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NOVAS VARIEDADES DE BANANA PARA PERNAMBUCO E BAHIA

Mercado já conta com o híbrido PV42-68 lançado há seis meses pela Embrapa

AGÊNCIA PRODETEC ππ [DEZ. 2005]

CRUZ DAS ALMAS (BA) - Uma boa notícia para produtores de banana e investidores interessados em explorar a atividade nos estados de Pernambuco e Bahia. Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisas de Mandioca e Fruticultura da Embrapa, contando com o apoio financeiro do Banco do Nordeste, através do Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNDECI), conseguiram selecionar variedades promissoras em termos de sabor, tamanho do fruto e resistência à doença conhecida por sigatoka-amarela.

Utilizando como ferramenta a pesquisa participativa, envolvendo agricultores de diferentes unidades de avaliação, o trabalho teve por objetivo selecionar híbridos, com o aval dos produtores, para futuro lançamento.

Considerando as observações, que incluiu também a degustação, os resultados mais promissores apontaram para quatro genótipos: PV42-68, com cacho médio de 18,8 quilos; PV42-142, com 13,1 quilos; ST12-31, com 19,2 kg; e PC42-01, com 12,5 kg., todos eles resistentes à sigatoka-amarela. Além disso, a partir do contato com os técnicos, os agricultores concluíram que não existe mais necessidade de devastar mata em busca de novas áreas para plantar banana, pois é possível corrigir o solo e obter boa produção.

Preferência ordenada

A pesquisa avaliou nada menos de 11 variedades, 10 do tipo "prata" e uma do tipo "bluggoe" sendo a classificação de preferência ordenada nas fases de frutificação e pós-colheita, segundo critérios dos agricultores, que, muitas vezes, diferem daqueles adotados por pesquisadores e extensionistas.

O trabalho foi realizado durante o triênio mar/97-março2000 com a participação de pesquisadores e extensionistas da Embrapa, Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) e Empresa de Abastecimento e Extensão Rural de Pernambuco (EBAPE), secretarias municipais de agricultura e cerca de 50 produtores de Wenceslau Guimarães (BA), Ibicaraí (BA), Una (BA) e São Vicente Férrer (PE), municípios onde a banana tem um grande significado do ponto de vista econômico e social. Durante o período, os responsáveis pelo estudo, os pesquisadores Jorge Raimundo Silva Silveira e Sebastião de Oliveira e Silva, também empreenderam ações de difusão de tecnologia através de treinamento, excursões técnicas e demonstração de método, beneficiando agricultores e extensionistas.

A adoção da metodologia pesquisa participativa envolve os próprios atores do processo produtivo e facilita a introdução de novas tecnologias no campo, já que o produtor se integra ao sistema de seleção, incorporando seus critérios e objetivos. Por exemplo, na seleção dos melhores híbridos de banana eles levaram em consideração muito mais o sabor, o tamanho do fruto e sua resistência a doenças do que a produção de cacho.

Mais do que isso: a participação dos agricultores na avaliação de variedades permite ao pesquisador observar aspectos e critérios que não seriam analisados devidamente numa estação experimental.

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