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ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO MUITO BAIXO NOS MUNICÍPIOS DO NORDESTE

AGÊNCIA PRODETEC Ω [MAIO 2014]

Apesar dos avanços registrados nas áreas de educação e saúde, os municípios do Nordeste apresentam índices de desenvolvimento muito aquém do registrado nas regiões mais ricas do país. É o que mostra a última pesquisa do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) que avalia as condições de educação, saúde, emprego e renda dos 5.565 municípios brasileiros.

A classificação corresponde a quatro categorias: baixo desenvolvimento (de 0 a 0,4), regular (0,4001 a 0,6), moderado (de 0,6001 a 0,8) e alto (0,8001 a 1).
No geral, o índice médio para os municípios brasileiros ficou em 0,7320, quase 2% acima do observado na edição anterior do documento, relativo a dados de 2010. O IFDM-educação alcançou 0,7355 ante 0,7387 da saúde e 0,7219 do emprego e renda.

De acordo com o estudo, no Nordeste se encontra a maioria dos municípios com baixo desenvolvimento. Basta lembrar que na relação dos 100 piores índices identificados pelos pesquisadores dois terços estão no Nordeste. São comunidades com taxas equiparáveis aos países mais pobres do mundo, muito longe dos padrões conquistados pelos municípios situados no topo da lista.
Para os responsáveis pelo estudo da Firjan são cidades que ainda não chegaram ao século XXI.

Ranking do desenvolvimento

Apenas duas cidades nordestinas foram incluídas entre um seleto grupo de apenas 332 que alcançou o nível de 'alto desenvolvimento': Eusébio, localizada na região metropolitana de Fortaleza, com índice de 0,8563, classificada em 20º lugar entre os municípios mais desenvolvidos do país; e Sobral, zona norte do Ceará, a 240 km de Fortaleza, com índice de 0,8132, na 245ª posição. A cidade com maior pontuação -- Louveira (SP) registrou o,9161 ponto.
No pelotão de 'desenvolvimento moderado', cerca de três mil municípios, os dez melhores desempenhos da região Nordeste correspondem aos de Recife, Maracanaú (CE), Fernando de Noronha, Juazeiro do Norte (CE), Teresina, Natal, São Luís, Jijoca de Jericoacoara (CE), Cabo de Santo Agostinho (PE) e Iguatu (CE).

Além de Eusébio e Sobral, o ranking dos 100 melhores índices de desenvolvimento municipal, elaborado pela Agência Prodetec a partir dos dados da Firjan, apresenta o Ceará com a maior quantidade de municípios do Ceará, com um terço do total (34).
Em segundo lugar, aparece Pernambuco com 19 cidades, seguindo-se Bahia e Rio Grande do Norte (14, cada), Sergipe (8), Paraíba (5), Maranhão (3), Alagoas (2) e Piauí (1).

D-M-I-I-N-N

Capitais

Entre as capitais brasileiras, as cidades do Nordeste em melhor colocação foram Recife (11ª) e Teresina (14ª). Curitiba voltou liderar o ranking, seguida de São Paulo, Vitória, Palma e Florianópolis.

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Contrastes regionais

Os contrastes sociais e econômicos do Nordeste são tão acentuados que o estado da Bahia, detentor da maioria economia da região e uma das maiores do Brasil, concentra também a maior quantidade de municípios com os piores índices de desenvolvimento.
Dos 100 municípios nordestinos com os desempenhos mais baixos a predominância é de cidades da Bahia (61) e do Maranhão (26).
Vale salientar que o índice geral apurado para Novo Triunfo (BA), totalizando 0,3029 ponto, só representa cerca de 40% do registrado para Eusébio (CE), justamente o município do Nordeste melhor posicionado no ranking nacional.

m-i-g-e-rno

NR100-M-C-M

R-O-G-FOR

B-F-C-PE-HOR

FEIR-SAN

PACAJUS-NAJARE-AS

N-P-C-A-P-M

N-R-D-P-I-D-FIRJ

CANDEAL-BA

SANTA-MA-VI

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