. O estado liderou a oferta de carne na região com taxa de crescimento duas vezes e meia acima da média regional no período 1996/2006, tomando como base de cálculo a relação animais/habitante.

A partir do Censo Agropecuário de 2006, do IBGE, os pesquisadores do ETENE indicaram uma expansão anual de 8,3% do rebanho de engorda maranhense ante a média de 3,3% para o Nordeste como um todo, onde, com exceção da Bahia (3,6%), os demais estados apresentaram desempenho abaixo da média regional.

AGÊNCIA PRODETEC ππ [JULHO 2012]

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AGRICULTURA FAMILIAR: ATIVIDADE CONCENTRA 89% DAS PROPRIEDADES E MAIS DA METADE DO VBP AGRÍCOLA DA REGIÃO


agricultura-familia-ilustracao

Informe recente elaborado pelo BNB-Etene mostra um rápido perfil da agricultura familiar no Nordeste e suas perspectivas. O setor tende a ser dinamizado nos próximos anos a partir de medidas anunciadas pelo governo federal. Entre elas, as que garantem mais assistência técnico-gerencial, a organização da produção e a compra de produtos da agricultura familiar para uso na merenda escolar e nos restaurantes populares.

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PECUÁRIA DE CORTE NO NORDESTE: SEGUNDO ESTUDO DO BNB-ETENE BAHIA TEM AS MAIORES ÁREAS PARA ENGORDA

AGÊNCIA PRODETEC [JULHO 2011]
O Banco do Nordeste realizou um estudo sobre recria/engorda a campo de bovinos em 954 municípios de 11 estados de sua jurisdição a fim de identificar as melhores áreas para desenvolver a atividade de forma competitiva e aumentar a oferta de carne na região. A Bahia liderou a amostra com um total de 184 municípios.

As áreas foram escolhidas com base em dados dos censos agropecuários do IBGE (1995/1996 e2006), consideradas cinco diferentes variáveis: rebanho de engorda, densidade do rebanho, pastagem plantada, percentual de pastagens em boas condições, taxa de lotação e as taxas geométricas anuais de crescimento do rebanho de engorda e da pastagem plantada.

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BOAS PERSPECTIVAS PARA CULTIVO DE ERVAS AROMÁTICAS NO NORDESTE

Utilizadas pelo homem desde os tempos mais remotos, as ervas aromáticas começam a ter relevância econômica e boas perspectivas de crescimento.

O Brasil e o Nordeste, em particular, têm diversidade de clima e solos favoráveis à exploração de ervas aromáticas, setor que hoje já movimenta dezenas de milhões de dólares em todo o mundo com tendência de crescimento acelerado em função de dois fatores: maior interesse pela gastronomia e alimentos naturais, e ao fato das ervas aromáticas, em geral, também serem consideradas produtos fitoterápicos, cuja aceitação no mercado é ascendente.

AGÊNCIA PRODETEC [JULHO 2012]

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ALGODÃO: DESPESAS MENORES E LUCROS MAIS ELEVADOS NO SEMIÁRIDO NORDESTINO

Algodão - foto Ribamar Mesquita

O algodão é uma das poucas opções de lavoura adequada ao ecossistema regional, com possibilidade de exploração economicamente viável e ecologicamente sustentável. O panorama atual da atividade mostra que o seu cultivo no semiárido proporciona, na maioria dos casos, despesas menores e lucros maiores, comprovando a sua viabilidade econômica.

AGÊNCIA PRODETEC    ∏∏      MAIO 2012]

O BNB-Etene concluiu estudo sobre a cotonicultura no semiárido do Nordeste, em que descreve e analisa os aspectos da exploração e beneficiamento do algodão, a produção de fibra e de derivados da indústria de esmagamento do caroço, bem como as formas de comercialização e mercado. Tomando com base a competitividade, foram levantadas as dificuldades atuais da cadeia produtiva, apresentando saídas para a reinserção do semiárido como polo algodoeiro, a exemplo da adoção de políticas voltadas para a promoção, difusão tecnológica e financiamento da atividade.
O trabalho incluiu pesquisa de campo na Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e no Norte de Minas Gerais com representantes da cadeia do algodão – produtores, beneficiadores, órgãos oficiais de assistência técnica, organizações governamentais, instituições de pesquisa e ONGs. Foram abordados entre outros aspectos o processo produtivo, mercado, tecnologia, organização e assistência técnica.
O algodão já teve grande importância social, econômica e histórica no Nordeste semiárido. Ao lado do gado, teve participação decisiva na ocupação e desenvolvimento do sertão sendo cultivado em cerca de 1,5 milhão de hectares, o que garantia trabalho a meio milhão de pessoas nos anos cinquenta, bem como o funcionamento de centenas de indústrias de beneficiamento e um moderno parque têxtil. Com a queda dos preços da pluma e o advento da praga do bicudo, na década de oitenta, a cultura entrou em decadência com reflexos consideráveis na economia de estados e municípios produtores.
O panorama atual da cadeia produtiva do algodão nordestino mostra que, apesar de a escala de produção ser bem maior no cerrado, o cultivo de algodão no semiárido proporciona, na maioria dos casos, despesas menores e lucros maiores, comprovando a sua viabilidade econômica.
De acordo com os pesquisadores, o grande desafio na retomada da atividade na área seria evitar ações isoladas e/ou fora de época no âmbito da cadeia produtiva, de forma que cada segmento possa garantir a continuidade e a viabilidade do seguinte.

Políticas e estratégias

Os pesquisadores apontam várias opções para a retomada da cotonicultura no semiárido em bases sustentáveis, destacando experiências localizadas como as relacionadas com: produção e comercialização de algodão agroecológico consorciado; produção, beneficiamento, industrialização e comercialização do algodão colorido; produção, beneficiamento e comercialização de algodão transgênico no âmbito da agricultura familiar e da agricultura comercial de larga escala; e uso da irrigação na exploração de algodão, com destaque para a produção de sementes.
São iniciativas para as quais se torna necessário incorporar uma base tecnológica compatível que, aliás, já se encontra disponível para transferência na Embrapa Algodão, de Campina Grande. Tecnologias como o uso de práticas conservacionistas na mecanização agrícola, e de material genético de boa qualidade e comprovada origem.
Em muitas áreas do Nordeste (Paraíba, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte) já se contabilizam projetos exitosos de agroecologia cujo raio de ação poderia ser estendido a outros estados, proporcionar incremento de renda e conservação ambiental. Mas, mesmo em termos de agricultura convencional, com o acervo tecnológico reunido pela Embrapa, seria possível disseminar o cultivo de algodão (branco e colorido) em todo o semiárido, independentemente do porte e da característica de cada produtor. Nesse sentido, seria indispensável focar, via programas específicos, as vantagens da retomada da cultura algodoeira junto ao produtor rural e seus desdobramentos para a economia regional.
Esse tipo de programa poderia ser iniciado naquelas áreas do semiárido com grande vocação para o cultivo do algodão, caso dos polos do Ceará (Acopiara, Iguatu, Quixadá, Quixeramobim e Senador Pompeu); do Rio Grande do Norte (chapada do Apodi e vale do Assu); da Paraíba (região de Patos); de Pernambuco (região de Surubim); da Bahia (região de Guanambi); e Norte de Minas (região de Catuti).
Outro ponto relevante para a cadeia produtiva do algodão no semiárido diz respeito à necessidade de aproveitamento dos projetos de irrigação, já que seu cultivo se apresenta como alternativa viável na rotação de culturas como melão, melancia, tomate e outras de ciclo curto.
Hoje, existe muita área ociosa nos perímetros públicos que poderiam ser aproveitadas para produção de pluma ou semente, a exemplo dos localizados na chapada do Apodi e vales do Jaguaribe (CE) e do Assu (RN), que, inclusive, já produziram algodão irrigado no passado.

Desafios principais

Para os autores do estudo, um dos desafios para a retomada da cultura algodoeira no semiárido diz respeito ao processo de colheita devido à legislação trabalhista, a atual carência e o alto custo da mão de obra nas operações não mecanizadas. Outro é a ausência de beneficiamento da pluma no âmbito da agricultura familiar visto que a sua comercialização, em vez do algodão em caroço, pode trazer mais benefícios ao produtor rural, com repercussão direta na avaliação econômica da atividade.
Também preocupa as questões ligadas à organização dos produtores e gestão da propriedade, a oferta de assistência técnica e extensão rural, com ênfase na transferência de tecnologia, associativismo e gestão. Conforme os autores do trabalho do BNB-Etene, a questão da assistência técnica e da extensão rural constitui fator crucial para retomada do algodão no semiárido. Igualmente importante seria promover com prioridade a organização dos produtores rurais, o que hoje representa uma grande lacuna na estrutura produtiva do setor.

Âncora

O BNB poderá assumir relevante papel no processo de retomada da exploração da cultura do algodão no semiárido nordestino, mediante interação das ações creditícia e supletiva de banco de desenvolvimento.
A ação creditícia seria implementada por meio do financiamento direto da atividade produtiva. A ação supletiva, via ETENE e Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundeci), seria concentrada na difusão das tecnologias existentes, treinamento de técnicos e de produtores e promoção de eventos ligados à retomada da atividade no semiárido. São tecnologias comprovadamente eficientes, mas que ainda não alcançaram a massa dos produtores.
Ainda em relação ao crédito, a sondagem realizada junto a produtores e representantes de outros segmentos identificou a necessidade de o BNB extrapolar sua atuação de agente financiador, passando a ser um agente articulador da revitalização da lavoura. Outras sugestões para o banco regional:

  • Desburocratizar o acesso ao crédito dentro do BNB, fazendo-o chegar aos produtores de forma tempestiva;
  • Manter articulação com o Ministério da Agricultura visando superar divergências entre o que é preconizado no zoneamento agrícola e a realidade, ajustando-as de modo a garantir que os recursos cheguem aos produtores na época adequada;
  • Retomar o financiamento direto às cooperativas e associações de cotonicultores, inclusive com capital de giro para a compra da safra.


Para saber mais veja a atual edição da revista BNB Conjuntura Econômica: www.bnb.gov.br/etene/publicacoes

 
SITUAÇÃO ATUAL E DESAFIOS A ENFRENTAR NA CRIAÇÃO DE OVINOS E CAPRINOS NO NORDESTE

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AGÊNCIA PRODETEC  ∏∏  [dez. 2011]

Atualmente, a maior dificuldade talvez seja vencer barreiras culturais que impedem o produtor de tratar a criação de caprinos e ovinos como um grande negócio e não como uma atividade de subsistência. No Nordeste, existe um grande potencial para a atividade, com demanda insatisfeita de leite, carne e peles.
O agronegócio da ovinocaprinocultura enfrenta ainda muitos desafios para se consolidar no Nordeste, existindo um grande potencial para a atividade ao longo de sua cadeia produtiva, como mostram a demanda insatisfeita, a elevação do consumo e o aumento do número de estabelecimentos varejistas que comercializam o produto.
É preciso trabalhar aspectos como a organização, o perfil do produtor, a gestão das unidades produtivas, a qualificação de mão-de-obra, o preconceito cultural da população, a baixa competitividade, os níveis de produtividade e da qualidade do produto, além do problema de um preço compatível com o mercado, o que passa pela regularidade na oferta.
A conclusão é de um estudo do BNB, divulgado recentemente pelo ETENE, no qual se analisam caminhos para incrementar a ovinocaprinocultura regional.

Modernização, carne e leite

Conforme o trabalho, a atividade precisa sair do extrativismo, de pouca ou nenhuma rentabilidade, para a modernização. Isso significa maiores investimentos, cadeias produtivas organizadas para acabar com o excesso de atravessadores e elevar a oferta de matéria-prima, regularidade, sanidade e padronização de produtos, melhoria genética dos rebanhos e intensificação dos programas de transferência de tecnologias. Significa também ter um produtor com visão empresarial para fazer frente a um mercado em alta, que abrange a carne, o leite e a pele e apresenta boas perspectivas, considerando o baixo nível da oferta e uma demanda crescente, dentro e fora do País.
Com relação às peles, o grande problema é a sua qualidade. Em que pese possuir um rebanho ovinocaprino de 26,5 milhões de cabeças, o Brasil registrava uma demanda insatisfeita de quase um milhão de toneladas do produto, posição de novembro último. Em 2010, o déficit somou US$ 16 milhões e uma demanda insatisfeita de 3,1 mil toneladas de peles.
No caso do leite, a produção brasileira é incipiente (143,8 milhões de litros, em 2009, ante 4,1 bilhões da Índia), colocando-se aquém das necessidades do País e de sua capacidade de oferta.

Vantagens na exploração

No Brasil, vários fatores favorecem o desenvolvimento da produção de leite caprino, produto que poderia suprir as carências nutritivas de crianças e idosos, sobretudo no semiárido nordestino, onde se encontra o grosso do contingente populacional em situação de extrema pobreza, e onde a ovinocultura se confunde com a própria paisagem da caatinga, o ecossistema predominante.
O produtor já pode dispor de genótipos variados e interação genótipo-ambiente positiva, com aptidão em produzir carne e leite de excelente qualidade, além de condições climáticas favoráveis e de outras vantagens.
No Nordeste, a principal bacia leiteira caprina está na região do Cariri Paraibano, onde o Governo programa um programa especial de incentivo ao consumo do leite entre gestantes e crianças, com ótimos resultados econômicos e sociais. Esse tipo de programa, alias, tem servido como emulador da produção de leite de cabra no Nordeste, embora ainda de forma pontual.

Perspectivas

Estudo realizado pela Embrapa Caprinos (2007) em três capitais do Nordeste -- Aracaju, Maceió e Salvador -- evidencia que há elevada demanda insatisfeita, seja pela baixa oferta do produto e também pelo seu alto preço na rede de varejo. Os altos preços da carne bovina, sem expectativa de queda pela baixa oferta de boi gordo, sinalizam favoravelmente a elevação de clientes potenciais para as carnes de caprinos e de ovinos. Ou seja, há mercado a ser alcançado pelos produtores, o que pode ser conseguido com gestão e organização, o que lhes asseguraria força política para atingir melhorias na fiscalização, logística e na infraestrutura de abate e de comercialização.
De acordo com o estudo do BNB-Etene, o maior desafio da ovinocaprinocultura talvez seja vencer barreiras culturais que impedem o produtor de tratá-la como um grande negócio e não como uma atividade de subsistência. Segundo os técnicos, os sistemas de produção de caprinos e de ovinos atuais não geram excedentes comercializáveis de leite, carne e pele, visto a elevada ociosidade dos abatedouros e dos curtumes.
Essa realidade vem mudando apenas em casos pontuais, nas microrregiões em que houve organização e gestão da produção. No geral, à falta de uma política regional de fomento à pecuária de pequenos ruminantes, a atividade é povoada pela alta informalidade e clandestinidade do abate, processamento, transporte e comercialização dos produtos cárneos, lácteos e derivados, da pele e do couro. Soma-se a isso, a ausência de assistência técnica qualificada e permanente, a baixa rentabilidade e a pulverização do conhecimento que ocorre fora da porteira.
A estratégia para o desenvolvimento do setor passaria pela agricultura familiar, dando-lhe condições de produção e comercialização no âmbito local. Nesse sentido, sugere o estudo do BNB-Etene, os municípios poderiam se organizar e discutir, no âmbito dos beneficiários do PRONAF, aspectos como: a) formação de grupo gestor municipal de representantes do executivo, legislativo, produtores e técnicos; b) quantificação e qualificação da demanda no mercado local (creches, escolas, mercado público, comércio, hospitais, etc.); c) idem quanto à oferta nas propriedades; d) avaliação de sazonalidade; e) apresentação da demanda e da oferta de produtos ao comitê gestor; f) mobilização dos produtores e a definição de cronograma de visita de técnicos; e g) organização da produção. Destaca também outros fatores, a exemplo da melhoria das vias de acesso, de abatedouros e mercados, controle de abate e de comercialização, a cargo do Poder Executivo.

SOBRE CAPRINOS E OVINOS

  • Nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, caprinos e ovinos provêm alimento de alto valor nutricional a baixo custo, à base da subsistência.
  • China e Índia possuem os maiores rebanhos do mundo, com 282 e 192,6 milhões de cabeças, respectivamente (2010).
  • O Brasil tem o 10º maior rebanho mundial de caprinos (9,2 milhões de cabeças), não aparecendo na lista de maiores produtores de ovinos (17,3 milhões de cabeças) que é liderada pela China e Austrália.
  • No Brasil, 91% dos caprinos e 57% dos ovinos concentram-se no Nordeste. Os efetivos ovinos predominam em todas as regiões.
  • Desde 1990, o Nordeste superou o Sul em ovinos. A aptidão dos rebanhos do Nordeste sempre foi para corte, com ovinos deslanados e seus mestiços.
  • Em relação aos caprinos, mais versáteis que os ovinos em termos de sobrevivência, Bahia e Pernambuco abrigam metade do rebanho do País.
  • 9Os caprinos se concentram na área central do Nordeste, tendo aumentado a capilaridade dos rebanhos por toda a região. Mas, em 20 anos, a regressão do rebanho no Nordeste foi de 2,2 milhões de animais.
  • O rebanho de ovinos cresceu e se espalhou no Nordeste na ordem de 2,2 milhões de animais; no Brasil, reduziu em de 2,6 milhões.
  • Culturas como milho, soja e a fruticultura, entre outros fatores, influíram na redução dos efetivos de caprinos e ovinos nas áreas de cerrados do Nordeste e parte setentrional da Bahia.
  • A produção mundial de leite de cabra foi de 15,5 bilhões de litros em 2009 e de leite de ovelha em torno de 9,2 bilhões (FAO, 2011).
  • Em Petrolina, existe um centro gastronômico inteiramente dedicado à comercialização de carne ovina e caprina. Em Pintadas, Sertão Baiano, organizado na forma de cooperativa, funciona um frigorífico com capacidade para abater 100 animais/dia, produção que vai quase toda para compradores de Salvador.
  • No Brasil, manejo, transporte, abate e esfola respondem por importante parcela na depreciação da pele, com repercussão sobre o preço da mesma.
  • Segundo os especialistas, a produção de ovinos e de caprinos deve primar pelo baixo custo, para não inviabilizar a economia do sistema.
  • No Nordeste, o processo de adaptação ao ambiente reduziu o tamanho dos animais, extinguiu a lã e promoveu na pele características para sobrevivência ao rigor climático, tornando maior o seu rendimento industrial.
  • Várias espécies na caatinga apresentam alto valor nutritivo, devendo ser cultivadas como lavouras xerófilas (palma, jucazeiro, feijão bravo, dentre outras) para aproveitamento in natura ou conservada (feno e silagem).
 
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