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MELHORAM TAXAS DE EXPECTATIVA DE VIDA E DE MORTALIDADE INFANTIL NO NORDESTE

AGÊNCIA PRODETEC ΩΩ [DEZEMBRO 2014]

Rio de Janeiro (Agência Prodetec) - A expectativa de vida do nordestino ao nascer alcançou 72 anos em 2013, aumento de 14 anos sobre a posição de 1980. Para o Brasil como um todo, a esperança de vida ao nascer foi estimada em 74,9 anos, 12,4 anos a mais do que em 1980. O índice melhorou 24,1%, com destaque para Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará e Pernambuco.

Os dados divulgados pelo IBGE ontem mostram que no intervalo 1980/2013, os maiores ganhos foram entre as mulheres nordestinas, com incremento de 15,2 anos ante 12,7 anos dos homens. A esperança de vida para a população feminina passou de 61 para 76,2 anos enquanto para os homens saltou de 55,2 anos para 67,9 anos.

No caso da mortalidade infantil (até um ano de idade) no Nordeste, a taxa em 2013 ficou em 19,5 por mil nascidos vivos ante 15 no país como um todo. Em comparação com 1980, quando a taxa de mortalidade infantil brasileira situava-se em volta de 70 por mil nascidos vivos, o decréscimo chegou a 78,3% nas mortes de menores de um ano.

Desempenhos.

De acordo com as informações divulgadas pelo IBGE, o Rio Grande do Norte apresentou o melhor desempenho entre os estados nordestinos no quesito expectativa de vida: 75 anos, no geral; 79 para as mulheres e 71 anos para os homens. Em 1980, o índice potiguar era o quinto pior da região. Em termos percentuais, o incremento foi de quase 29%.

Na sequencia aparecem os estados do Ceará e Bahia, o primeiro com esperança de vida geral de 73,2 anos e o segundo, com 72,7. Além do Rio Grande do Norte, nos demais estados nordestinos as mulheres também ultrapassaram a casa dos setenta anos, em 2013, média bem acima da registrada para a população masculina.

O estudo do IBGE aponta Maranhão, Alagoas e Piaui com as menores expectativas de vida entre os estados do Nordeste. No caso maranhense, passou de 57,5 anos para 69,7 anos no intervalo entre 1980 e 2013, enquanto em Alagoas evolouiu de 55,7 para 70,4 anos. No Piauí cresceu de 55,6 anos para 70,5 anos.

Na pesquisa realizada em 1980, a esperança de vida da mulher maranhense era de 61,2 anos ante 54,5 anos para os homens. Em 2013, esses totais passaram para 73,7 anos e 66 anos, respectivamente. No Piauí, o acréscimo foi de 12,9 anos para a mulher (de 61,8 anos para 74,6 anos) e de 10,9 anos para os homens (de 55,6 anos para 66,5 anos).

No Ceará, a expectativa de vida dos homens evoluiu de 56 anos para 69,2 anos no período 1980/2013, enquanto a das mulheres passou de 62 anos para 77,2 anos. O acréscimo entre as baianas foi de 15 anos (de 62,3 anos para 77,4 anos); no caso da população masculina, o acréscimo foi de apenas 11,1 anos ( de 57,3 anos 68,4 anos).

Na Paraíba cresceu 15,3 anos no período analisado pelo IBGE, de 57 anos para 76,2 anos, com destaque para o sexo feminino, que aumentou de 59,9 anos para 76,2 anos. Entre os homens, o ac´rescimo foio de 14,3 anos ( de 54,1 anos para 68,4 anos).

O desempenho dos demais estados pode ser visto na tabela abaixo:

ESPERANÇA DE VIDA AO NASCER, POR SEXO – NORDESTE E ESTADOS  -1980/2013

REGIÃO E ESTADOS                          E S P E R A N Ç A    D E    V I D A     A O    N A S C E R

                                           ANO  DE 1980         !     ANO  DE    2013           ! ACRESCIMOS 1980/2013

Homem

Mulher

Total

Homem

Mulher

Total

Homem

Mulher

Total

NORDESTE

            55,2     

61.04

58,06

67,9

76,2

72,0

12,7

15,2

14,0

Maranhão

54,5

61,2

57,5

66,0

73,7

69,7

11,5

12,5

12,2

Piauí

55,6

61,8

58,6

66,5

74,6

70,5

10,9

12,9

11,9

Ceará

56,0

62,0

59,0

69,2

77,2

73,2

13,2

15,1

14,2

Rio Grande do Norte

55,5

61,0

58,2

71,0

79,0

75,0

15,5

18,0

16,8

Paraíba

54,1

59,9

57,0

68,4

76,2

72,3

14,3

16,2

15,3

Pernambuco

53,5

59,9

56,7

68,5

76,7

72,6

15,0

16,8

15,9

Alagoas

52,7

58,8

55,7

65,8

75,3

70,4

13,0

16,4

14,7

Sergipe

57,8

62,5

60,2

67,7

76,1

71,9

9,9

13,6

11,7

Bahia

57,3

62,3

59,7

68,4

77,4

72,7

11,1

15,0

13,0

Fonte: IBGE.

 

Mortalidade infantil

Em relação à taxa de mortalidade infantil nos estados do Nordeste, a maior foi registrada no Maranhão (24,7 por mil nascidos vivos), quase uma vez e meia que a de Santa Catarina (10,1 por mil), a menor do Brasil, e mais expressiva do Brasil. Em 1980, o estado tinha o terceiro menor índice do Nordeste (86,1 por mil), atrás apenas de Piauí e Bahia.

Fruto do esforço empreendido em saúde preventiva nas décadas de oitenta e noventa, o Ceará apresentou a maior redução dos índices de mortalidade infantil no Brasil: de 111,5 por mil, em 1980, a taxa caiu para 16,6 por mil, a segunda melhor do Nordeste, atrás de Pernambuco, e a 16ª no conjunto do país.

MORTALIDADE INFANTIL NO NORDESTE. MELHORES DESEMPENHOS 1980/2013

Estado

Índice 2013

Estado

Índice 1980

Pernambuco

14,9

Piauí

81,0

Ceará

16,6

Bahia

83,1

R.G. do Norte

17,0

Maranhão

86,1

Sergipe

18,9

Sergipe

90,1

Paraíba

19,0

Pernambuco

104,6

Bahia

19,9

R. G. do Norte

111,2

Piauí

21,1

Ceará

111,5

Alagoas

24,0

Alagoas

111,6

Maranhão

24,7

Paraíba

117,1

NORDESTE (média)

19,5

NORDESTE (média)

99,5

BRASIL

15,0

BRASIL

70,0

Fonte: IBGE. Elaboração Agência Prodetec.

O estado de Pernambuco também registrou um desempenho relevante no Nordeste em termos de mortalidade infantil: a redução foi de 89,7 pontos entre 1980 e 2013. Decresceu de 104,6 por mil para 14,9 por mil nascidos vivos. O índice da Paraíba ficou um pouco abaixo: de 117,1 por mil para 19,3 por mil, queda de 88,1 pontos.

As tabelas a seguir demonstram o desempenho dos estados brasileiros quanto à 'esperança de vida ao nascer' e 'taxa de mortalidade infantil' em 1980 e 2013. Destaque positivo para Santa Catarina nos dois quesitos nesse intervalo de 33 anos. Na outra ponta, com o pior posicionamento o estado do Maranhão.

ESPERANÇA DE VIDA AO NASCER, POR SEXO - BRASIL E ESTADOS 1980/2013

Brasil e Unidades
da Federação

Esperança de Vida ao nascer

1980

2013

Acréscimos
1980/2013

Homens

Mulheres

Total

Homens

Mulheres

Total

Homens

Mulheres

Total

Brasil

59,6

65,7

62,5

71,3

78,6

74,9

11,7

12,9

12,4

Rondônia

58,1

62,4

60,0

67,7

74,4

70,7

9,5

12,0

10,8

Acre

58,3

62,9

60,3

69,7

76,6

72,9

11,4

13,7

12,6

Amazonas

58,4

63,3

60,7

68,0

74,7

71,2

9,6

11,4

10,5

Roraima

56,3

62,1

59,0

68,1

73,4

70,6

11,7

11,4

11,5

Pará

58,1

64,1

60,9

67,9

75,5

71,5

9,9

11,4

10,6

Amapá

57,7

62,8

60,1

70,3

76,1

73,1

12,6

13,3

13,0

Tocantins

-

-

-

69,6

75,8

72,5

-

-

-

Maranhão

54,5

61,2

57,5

66,0

73,7

69,7

11,5

12,5

12,2

Piauí

55,6

61,8

58,6

66,5

74,6

70,5

10,9

12,9

11,9

Ceará

56,0

62,0

59,0

69,2

77,2

73,2

13,2

15,1

14,2

Rio Grande do Norte

55,5

61,0

58,2

71,0

79,0

75,0

15,5

18,0

16,8

Paraíba

54,1

59,9

57,0

68,4

76,2

72,3

14,3

16,2

15,3

Pernambuco

53,5

59,9

56,7

68,5

76,7

72,6

15,0

16,8

15,9

Alagoas

52,7

58,8

55,7

65,8

75,3

70,4

13,0

16,4

14,7

Sergipe

57,8

62,5

60,2

67,7

76,1

71,9

9,9

13,6

11,7

Bahia

57,3

62,3

59,7

68,4

77,4

72,7

11,1

15,0

13,0

Minas Gerais

61,1

66,1

63,5

73,5

79,4

76,4

12,4

13,3

12,9

Espírito Santo

61,9

68,5

64,9

73,2

81,3

77,1

11,3

12,8

12,2

Rio de Janeiro

60,3

68,2

64,2

71,5

78,8

75,2

11,2

10,5

11,1

São Paulo

62,7

69,4

65,9

73,9

80,4

77,2

11,2

11,0

11,3

Paraná

61,6

66,8

64,0

72,8

79,6

76,2

11,2

12,8

12,1

Santa Catarina

63,8

69,6

66,6

74,7

81,4

78,1

10,9

11,8

11,5

Rio G. do Sul

64,8

71,0

67,8

73,4

80,3

76,9

8,6

9,3

9,1

Mato G. Sul

61,8

66,2

63,8

71,3

78,4

74,7

9,6

12,2

10,9

Mato Grosso

58,1

63,2

60,3

70,4

77,1

73,5

12,3

13,9

13,2

Goiás

60,0

64,9

62,3

70,6

77,0

73,7

10,6

12,1

11,4

D. Federal

63,3

70,5

66,8

73,5

80,7

77,3

10,2

10,2

10,5

Fonte: IBGE-Tábuas Construídas e Projetadas

 

TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL (POR MIL) - BRASIL E ESTADOS 1980/2013

Ordem

1980

Ordem

2013

Paraíba

117,1

Maranhão

24,7

Alagoas

111,6

Alagoas

24,0

Ceará

111,5

Amapá

23,9

Rio Grande do Norte

111,2

Rondônia

21,3

Pernambuco

104,6

Piauí

21,1

Sergipe

90,1

Amazonas

20,0

Maranhão

86,1

Bahia

19,9

Bahia

83,1

Acre

19,2

Piauí

81,0

Paraíba

19,0

10º

Roraima

70,8

10º

Sergipe

18,9

11º

Acre

69,6

11º

Pará

18,3

12º

Minas Gerais

65,0

12º

Mato Grosso

18,1

13º

Pará

62,5

13º

Roraima

17,8

14º

Amazonas

58,2

14º

Tocantins

17,4

15º

São Paulo

56,7

15º

Rio Grande do Norte

17,0

16º

Rondônia

55,5

16º

Ceará

16,6

17º

Paraná

54,0

17º

Goiás

16,2

18º

Amapá

53,9

18º

Mato G. Sul

15,4

19º

Rio de Janeiro

51,8

19º

Pernambuco

14,9

20º

Mato G. Sul

49,8

20º

Rio de Janeiro

12,7

21º

Mato Grosso

49,2

21º

Minas Gerais

12,6

22º

Espírito Santo

48,2

22º

D. Federal

11,2

23º

Goiás

47,3

23º

São Paulo

10,8

24º

Santa Catarina

46,1

24º

Paraná

10,6

25º

D. Federal

45,7

25º

Rio G. do Sul

10,5

26º

Rio G. do Sul

36,5

26º

Espírito Santo

10,1

27º

Tocantins

-

27º

Santa Catarina

10,1

Diferença maior-menor          80,6           Diferença maior-menor         14,6

 

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