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VALOR DA PRODUÇÃO DE SÃO DESIDÉRIO (BA) É O MAIOR DA AGRICULTURA BRASILEIRA

Mais uma vez, a pesquisa do IBGE sobre a agricultura municipal comprova o dinamismo da atividade na região Oeste da Bahia. Impulsionados pelas lavouras de algodão, soja e milho seus municípios aparecem no ranking dos maiores do país em termos de valor de produção agrícola, lista da qual participam também Petrolina (PE), Balsas (MA) e Baixa Grande do Ribeiro (PI).

Divulgação Adapa.
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Algodão é o forte da agricultura de São Desidério.

JOSE FIJJO MESQUITA -- Agência Prodetec ΩΩΩΩ Outubro 2016.

Rio de Janeiro – De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, relativos a 2015, o município baiano de São Desidério permanece como o maior Produto Interno Bruto (PIB) da agricultura brasileira. Sua participação no valor adicionado bruto da atividade somou R$ 2,8 bilhões, seguido de Sorriso (MT) e Sapezal (MT) com R$ 2,4 bilhões e R$ 2,1 bilhões, respectivamente.

Em relação ao ano anterior, a produção agrícola de São Desidério aumentou 23,2%. São Desidério e Formosa do Rio Preto, ambos localizados na região Oeste da Bahia, são os únicos municípios do Nordeste a integrar o ranking dos dez maiores PIBs agrícolas do país.

O êxito de São Desidério na atividade está relacionado com o uso da irrigação, a disponibilidade de água e as boas condições climáticas locais. O município é destaque como o primeiro produtor de algodão herbáceo do país, e quarto maior na produção de soja.

Na tabela abaixo, os dez maiores PIBs da agricultura do Brasil (valores em R$ mil).

MUNICIPIOS

AREA EM HÁ. PLANTADA

AREA COLHIDA EM HA.

VALOR DE PRODUÇÃO

VARIAÇÃO
% (*)

PART.% NO VALOR NACIONAL

São Desidério - BA

 597 808 

 597 808

  2 839 281 

  23,2

  1,1

Sorriso  - MT

 1 084 207 

  1 078 087 

  2 491 950 

  13,4 

  0,9

Sapezal  - MT

 672 010 

  672 010

  2 158 423

14,1

  0,8

Campo Novo do Parecis – MT

 622 769

 622 769

1 735 701

5,9

0,7

Cristalândia - GO

 385 332

385 332

1 666 898

 4,2

0,6

Rio Verde - GO

586 210

586 210

1 481 856

15,3

 0,6

Campo Verde - MT

386 793

386 793

1 420 843

 14,4

 0,5

Formosa do Rio Preto - BA

459 343

 459 343

1 405 036

 (-) 1,1

0,5

Nova Mutum – MT

 620 270

 617 889

1 394 832

 2,8

 0,5

Jataí - GO

515 292

 515 292

 1 378 358

0,8

 0,5

Fonte: IBGE – PAM2015. 

Grande participação

Segundo o IBGE, além de São Desidério e Formosa do Rio Preto, outros sete municípios nordestinos também constam da lista dos 50 maiores polos agrícolas do Brasil em termos de valor de produção.

É o caso de Barreiras (BA), 17º da lista, com R$ 1.044 milhões; Formosa de Luís Eduardo Magalhães (BA), 20º da lista, com R$ 986,5 milhões; Correntina (BA), em 26º, com R$ 789,1 milhões; Petrolina (PE), com R$ 499,9 milhões (28º); Balsas (MA), com R$ 691,8 milhões (33° lugar): Riachão das Neves (BA), com R$ 619,5 milhões (42º lugar) e Baixa Grande do Ribeiro (PI), com R$ 552,8 milhões (50º lugar).

Um aspecto interessante em Petrolina é a pequena área de cultivo – apenas 29 077 hectares. O alto valor de sua produção, que aumentou 18%, decorre da concentração na fruticultura voltada em especial para o mercado internacional.
A tabela abaixo mostra dos municípios nordestinos no ranking dos 50 maiores do país em valor de produção (Em R$ mil).

MUNICIPIOS

AREA EM HÁ. PLANTADA

AREA COLHIDA EM HA.

VALOR DE PRODUÇÃO

VARIAÇÃO
% (*)

PART.% NO VALOR NACIONAL

São Desidério - BA

 597 808 

 597 808

  2 839 281 

  23,2

  1,1

Formosa do Rio Preto - BA

459 343

 459 343

1 405 036

 (-) 1,1

0,5

Barreiras - BA

255 852

 255 852

 1 044 766

 23,5

 0,4

Luís Eduardo Magalhães – BA

 239 327

 239 327

 986 569

21,8

0,4

Correntina – BA

 253 250

253 250

 789 163

(-) 23,4

0,3

Petrolina – PE

 29 077

29 077

760 544

 18,0

0,3

Balsas - MA

260 929

 260 929

 691 880

 7,2

 0,3

Riachão das Neves – BA

 196 004

196 004

619 503

 43,6

0,2

Baixa Grande do Ribeiro - PI

216 974

216 974

 552 826

 7,1

0,2

Fonte: IBGE – PAM2015.

PAM 2015

A Pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM 2015) abrangeu 63 diferentes produtos (lavouras temporárias e permanentes) cultivados em 76,8 milhões de hectares, totalizando R$ 265,5 bilhões em termos de valor de produção (5,6% a mais que em 2014), dos quais 64% têm origem em apenas cinco estados (São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais).

São Paulo continua liderando a agricultura brasileira em valor da produção, com participação de 14,8%, um ponto percentual a mais que Mato Grosso (13,9%) e um pouco acima de Paraná (12,7%), Rio Grande do Sul (12,4%) e Minas Gerais (10,2%).

No Nordeste, as melhores participações referem-se aos estados da Bahia, com 6,5% e do Maranhão (1,5%). Exceto pela Bahia, todos os estados da região praticamente mantiveram as mesmas posições de 2014.

NORDESTE. PARTICIPAÇÃO DOS ESTADOS NO VALOR DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA NACIONAL.

ESTADO

PART.(%) EM 2015

PART.(%) EM 2014

Maranhão

1,5

1,8

Piauí

1,0

1,0

Ceará

0,6

0,9

Rio Grande do Norte

0,4

0,4

Paraíba

0,4

0,5

Pernambuco

1,1

1,0

Alagoas

0,8

0,8

Sergipe

0,4

0,5

Bahia

6,5

6,4

Fonte: IBGE – PAM2015.

Concentração em poucos produtos

A concentração agrícola no Brasil ocorre também no caso de produtos, pois apenas três deles respondem por três quintos do montante mencionado. A soja contribuiu com a maior parcela (R$ 90,3 bilhões) contra R$ 43,3 bilhões da cana e R$ 29,7 bilhões do milho.

Conforme a PAM, dos 15 produtos do grupo denominado 'cereais, leguminosas e oleaginosas' (algodão herbáceo e arbóreo, amendoim, arroz, aveia, centeio, cevada, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, trigo, triticale) tiveram safra de 209,7 milhões de toneladas (7,8% maior que a obtida em 2014), o equivalente a R$ 147,4 bilhões, um aumento também de 7,8%.

No total, o valor da produção agrícola do Nordeste somou R$ 33,7 bilhões em 2015, ou 12,6 % do total do país como um todo. Desse volume, R$ 24,5 bilhões referentes às lavouras temporárias e o R$ 9,2 bilhões às lavouras temporárias.
A tabela a seguir indica as lavouras nordestinas com os mais elevados valores de produção em 2015, valendo salientar que a soja continua liderando a agricultura regional em termos monetários, totalizando R$ 8.034 milhões, seguindo-se, pela ordem, cana de açúcar (R$ 4,597 milhões), algodão em caroço (R$ 2,744 milhões) e milho (R$ 2.600 milhões).

PRODUTO

QTDE. PRODUZIDA/2015 (TONELADA)

EM R$ MIL -VALOR DA PRODUÇÃO/15

Soja (em grão)                                

 8 386 412

 8 034 343

Cana-de-açúcar                             

 61 546 275

 4 597 990

Algodão (em caroço)                  

 1 338 017

 2 744 105

Milho (em grão)                               

 5 865 820

 2 600 065

Mandioca                                   

 5 543 844

 1 831 539

Banana

 2 283 014

 1 829 613

Cacau (em amêndoa)

  153 257

 1 264 548

Feijão (em grão)                              

  638 856

 1 121 301

Café (beneficiado)

  211 714

 1 100 594

Coco da baía1

 1 468 322

  777 350

Fonte: IBGE, PAM 2015.

(1) Quantidade produzida em 1 000 frutos.

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