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NORDESTE. BANCO ITAÚ MOSTRA DESTAQUES DA ECONOMIA DO PIAUÍ

São Paulo (Agência Prodetec) – O Departamento de Pesquisa Macroeconômica do Banco Itaú Unibanco acaba de divulgar estudo a respeito do desempenho e perspectivas da economia piauiense. Com a segunda menor população do Nordeste e rendimento médio inferior à registrada no país, o Piauí apresenta, ainda, uma grande desigualdade de renda com índices acima da região.

Os técnicos responsáveis pela pesquisa indicam um crescimento médio real de 1% ao ano do PIB estadual entre 2015 e 2020. "A média abaixo dos anos anteriores está relacionada com a redução do ritmo de crescimento econômico do País nos próximos anos", afirmam eles.

Considerada a média 2008/2012, o PIB piauiense é concentrado no setor de serviços (74,5%), seguido pela indústria (17,7%) e agricultura (7,8%).

Investimentos futuros

Para os próximos quatro anos, a expectativa é de que o Estado receba investimentos privados da ordem de R$ 11,4 bilhões, especialmente na área de energia (R$ 9,1 bilhões), cerca de 80% dessas inversões.

O volume estimado, calculado a partir dos anúncios por parte de grupos privados, é o quinto maior entre os estados nordestinos, mas ligeiramente inferior à medida da região.

Outro ponto de destaque da economia do Piauí é o avanço da produção agrícola, especialmente a de grãos, cujo cultivo se intensifica na região de cerrado a um ritmo superior ao observado no Brasil.

PIB estadual em 2015

Segundo a estimativa do Banco Itaú o PIB do Piauí deverá alcançar R$ 30 bilhões este ano, o equivalente a 0,6% do nacional. Para 2020 poderá chegar a R$ 41,7 bilhões, mantendo, entretanto, a mesma proporcionalidade. Em relação ao Nordeste, a expectativa é de queda no período, de 4,3% para 4,2% entre 2015 e 2020.

A mesorregião Centro-Norte responde pela maior parte da população e da atividade econômica do Estado, tendo como polo principal a cidade de Teresina. Nela se concentram 59% do Produto Interno Bruto do Piauí e 73% do emprego formal.

A mesorregião Norte Piauiense (13% do PIB) é a segunda maior em termos demográficos e a menor em termos de área e PIB per capita. No outro extremo se encontra o Sudoeste Piauiense (16% do PIB), a menos populosa e a de maior extensão territorial, onde se observa a maior produção agrícola do Estado.

No caso da mesorregião do Sudeste (12%) Piauiense, a mais pobre do Estado, com o menor o menor crescimento médio do PIB nos últimos anos e a menor participação na produção agrícola, é onde se prevê a maior parte dos investimentos privados anunciados para os próximos anos no Piauí.

Soja como destaque

O estudo destaque também a produção de grãos do Piauí. Embora ainda pouco representativa no contexto nacional, a safra piauiense de soja e milho já se sobressai em âmbito regional, colocando-se como o terceiro maior polo produtor depois de Bahia e Maranhão.

Em termos de valor, a soja hoje já representa mais da metade do VBP agrícola do Piauí, tendo alcançado R$ 775,1 milhões, dos quais a maior parte assegurada pelos municípios de Baixa Grande e Uruçuí, localizados nos cerrados do Sudoeste.

No decênio encerrado em 2013, a cultura da soja no Piauí cresceu 53%. Em municípios como Baixa Grande do Ribeiro, onde o produto era praticamente desconhecido até o começo do século, esse crescimento atingiu 900%.

Ao longo do período, a soja desbancou os demais produtos na pauta de exportação do Piauí, sendo hoje a principal fonte de divisas do Estado, tendo a China como principal destino das vendas.

PRINCIPAIS MUNICÍPIOS PRODUTORES SOJA NO PIAUÍ – 2003/2013

  

MUNICIPIO

VALOR – R$ MIL

ÁREA PLANTADA 2003 (HA)

ÁREA PLANTADA 2013 (HA)

VAR. (%)

Baixa Grande do Ribeiro

223.399

13,5

135,3

899,8

Uruçuí

159.897

40,1

100,6

150,8

Ribeiro Gonçalves

122.832

16,9

56,0

231,1

Santa Filomena

64.193

5,5

42,0

664,5

Bom Jesus do Piauí

37.957

18,5

58,5

216,2

PIAUI

775.148

132,1

551,6

373,0

Fonte: Agrolink, Conab, Itaú.

  

Publicada em 30 abr 2015.

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