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Crise passa ao largo com atuação dos bancos públicos

A intermediação financeira praticamente não foi afetada pela crise financeira internacional. A Região passou ao largo da turbulência graças aos bancos públicos, que respondem por dois terços de suas operações financeiras. Eles ampliaram seus empréstimos e contribuíram para a manutenção do financiamento das atividades econômicas regionais.

  Os bancos privados, por sua vez, depois de uma pequena retração no final do ano passado, voltaram a expandir suas operações de crédito no Nordeste.

 

Nove meses após sua deflagração em setembro de 2008 o quadro era o seguinte: reduzido o impacto sobre o saldo empréstimos e depósitos, com recuperação a partir de fevereiro/09; leve redução nas operações de pessoas jurídicas em 2009 e avanço nas destinadas a pessoas físicas, devido ao comportamento ascendente do crédito consignado; os bancos privados reduziram crédito e os oficiais o expandiram; empresas ligadas ao comércio exterior tiveram mais dificuldades em obter linhas de crédito; vigor no sistema bancário que exibiu moderado grau de alavancagem, pequena exposição ao risco e controles eficientes exercidos pelo Banco Central.

O sistema nacional mantinha-se sólido, voltando  a ampliar os empréstimos, sobretudo pela ação das agências oficiais, e em função da operacionalização do Fundo Garantidor de Investimento (FGI), lançado pelo BNDES com o objetivo contornar os problemas enfrentados por  pequenas, médias e microempresas. Junto com as de comércio exterior, essas empresas foram justamente as mais atingidas com a retração de crédito após a crise, provocada  basicamente pelos bancos privados.

O FGI, com capital inicial de R$ 638 milhões, concederá aval de até 80% do valor dos empréstimos contratados junto a seus agentes financeiros que, pelas normas aprovadas, passam a  cotistas  do fundo ao lado do Tesouro Nacional e do próprio BNDES.

Depósitos e empréstimos

Na posição de maio/09, os depósitos somavam R$ 2 trilhões, com aumento real de 11,5% sobre maio/08, dos quais 67% a cargo da banca privada. No período, a captação dos bancos privados cresceu 10,2% contra 14,4% dos bancos públicos. Já o total dos depósitos em relação ao PIB também evoluiu, passando de 59,7% para 68,4%.

No caso dos empréstimos o saldo atingiu R$ 1.259,5 bilhões, com evolução de 14,9% entre maio de 2008/09 e 3,9% no acumulado janeiro/maio deste ano. A relação operações de crédito/PIB também foi crescente, evoluindo de 36,1%, em maio de 2008, para 43%, em maio do corrente ano.

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