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POTENCIAL CEARENSE PARA PISCICULTURA MARINHA

Agência Prodetec

Maio 2009

O litoral do Estado do Ceará possui diversas espécies de peixes marinhos com potencial de cultivo em tanques-rede, a exemplo da cioba, pescada amarela e mero que apresentam facilidade de adaptação ao cativeiro e possuem valor comercial. A informação consta no trabalho "Difusão de Tecnologias de Produção em Pescado em Águas Interiores/Criação de Peixes em Gaiolas Flutuantes", realizado pelo Departamento de Engenharia de Pesca da Universidade Federal do Ceará (UFC).

A produção mundial de peixes marinhos oriundos da aqüicultura situa-se em cerca de 700 mil toneladas, sendo grande parte cultivada em tanques-rede, principalmente salmão, robalo e garoupa.

No estudo, os pesquisadores procuraram identificar espécies com potencial de cultivo que ocorrem nos 573 km do litoral cearense, cujas características são amplamente favoráveis para o desenvolvimento sustentável da piscicultura marinha.

Grande potencial de exploração

O trabalho foi feito no estuário do Rio Timonha, em Chaval, a 430 km de Fortaleza, em quatro estruturas flutuantes de 144m2 cada uma, instaladas para estudar a aclimatação de peixes marinhos em tanques-rede, capturados nas fases de alevinos e juvenil.

Foram estudadas as espécies camurupim (Centropomus undecimalis), pescada amarela (Cynoscion acoupa), mero (Epinephelus itajara), ariacó (Lutjanus synagris) e pargo dentão (L. jocu).

Na maioria dos experimentos, os resultados obtidos são inéditos e abrem perspectivas para colocar o Ceará na liderança da piscicultura marinha. Pelo menos três tipos de peixes que ocorrem no litoral cearense apresentam enorme potencial para cultivo em tanques-rede: os lutjanus ou pargos (cioba, ariacó, pargo dentão), as garoupas e pescada amarela.

Os pargos facilmente se adaptaram ao cativeiro, aceitando dieta artificial e manejos habituais de cultivo. No caso da cioba, registrou-se a maturação sexual em cativeiro, quando atingiu peso médio superior a 300 gramas.

Conforme os pesquisadores, o mero adaptou-se satisfatoriamente ao cativeiro, com excelente taxa de crescimento quando alimentado com peixes in natura. E a pescada amarela também apresentou crescimento satisfatório, aceitando dieta artificial, embora com sensibilidade ao manejo.


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