Anuncie Aqui

BOAS PERSPECTIVAS PARA CULTIVO DE ERVAS AROMÁTICAS NO NORDESTE

Utilizadas pelo homem desde os tempos mais remotos, as ervas aromáticas começam a ter relevância econômica e boas perspectivas de crescimento.

O Brasil e o Nordeste, em particular, têm diversidade de clima e solos favoráveis à exploração de ervas aromáticas, setor que hoje já movimenta dezenas de milhões de dólares em todo o mundo com tendência de crescimento acelerado em função de dois fatores: maior interesse pela gastronomia e alimentos naturais, e ao fato das ervas aromáticas, em geral, também serem consideradas produtos fitoterápicos, cuja aceitação no mercado é ascendente.

AGÊNCIA PRODETEC [JULHO 2012]

No Brasil, a cultura em escala econômica desse tipo de planta é muito recente como mostram os dados relativos à produção do período 1996/2006. Um levantamento feito pelo BNB-ETENE identificou as ervas mais utilizadas na culinária brasileira, distinguindo-as das chamadas especiarias: agrião, aipo ou salsão, alcarávia, alecrim, alfavaca, alho-poró, azedinha, beldroega, bertalha, borragem, capuchinha ou agrião-do-méxico, caruru, cebolinha verde, cerefólio, coentro, endro ou dill ou aneto, erva-cidreira, espinafre, estragão, erva-doce, hortelã, jambu ou agrião-do-pará, manjericão, manjerona, orégano, poejo, salsa, salsinha, sálvia, segurelha e tomilho. Dessas, somente 14 aparecem nos dados do IBGE com alguma relevância econômica.

O trabalho aborda aspectos agronômicos dessas plantas, sua produção no Brasil, preços e perspectivas. Mostra ainda seu uso doméstico e medicinal, além de bibliografia para consulta (veja detalhes no endereço: Publicações BNB).

Distinção - As plantas aromáticas são de ciclo curto, fácil cultivo, grande rentabilidade e usam pouca área, podendo se constituir fonte alternativa de renda para pequenos proprietários. No mundo, são cultivadas cerca de 900 ervas comestíveis e outras 2.100 são coletadas na natureza.

Segundo Maria Simone Brainer, encarregada da pesquisa juntamente com Vladimir Cardoso Sena, embora muitas vezes sejam confundidas, o próprio mercado faz a distinção entre plantas aromáticas e especiarias. Estas, explica ela, são partes aromáticas (broto, flor, fruto, semente, casca, caule, raiz) de plantas herbáceas ou lenhosas, geralmente desidratadas, que podem também ser usadas em forma de pó para realçar o sabor dos alimentos ou conservá-los. "As ervas aromáticas são as folhas perfumadas de plantas herbáceas (de caule não lenhoso), usadas geralmente frescas, para realçar o sabor dos alimentos ou conservá-los", acrescenta Vladimir.

Produção regional – Exceto pela dupla coentro/cebolinha, o Nordeste produz muito pouco em termos de plantas aromáticas. Em 2006, respondeu por 78,1% de todo o coentro do país e 49,5% da cebolinha e ficou em segundo lugar no cultivo de erva-doce (17,7%), espinafre (21,4%), hortelã (40,5%) e manjericão (29,1%). A produção de cebolinha foi de 99,9 mil toneladas, com o Ceará liderando (30,4%). A de coentro, a erva aromática mais produzida no Brasil, totalizou 108,4 toneladas, com o Ceará também liderando (33,95% do total).

A região produziu ainda, pelos dados de do IBGE de 2006: agrião (0,4% do total brasileiro), aipo (2,8%), alecrim (26,6%), salsa (7,8%), alho-poró (7,1%), bertalha (5,2%) e caruru (2,8%).

Mercado – Para os autores do estudo, o mercado para ervas aromáticas tende a se expandir nos próximos anos, tal como fez na última década. A justificativa para isso estaria na preocupação da sociedade com a saúde e a segurança alimentar, que eleva a demanda por produtos naturais e frescos; o maior interesse pelas ervas aromáticas e a culinária, e pelo fato de muitas das ervas aromáticas para fins culinários também serem consideradas produtos fitoterápicos, cuja aceitação no mercado tem sido crescente.

Os principais consumidores hoje das ervas aromáticas frescas são restaurantes especializados em culinária, embora muitos deles não façam distinção entre ervas aromáticas e especiarias.

Para saber mais acesse a página do ETENE no portal www.bnb.gov.br.

Voltar

 

A agência Prodetec é uma ferramenta voltada para divulgar artigos, estudos e pesquisas
sobre assuntos relacionados com o Nordeste

Imagine Comunicação Digital

Todos os direitos reservados. Reprodução do material permitida mediante citação da fonte.