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Setor externo do MA: queda acima da média regional

Os efeitos da crise internacional repercutiram de forma intensa sobre o comércio exterior do Maranhão. Entre os primeiros semestres de 2008 e 2009, a queda foi de 71% nas importações e de 37% nas exportações, bem acima da média regional de 44,8% e 29,7%, respectivamente.

Nesse período, o retrocesso foi quase generalizado entre os estados nordestinos. As únicas exceções foram o Piauí, cujas vendas cresceram 58,2% e a Paraíba, onde as importações evoluíram 19,3%.

Mesmo com o desempenho sofrível, o Maranhão permanece como o segundo maior exportador do Nordeste, logo após a Bahia, com vendas totais no semestre de US$ 623 milhões contra US$ 988 milhões no mesmo período do ano passado.

China e Argentina

Conforme estudo realizado por técnicos do BNB-Etene, o declínio não foi maior porque o setor de grãos teve um comportamento excepcional, com aumento de 122% entre os dois semestres. No farelo o avanço foi de 83,6% e no caso dos grãos, 73,6%.

As outras âncoras da pauta maranhense despencaram: alumínio (-53,5%), ferro fundido e aço (- 34,3%), minérios e escórias (-67%) e produtos químicos inorgânicos (-48,1%). Esses segmentos e mais o de grãos respondem por 96% das vendas externas do Estado.

O comportamento da soja foi favorecido pela queda da safra de grãos na Argentina e pela demanda chinesa no primeiro semestre. No caso dos minérios, a demanda menor do mercado internacional empurrou p’ra baixo as vendas maranhenses.

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