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Crise internacional impactou comércio externo do Nordeste

As exportações nordestinas sofreram maior impacto da crise global que o Brasil como um todo. Numa curva ascendente desde o final de 2003, as vendas externas da região embicaram param baixo a partir do segundo semestre de 2008. Comparando-se o primeiro semestre de 2008 com igual período deste ano, a queda ficou em 29,7%. O total alcançou cerca de US$ 5,2 bilhões.

Segundo o boletim de conjuntura econômica elaborado trimestralmente pelo BNB (www.bnb.gov.br/etene/pulicações), esse desempenho é consequência do comportamento insatisfatório dos produtos industriais, com peso relevante (77%) na pauta exportadora regional. Na comparação do primeiro semestre de 2009 com o de 2008, a redução foi de 34,2% nos produtos industrializados e de 38,8% no caso de manufaturados.

Com isso, no período 1º sem.08/1º sem.09, os produtos primários, que têm menor valor agregado, ganharam maior participação no total da pauta, passando de 15,8% para 21,4%.

No primeiro semestre, os grãos lideraram os índices de crescimento das exportações, com 72,8%, mais do que dobrando sua participação no conjunto da pauta. Na verdade, sua posição no ranking saltou do 12º lugar para o 3º lugar com vendas totais de US$ 385 milhões.

Conforme os técnicos do BNB-Etene, uma visão prospectiva da situação aponta para um declínio de pelo menos 23% nas exportações de 2009. Um dos fatores principais seria o refluxo nas vendas de grãos no segundo semestre.

Destino dos milhões

Quase dois terços das divisas obtidas pelo Nordeste no período vieram da União Européia (24,2%), Ásia (exceto Oriente Médio), com 20% e Estados Unidos (17,8%). A China passou a ser o segundo maior parceiro nordestino, mais do que duplicando sua participação, que evoluiu de 6% para 13% enquanto caiu a dos demais.

Dos dez principais destinos das exportações do Nordeste, as maiores quedas foram Holanda (65,3%), Itália (59,1%), Alemanha (48,8%), Estados Unidos (41,7%) e Argentina (40,3%). Na outra ponta, os destaques foram para China, com crescimento de 50,7%, Suíça (63%) e Reino Unido (13,2%).

As exportações regionais continuam concentradas em insumos industriais, 76% do total exportado, sendo de apenas 1% a participação de bens de capital.  Intermediários. No plano nacional, essa participação é de 56%.

As importações regionais também decresceram: 44,8% entre o primeiro semestre de 2009 e os seis meses finais de 2008 contra 38% no caso das exportações, ensejando um crescimento de 90,6% no saldo comercial da Região no período.  As importações caíram 70,9% no Maranhão, seguindo-se Alagoas (- 54,4,%) e Bahia (-43,2%). A Paraíba foi o único estado cujas importações cresceram (19,2%),

Ranking

A Bahia liderou as exportações regionais, com 55,5% do total, mas suas vendas recuaram 34,2% no período. No Maranhão, a queda foi de 36,9% e na Paraíba, 28,6%. O Piauí, em contrapartida, registrou aumento de 58,2% em suas vendas.

A Bahia exportou US$ 2.823 milhões, seguindo-se Maranhão (US% 623 milhões) e Cera (US$ 494 milhões). O ranking se completa com Pernambuco (US% 364 milhões), Alagoas (US$ 483 milhões), Rio Grande do Norte (US$ 125 milhões), Paraíba (US$ 77 milhões), Piauí (US$ 73 milhões) e Sergipe (US$ 30 milhões).

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