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Nordeste ainda tem muito espaço para banco crescer

Um levantamento recente de pesquisadores do Banco do Nordeste/Etene indica que a relação dívida consolidada líquida – Produto Interno Bruto (DCL /PIB) é mais confortável no Nordeste quando comparada à posição do Brasil. A relação DCL/PIB para o Brasil cresceu continuamente entre 2000 e 2003, indo de 45,5% para 52,4% no período.

A relação para o Nordeste ficou relativamente estável, em torno de 20%, até 2002, caindo a partir de 2003. Em 2007, a DCL/PIB para o Brasil era de 42,7%, e de apenas 10,3% para o Nordeste. As informações constam de um artigo sobre Finanças Públicas disponível no endereço (http://www.bnb.gov.br/projwebren/Exec/rcePDF.aspx?cd_rce=20). A análise sobre o endividamento dos estados permite avaliar o comprometimento da receita para pagamento de encargos financeiros. Em linhas gerais, o endividamento dos estados nordestinos indica uma folga financeira, avalia o economista Ricardo Vidal, da Central de Informações do ETENE. À exceção de Alagoas, afirma ele, todos os outros estados estão com um comprometimento da sua receita líquida abaixo do limite legal que, conforme resolução do Senado, é de duas vezes a receita líquida corrente. Outra observação do artigo: os estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará têm uma relação DCL/PIB muito baixa no período 2000/07. Em 2007, apenas 4,1% no Rio Grande do Norte e 5,2% no Ceará. Em Alagoas acontece o inverso, com alta em todo o período. Em 2000 era de 38% e em 2007, 37,2%, indicando ausência de esforços para sua redução ao longo do tempo. Já o trabalho desenvolvido por Maranhão e Piauí fica claro. A DCL/PIB do Maranhão caiu de 50,2%, em 2000, para 14,5%, em 2007. Quanto ao aspecto endividamento/receita (DCL/RLC), ao longo do período 2000/07, em todos os estados do Nordeste a relação foi decrescente. Exceto Alagoas, a maioria reduziu o endividamento/receita a partir de 2003, primeiro ano do mandato de quatro anos de governador. Em 2007, a relação DCL/RLC dos estados nordestinos foi menor que em 2006. Essa queda variou de 8%, no Piauí, a 36,5% no Ceará. Outra observação relevante é que a linha de tendência para o Nordeste mostra que ela cai à razão de 10,5% ao ano. Em 2000, era de 138,3%; em 2007, passou a ser 70,58%. Entre os estados nordestinos, o Rio Grande do Norte tem a menor relação DCL/RLC. Era 70,9%, em 2000, e encerrou o exercício de 2007 com 22%. A queda foi contínua no período. A linha de tendência mostra uma razão de queda anual de 7,1%. Depois vem o Ceará: de 87,4%, em 2000, passou a 38,3%, em 2007. A relação cresceu até 2002 (117,5%) e passou a cair continuamente até 2007. A linha de tendência mostra que a relação cai à razão de 7,8% ao ano.

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