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MAIORIA DOS ESTADOS DO NORDESTE SOBE NO RANKING DE COMPETITIVIDADE

A situação deles, no entanto, deixa muito a desejar no contexto dos estados mais desenvolvidos: nem a Bahia, principal PIB regional e sexto maior do país, conseguiu ultrapassar o total de 43 pontos da média nacional. A pesquisa sobre o tema, realizada pelo grupo londrino que edita a revista The Economist, mostra que apenas São Paulo apresentou um nível de gestão e competitividade classificado como 'muito bom'.

AGÊNCIA PRODETEC Ω [JULHO 2014]

São Paulo – Em relação à primeira versão do estudo, de 2011, a maioria dos estados do Nordeste apresentou crescimento no ranking de gestão e competitividade de 2013, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Apenas Maranhão, Pernambuco, Sergipe e Bahia não registraram evolução no total de pontos obtidos no intervalo entre a primeira e a última pesquisa, perdendo posição no ranking nacional liderado pelos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

O estudo é elaborado pelo grupo da revista The Economist, de Londres, para o CLP com o objetivo é ajudar a balizar a administração pública nas políticas voltadas para atrair investimentos estrangeiros e nacionais. Segundo o CLP, o ranking abrange um modelo de pontuação dinâmico e foi construído a partir de 26 diferentes indicadores do ambiente de negócios vigente nos estados e no Distrito Federal.

Entre esses indicadores destaque para os aspectos relacionados com a política e a economia, tributos, marcos regulatórios, recursos humanos, infraestrutura, inovação, sustentabilidade e política de atração de investimentos estrangeiros.

Bahia lidera

Pelos dados divulgados, na pesquisa de 2013 a Bahia posicionou-se em primeiro lugar no Nordeste e 13º lugar no ranking nacional, com 43 pontos, seguida por Pernambuco (42,1 pontos) e Ceará (41,1 pontos).

O quarto maior grau de competitividade entre os estados no Nordeste, em 2013, foi conquistado por Sergipe (37,9 pontos), que, no entanto, perdeu duas posições em escala nacional. Alagoas aparece como o quinto estado mais competitivo (34,1 pontos), seguido da Paraíba (33,3 pontos), Rio Grande do Norte (30,2 pontos), Piauí (24,9 pontos) e Maranhão (23,2 pontos).

PONTOS REGISTRADOS NA PESQUISA PELOS ESTADOS DO NORDESTE

Estado

2011

2012

2013

Estado

2011

2012

2013

Maranhão

26,4

22,7

23,2

Paraíba

30,7

33,0

33,3

Piauí

20,2

23,4

24,9

Pernambuco

42,3,

40,1

42,1

Ceará

38,8

39,2

41,1

Alagoas

31,3

39,4

34,1

R. G. do Norte

25,8

30,5

30,2

Sergipe

40,1

36,6

37,9

Fonte

 

 

 

Bahia

43,7

42,7

43,0

Fonte: CLP/Economist Intelligence Unit. Indice de Competitividade dos Estados brasileiros 2013/14.

Desempenho moderado

Exceto pela Bahia, os estados nordestinos ficaram com total de pontos abaixo da média nacional de 43 pontos. Na classificação geral, apenas São Paulo apresentou um nível de gestão e competitividade classificado como 'muito bom', com 77,2 pontos de 100 possíveis. Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grane do Sul, Santa Catarina e Minas tiveram desempenho 'bom'.

Com exceção de Piauí e Maranhão, com desempenho tido como "ruim", os demais estados do Nordeste apresentam um nível 'moderado' de competitividade.

Vale salientar o desempenho dos estados nordestinos em aspectos como sustentabilidade - em que Ceará e Pernambuco se posicionam entre os dez melhores do país; inovação, com destaque para Bahia, Ceará e Pernambuco; infraestrutura (Alagoas e Paraíba), recursos humanos (BA), política de atração de investimentos externos (PE e BA), aspectos tributários e regulatórios (AL, SE, BA e CE); ambiente econômico (BA) e ambiente político (CE e PI).

Em alguns subitens, a exemplo do relativo à abertura de empresas, Alagoas e Sergipe tiveram escores muito bons (entre 75 e 99,9 pontos), os únicos estados da região com tais resultados.

Em âmbito nacional, Ceará (15º), Alagoas (17º) e Paraíba (18º) mantiveram seu posicionamento no ranking nacional enquanto Rio Grande do Norte ganhou duas posições (de 23º para o 21º lugar) e o Piauí, uma (de 26ª para a 25ª). Por sua vez, o Maranhão perdeu quatro posições no ranking entre 2011 (22ª) e 2013 (26ª), o mesmo acontecendo com a Bahia (de 9ª para a 13ª posição). Houve queda, igualmente, no caso de pernambucanos (de 10º para 12º lugar) e de sergipanos (de 14ª para 16ª).

A tabela mostra o escore apurado para os estados brasileiros e o Distrito Federal, em 2013. No parêntese o número corresponde à posição ocupada pelo estado na pesquisa de 2011.

 

Estado

 Pontos

Estado

Pontos

1. São Paulo (1)

77,2

14. Pernambuco (12)

42,1

2. Rio de Janeiro (2)

72,3

15. Ceará (15)

41,1

3. Paraná (5)

63,9

16. Sergipe (14)

37,9

4. Rio G. do Sul (4)

63,5

17. Alagoas (17)

34,1

5. Santa Catarina

61,9

18. Paraíba (18)

33,3

6. Minas Gerais (3)

60,2

19. Pará (19)

33,2

7. Distrito Federal (7)

48,8

20. Acre (25)

31,2

8. Mato Gr. do Sul (4)

48,5

21. Rio G. do Norte (23)

30,2

9. Espírito Santo (8)

47,5

22. Roraima (23)

29,5

10. Goiás (10)

47,5

23. Rondônia (20)

28,9

11. Mato Grosso  (16)

45,7

24. Tocantins (21)

28,0

12. Amazonas (13)

45,0

25. Piauí (26)

24,9

13. Bahia (9)

43,0

26. Maranhão (22)

23,2

 

 

27. Amapá (27)

18,6

Fonte: Centro de Liderança Pública (CLP)/Economist Intelligence Unit.

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