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Estudos e pesquisas

PECUÁRIA REGIONAL: DESLOCAMENTO PARA ÁREAS DE FRONTEIRA AGRÍCOLA AFETA ATIVIDADE NO NORDESTE

A pecuária de corte brasileira cresceu lentamente nos últimos 20 anos, com taxa anual de 0,8%, deslocando-se do Sul e Sudeste para o Norte e Centro-Oeste. No Nordeste, o Maranhão se destacou como o Estado que apresentou bom desempenho, tanto na pecuária de corte como de leite, com taxa média de crescimento superior à registrada para o rebanho do País como um todo.

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PECUÁRIA: O GRANDE POTENCIAL DA REGIÃO DO NORTE DE MINAS

Segundo estudo do BNB-ETENE, a região mineira incluída na jurisdição do Banco do Nordeste possui área considerável para desenvolver a atividade de recria/engorda a campo de gado bovino: nada menos de 60 municípios. Ao lado do Maranhão, Bahia e norte capixaba, essa parte do estado de Minas Gerais é a de maior potencial para esse segmento da pecuária de corte.

Com base no Censo Agropecuário de 2006, do IBGE, os pesquisadores do ETENE identificaram cerca de 696.000 Km2 adequados para a prática da recria/engorda (a campo) de bovinos no Nordeste, norte de Minas e norte do Espírito Santo. Quase metade (44%) desse total, formada por 140 municípios, classificada como grupo 1, apresenta indicadores acima da média nacional como demonstra o crescimento anual de seus rebanhos e pastagens plantadas, bem assim práticas racionais na exploração da atividade. Desse conjunto, 27 municípios estão localizados em Minas.

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NORDESTE TEM MERCADO E CONDIÇÕES PARA DESENVOLVER ÁREA DE SEMENTES E MUDAS

O mercado mundial de sementes cresceu bastante nos últimos 30 anos, alcançando US$ 36,5 bilhões, em 2007, sendo de 5,5% a participação do Brasil. No Nordeste, onde a produção de mudas e sementes de qualidade ainda não atende à demanda, há boas condições climáticas para suprir as necessidades, mas o produtor esbarra em obstáculos variados e ameaças.

Por Ribamar Mesquita, Fortaleza [OUT. 2011]

O Nordeste dispõe de boas condições climáticas para suprir suas necessidades de mudas e sementes e encerrar o atual ciclo de demanda insatisfeita, especialmente no caso de material hibrido para hortaliças, milho e melão.

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PRODUTOR DE LEITE NO BRASIL AUMENTA PRODUÇÃO E REDUZ MARGEM DE LUCRO

Com uma produção esperada de 31,3 bilhões de litros, concentrada especialmente em pequenas propriedades, o Brasil enfrenta ainda algumas dificuldades para tornar mais eficiente a cadeia leiteira. O produtor vive um aparente paradoxo: aumentou sua produção a uma média de 780 milhões de litros/ano nas duas últimas décadas, mas observa o lucro da atividade diminuir.

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CULTURA ALGODOEIRA REGIONAL: UMA GRANDE TRANSFORMAÇÃO EM 10 ANOS

Por Ribamar Mesquita, Fortaleza [FEV. 2011]

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( foto: Harald Brunckhorst)

O Nordeste apresentou uma recuperação extraordinária no cultivo de algodão no espaço de dez anos. A cultura migrou do semiárido para os cerrados, atraindo produtores do Sul e Sudeste que praticam agricultura em bases empresariais. O resultado foi um aumento de 50% na área cultivada e de quase um mil por cento na produção entre 1996 e 2006.

Depois de praticamente ser dizimada pelo bicudo, a abertura do mercado e a falta de assistência técnica, a cultura do algodão voltou a brilhar a partir do início do século atual, colocando o Brasil, novamente, entre os maiores produtores mundiais. Levantamento realizado pelo BNB-Etene entre os censos agropecuários de 1995/96 e 2006 mostra que a cotonicultura brasileira, e principalmente a nordestina, viveu profundas transformações no período.

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CULTURA DO MILHO NO NORDESTE, OPORTUNIDADES E AMEAÇAS

A cadeia produtiva desse grão, que está entre as principais fontes da alimentação de muitos povos, tem boas perspectivas no Nordeste. Segundo o trabalho feito pelo BNB-Etene, a região tem disponibilidade de áreas, adequadas em termos de clima e solo, para expansão do cultivo, instituições de pesquisas, crédito e boa infraestrutura para escoamento das safras. A produção regional de milho, que é bastante pulverizada, totalizou 4,2 milhões de toneladas na safra 2009/10, o equivalente a 7,5% da produção nacional, apesar de o Nordeste responder por 20,2% da área plantada com o grão (2,6 milhões de hectares).

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MANDIOCA EM CENÁRIO DE ABUNDÂNCIA: NOVAS PERSPECTIVAS PARA OS PRODUTORES BRASILEIROS

por Ribamar Mesquita - Fortaleza (outubro de 2011)

Dois fatores recentes trouxeram novas perspectivas para os produtores de mandioca no Brasil: as alterações no comércio internacional do amido e a tendência de maior uso desse produto pela indústria ante a preocupação crescente do consumidor quanto a alimentos saudáveis. A tendência do mercado para a farinha de mandioca é de uma pequena queda a ser compensada pelo aumento da demanda por fécula. No Nordeste, onde a previsão é de crescimento da produção, é preciso melhorar a produtividade e estimular pesquisas visando a agregar valor e tornar o produto mais atraente e economicamente viável, sobretudo, para os agricultores familiares que são os maiores responsáveis pelo cultivo da raiz.

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