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PIB DO NORDESTE REPLICA A ALTA CONCENTRAÇÃO OBSERVADA NO PAÍS

Os números divulgados pelo IBGE também registram muitas distorções em termos de geração de renda como a do município maranhense, cujo PIB per capita de R$ 128 mil em 2013, supera o de muitos países ricos.

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AGÊNCIA PRODETEC    ππ [DEZEMBRO 2015]

A concentração da renda existente no Brasil se repete em termos de Nordeste. De acordo com o IBGE, em 2013, o PIB dos sete maiores municípios brasileiros correspondeu a cerca de um quarto de todo o PIB nacional, embora tivessem apenas 13,8% da população. Um conjunto de 62 municípios compunha metade do PIB e 32,8% da população.

Na outra ponta, 1 388 municípios respondiam por 1% do PIB, concentrando somente 3,5% da população. da população. Nesta faixa, segundo o IBGE, se encontravam três quartos dos municípios do Piauí, três quintos dos da Paraíba, pouco mais da metade (53%) do Rio Grande do Norte.


No caso do Nordeste, concentração da geração interna da renda pode ser verificada a partir da constatação de que os cinco maiores PIBs municipais de cada Estado, exceto Bahia, respondiam por mais da metade do PIB estadual.
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Os municípios das capitais, sozinhos, representavam a grande fatia do PIB estadual, Em 2013, as maiores participações eram respectivamente de Teresina (47,4%) e Fortaleza (45,7%), seguidos de Maceió (44%), Aracaju (39,5%), Natal (38,9%), São Luis (34,2%), Recife (33%), João pessoa (32% (e Salvador (25,8%).

Top 100 do país

No ranking dos 100 maiores PIBs municipais aparecem apenas 13 cidades do Nordeste – as capitais e Camaçari/BA, Jaboatão dos Guararapes/PE, Feira de Santana/BA e Ipojuca/PE.
Vale salientar que Salvador voltou a conquistar a primeira colocação, perdida anteriormente para Fortaleza, obtendo ainda duas posições em âmbito nacional, de 12º para 10º lugar, enquanto Fortaleza perdeu três, de 9º para 12º. Teresina, por sua vez, foi ultrapassada por João Pessoa, estando ambas, hoje, acossadas pela cidade baiana de Camaçari.
São Paulo continua absoluto como o município mais rico do Brasil, com PIB de R$ 570,7 bilhões, seguido de longe por Rio de Janeiro (R$ 282,5 bilhões). A lista dos dez mais se completa com Brasília (R$175,3 bilhões). Belo Horizonte (R$ 81,4 bilhões), Curitiba (R$ 79.3 bilhões), Manaus (R$ 64 bilhões), Campos dos Goytacazes/RJ (R$ 58,2 bilhões), Porto Alegre (R$ 57,3 bilhões) e Osasco/SP (R$ 55,5 bilhões).
A tabela abaixo mostra o PIB de cada município nordestino no Top 100 nacional, bem assim a participação de cada um deles na composição do Produto Interno Bruto do Nordeste, em 2013. Preços correntes em R$ Mil.

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Além desses 13, outros 17 municípios nordestinos também registraram Produto Interno Bruto expressivo em 2013, completando o ranking dos 30 municípios mais ricos da região. É o caso, por exemplo, de Cabo de Santo Agostinho (PE - R$ 7,36 bilhões), Campina Grande (PB –R$ 6,53 bilhões), Mossoró (RN - R$ 6,53 bilhões); Maracanaú (CE - R$ 6,25 bilhões), Lauro de Freitas (BA - R$ 5,32 bilhões), Caruaru (PE – R$ 5,23 bilhões), Imperatriz (MA – R$ 5,03 bilhões), Vitória da Conquista (BA – R$ 4,93 bilhões), Petrolina (PE – R$ 4,90 bilhões), Olinda (PE – R$ 4,86 bilhões), Caucaia (CE – R4 4,55 bilhões), Simões Filho (BA – R$ 4 bilhões), Paulista (PE – R$ 3,7 bilhões), Itabuna (BA – R$ 3,4 bilhões), Sobral (CE – R$ 3,38 bilhões), Luis Eduardo Magalhães (BA – R$ 3,36 bilhões) e Parnamirim (RN – R$ 3,32 bilhões).
Na outra ponta, a soma dos 30 menores PIBs do Nordeste mal ultrapassa os 10% da renda gerada por Parnamirim, o 30º classificado entre os mais ricos da região.

NORDESTE. OS 30 MENORES PIBs POR MUNICÍPIO, EM 2013. EM R$ MIL.
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 PIB per capita


As distorções nas contas regionais ocorrem igualmente quando considerada a geração de renda em termos per capita. O PIB per capita do Distrito Federal, de R$ 62,8 mil, é quase duas vezes e meia o apurado para o país como um todo (R$ 26,4 mil), que, por sua vez, está bem acima dos R$ 9.948,47 do Maranhão ou dos R$ 9.811,04 do Piauí.
Paradoxalmente, o estado de segundo menor PIB per capita do Brasil é, igualmente, sede de um município com renda per capita entre os maiores do país.  Localizado a 320 km de São Luís, no vale do rio Mearim, Santo Antônio dos Lopes alcançou em 2013 um PIB per capita da ordem de R$ 127,3 mil, o 21º do Brasil e o 2º do Nordeste, logo após o município baiano de Cairu (R$ 158,4 mil).
A cifra - quase cinco vezes a renda do brasileiro -- é representativa mesmo nos países ricos da Europa e América do Norte. Ao preço médio do dólar no mercado brasileiro em dezembro de 2013 (US$ 1,00/US$ 2,345), isso superaria o PIB per capita dos Estados Unidos no mesmo ano (US$ 53 mil, conforme o Banco Mundial), bem assim potências como Alemanha (US$ 32,4 mil), Reino Unido US$ 42,3 mil) e França (US$ 42,6 mil, a preços de 2013).
O PIB de Santo Antônio dos Lopes registrou também o maior avanço relativo do país. Em relação ao ano anterior a variação foi de 2.401%, consequência das atividades de extração de gás e da entrada em funcionamento de uma termoelétrica.
Além do município maranhense, no Nordeste também se destacaram em termos de renda per capita as cidades de Cairu (BA), Ipojuca (PE), Tasso Fragoso (MA) e Rosário do Catete (SE), todas integrantes do ranking dos 100 municípios de maior PIB per capita do país, liderado por Presidente Kennedy (ES) e São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), conforme a tabela abaixo.

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Na outra ponta, o IBGE indica que o menor PIB per capita do país, em 2013, foi verificado no município de Nina Rodrigues, com R$ 3.241,29, o equivalente a apenas 2,6% daquele apurado para Santo Antônio dos Lopes. Localizado a 180 km de São Luis, na região onde eclodiu a revolta da Balaiada, Nina Rodrigues sustenta-se pela transferência de recursos federais.

 

AGÊNCIA PRODETEC    ππ [DEZEMBRO 2015]

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