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FRUTA TEMPERADA NO SERTÃO 2: SEMIÁRIDO MINEIRO PLANTA MORANGO

Está frutificando o trabalho conjunto BNB/Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) para viabilizar cultivos de morango em áreas do sertão de Minas Gerais.

No Vale do Jequitinhonha, sertão mineiro, essa parceria vai possibilitar à agricultura familiar produzir morango em breve. Trata-se de uma alternativa excelente para a agricultura local uma vez que essa cultura pode ser praticada em pequenas áreas e absorver a mão de obra familiar, proporcionando renda ao produtor de forma rápida.

A partir dos resultados obtidos em ensaios recentes, foram selecionadas as variedades "dover", "oso grande" e "camino real" como as mais adequadas para a região. A produtividade do morangueiro ficou entre 30 e 50 toneladas por hectare, embora em alguns experimentos bem conduzidos tenha chegado a 80 toneladas, quase o triplo da média nacional de 30 toneladas.

  • Com base em dados fornecidos pela Epamig, o projeto, financiado com recursos do BNB-Fundeci, registra os seguintes resultados:

  • Das cultivares testadas, a "dover" apresentou o melhor desempenho e a "sweet Charlie", o menor;

  • O maior número de frutos podres foi quando se utilizou a serragem como cobertura morta (mulching);

  • O sistema de irrigação de microaspersão propiciou as maiores produções.

Para o pesquisador Mário Sérgio Carvalho Dias, que referendou as melhores cultivares para o semiárido mineiro, o morango produzido na região demandou a utilização de menos agrotóxicos, tendo alcançado o ápice de produtividade entre agosto e outubro.

Segundo ele, devido ao clima quente e seco do semiárido, a intensidade de ataque de pragas e doenças é muito pequena, ensejando um fruto saudável e de excelente sabor. "A gente consegue controlar as doenças e pragas, que ocorrem, sim, mas com baixa incidência, com produtos naturais, a exemplo do óleo de nin e de produtos à base de microorganismos, como fungos benéficos que controlam os fungos maléficos à planta", explica Mário Sérgio.

Conforme José Maria Marques, o fato do morangueiro do semiárido de Minas usar quase nenhum agrotóxico é de grande importância para o sucesso da cultura, pois o mercado é cada vez mais exigente quanto à qualidade das frutas.

Paralelamente, pesquisadores mineiros trabalham na conservação da fruta após a colheita, para facilitar a comercialização in natura e o seu aproveitamento em outros produtos.

Safra cearense

Em Fortaleza, durante a última Frutal - 18ª Feira Internacional da Fruticultura, Floricultura e Agroindústria, não faltaram manifestações entusiasmadas de produtores e autoridades em torno da viabilidade do morango em terras cearenses.

Na Serra da Ibiapaba, a 365 km da capital, o plantio é encarado com boas perspectivas, a ponto de autoridades e técnicos já prognosticarem a rápida evolução da cultura no estado, inclusive visando o mercado internacional. Atualmente, a pequena produção de morango é vendida no mercado cearense e no vizinho estado do Piauí.

Conforme os produtores da Ibiapaba, onde toda a safra procede do cultivo em estufas, com bons níveis de produtividade, o morango cearense nada deve ao produzido no Sul e Sudeste do País em termos de textura, sabor e coloração.

De fato, a região apresenta todas as condições para o desenvolvimento da cultura, mas sua viabilidade está associada à capacitação e assistência técnica aos produtores, esclarece José Alves Moreno, técnico agrícola do BNB. Esse binômio é essencial para o êxito dos plantios, sustenta ele, que acompanha desde o início as experiências com morango na jurisdição da agência em que trabalha, na cidade de São Benedito.

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