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COMÉRCIO: CONSUMIDOR NORDESTINO DEMONSTRA CONFIANÇA E OTIMISMO

mesmo num ambiente de esfriamento da economia, a maioria das pessoas ouvidas em sete capitais do Nordeste considera a sua situação e a do país entre "boa" e "ótima" e 81,4% delas estão propensas às compras em setembro

A conclusão consta da última sondagem mensal realizada pelo Banco do Nordeste-Etene e entidades de comércio da região, em setembro: nada obstante o panorama de crise no mercado internacional e o desaquecimento da economia, o consumidor nordestino continua confiante, otimista e disposto a ir às compras.

A pesquisa foi feita em sete capitais do Nordeste (São Luis, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Maceió, Aracaju e Salvador) e ouviu 10.600 consumidores com idade acima de 17 anos. Ela mostra que em relação a agosto a confiança aumentou três pontos (145,6) em setembro, o mais alto índice desde maio de 2011, indicando, ainda, expectativas de melhorias futuras. O trabalho apurou também progresso no quadro de endividamento do consumidor nordestino dessas capitais.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) avalia a percepção dos consumidores quanto à sua situação econômica, a partir da combinação de dois outros: o de Índice de Situação Presente (ISP) e o de Expectativas Futuras (IEF). O primeiro avalia o momento para compra de 20 bens duráveis e a situação financeira atual da família, considerado um horizonte máximo de 30 dias; o segundo sonda o consumidor num período de 12 meses quanto à situação econômica e geral do Brasil e à situação financeira da família. Tais índices variam de 0 a 200 pontos, sendo que abaixo de 100 pontos expressa uma situação de pessimismo e acima de 100, de otimismo.

Fatores para o otimismo

De acordo com o trabalho, considerados os próximos 12 meses, 94% dos consumidores dizem que sua situação financeira familiar vai estar "boa" ou "ótima" e apenas 6% se enquadram na opção "ruim" ou péssima". No caso da economia do Brasil, o otimismo é menor: 83,1% acreditam que ela será "boa" ou "ótima" e 16,8%, "ruim" ou "péssima".

O otimismo dos consumidores do Nordeste sobre o futuro de suas finanças e da situação econômica do País é embasada, sobretudo, em dois fatores: desemprego em queda e cenário político favorável. O índice de expectativas futuras mostra evolução nos últimos três meses: 140,7 em julho, 143,9 em agosto e 146,5 em setembro. As expectativas favoráveis somaram 68,3%, e as desfavoráveis, 31,6%.

Os mais otimistas são os consumidores jovens do sexo masculino, de 18 a 24 anos de idade, os com curso superior e os que percebem acima de 10 salários mínimos. Em São Luís estão os consumidores mais otimistas e, em João Pessoa, os menos.

Os consumidores de Aracaju (88,7%) e de São Luís (86,1%) são os mais propensos a gastar, enquanto os de João Pessoa (71,2%) e os de Fortaleza (76,5%) os mais comedidos. O valor médio das intenções de compra apurado em setembro foi de R$ 566,00, sendo o maior em Natal (R$ 627,00) e o menor em Maceió (R$ 448,00).

– Índices de Confiança dos Consumidores Capitais Nordestinas

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Consumo preferencial

A pesquisa do BNB-Etene identifica, entre 20 bens duráveis, os produtos de preferência do consumidor para setembro. Os cinco mais citados foram vestuário (16,9%), calçados (13,6%), celular (13%), televisão (12,9%) e computador (10,5%).

No segundo bloco aparecem: geladeira (9,9%), automóvel (8,3%), máquina de lavar (7,1%), móveis (7,1%) e fogão (6,6%). A compra do imóvel era prioridade para apenas 5,7% das pessoas ouvidas, ganhando apenas de artigos como microondas (4,5%), câmera digital (4,1%), DVD (4%), aparelho de som (3,9%), motocicleta (3,9%), freezer (2,9%) e MP3-MP4 (1,4%).

Produtos Que os Consumidores Desejam Comprar em Setembro

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Perfil do endividamento

A sondagem do BNB-Etene para setembro de 2011 revela melhoria em alguns indicadores relacionados com o perfil de endividamento dos consumidores. A taxa de endividados caiu de 67,8% para 61,8% entre agosto e setembro; a de consumidores com dívidas em atraso permaneceu basicamente a mesma (de 30,9% para 31,1%), a de inadimplentes subiu de 4,5% para 6,5% enquanto a taxa de comprometimento da renda familiar baixou de 31% para 25,2%.

Conforme o trabalho, os consumidores do sexo feminino são os que apresentam maiores taxas de endividamento, de dívidas em atraso e de inadimplência; entretanto, os homens são os que mais comprometem a renda com o pagamento de dívidas. Aracaju é a capital com menos consumidores endividados, com 33,5%, ante 81,7% em Maceió. Os consumidores mais envidados são mulheres de 25 a 34 anos, com ensino médio e renda familiar entre 5 e 10 salários mínimos.

Com relação ao atraso de pagamento de dívidas, Salvador apresenta a menor taxa (10,6%) e São Luís, a maior (41%). O perfil desse consumidor indica mulher, com idade de 25 a 34 anos, ensino médio e renda familiar inferior a 5 SM.

Inadimplência

Quanto ao comprometimento da renda familiar, a menor taxa ficou com os consumidores de São Luís (21,3%). Na outra ponta está Aracaju, onde 38% da renda familiar mensal dos consumidores estão atrelados a dívidas em setembro. O maior comprometimento da renda familiar prevalece entre homens de 35 anos ou mais, com ensino superior e renda familiar de 5 a 10 SM.

No caso da inadimplência, as maiores taxas foram apuradas em Natal (9,6%) e Salvador (9,2%). No perfil desse item prevalece mulheres entre 25 e 34 anos de idade, com ensino fundamental e renda familiar inferior a 5 salários mínimos.

– Taxas de Endividamento dos Consumidores

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Segundo a pesquisa, quatro tipos de bens ou serviços afetaram sobremaneira as dívidas dos consumidores: alimentação (46%), vestuário (23,2%), habitação (17,8%) e educação (15,3%). Esse resultado indica a relevância do item alimentação no orçamento e a facilidade de acesso ao crédito para esse e outros tipos de compra. De fato, o cartão de crédito é a fonte de recursos utilizada nas compras a prazo por 70,6% consumidores das capitais pesquisadas, seguido por financiamento (18,7%), empréstimo pessoal (10,8%) e carnês de lojas (7,8%).

Um detalhe da pesquisa evidencia que a incapacidade das pessoas de administrar suas finanças é, em boa parte, responsável pelo descontrole e atraso de seus pagamentos. Cerca de 40% dos entrevistados a citaram como causa principal, seguindo-se gastos inesperados (24,2%) e desemprego (16,4%).

– Perfil de Endividamento dos Consumidores das Capitais Pesquisadas

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Para saber mais: www.bnb.gv.br/etene/publicacoes 

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