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ECONOMIA DO NORDESTE ACOMPANHA A DO PAÍS E APROFUNDA RECESSÃO

Fortaleza (Agência Prodetec) – o Banco Central apresentou hoje nesta capital, sua análise para a economia do Nordeste no trimestre set-nov./2015. O quadro geral é de aprofundamento da recessão expressa em muitas variáveis: quedas acentuadas nas vendas do comércio e na produção industrial, perdas líquidas de postos de trabalho.

O indicador do Banco (IBCR-NE) que mede o comportamento da economia assinalou recuo de 1,6% no Nordeste em relação ao trimestre findo em agosto, acima do verificado nas regiões mais ricas: -1,3% no Centro-Oeste e Sudeste; e 0,9% no Sul. Em âmbito nacional, a retração ficou em 1,8%.

Considerado o período de 12 meses, o índice IBCR-NE diminuiu 2,6% em novembro contra -0,6% em agosto, refletindo os efeitos do ajuste macroeconômico em curso no país e a crise política que impactaram empresários e consumidores.

Para os pesquisadores do Bacen, a economia do Nordeste vem sendo impactada pela crise de confiança e pelo processo de ajuste macroeconômico em curso na economia brasileira.

A despeito desse contexto – acrescentam eles - a maior participação da administração pública na estrutura da economia (comparativamente à média nacional), a cadeia produtiva destinada, em grande medida, à produção de bens de menor valor agregado, e o fato da região ser receptora importante das transferências governamentais, no âmbito de programas sociais, contribuem para atenuar os impactos do ciclo recessivo sobre a economia local.

ÍNDICE DE ATIVIDADE BANCO CENTRAL – IBC BRASIL E REGIÕES1/%

 

DISCRIMINAÇÃO

NOV.2014

FEV.2015

MAI.2015

AGO.2015

NOV.2015

Brasil

 0,8

 -1,1

 -1,8

-1,7

 -1,8

Norte

0,8

-0,2

-1,6

 -1,1

-1,6

Nordeste

 0,9

 -1,5

-0,2

 -1,1

-1,6

Centro-Oeste

 0,8

 -0,3

-1,5

 -0,8

-1,3

Sudeste

 0,6

 -0,3

 1,4

-0,9

 -1,3

Sul

 2,4

 -1,7

 1,7

-5,9

-0,9

1/ Variação do trimestre em relação ao anterior; séries com ajuste sazonal.

O resultado nacional não representa necessariamente a média dos resultados regionais.

 

Análise setorial: crédito e comércio

Conforme os técnicos do Banco Central, as vendas do comércio ampliado do Nordeste decresceram 4,1% no trimestre encerrado em novembro (em agosto já registrara recuo de 3,9%), com redução em oito dos dez segmentos pesquisados, com destaque para os setores de ' equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (12,6%), ' material de construção (9%), e 'veículos, motocicletas, partes e peças' (5,5%).

Considerados os últimos 12 meses, as vendas do comércio ampliado caíram 8,2% em novembro, ante 3,6% em agosto.

No caso do setor de serviços, o volume decresceu 8,1% no trimestre encerrado em novembro, em relação a igual período de 2014.

Quanto ao crédito, o saldo de empréstimos na região ainda se mantém positivo. As operações somaram R$ 399,1 bilhões em novembro, aumento de 0,5% no trimestre e 6,2% em 12 meses. Mas as aplicações do BNDES na região – indicador que reflete o humor dos investidores - caíram pelo segundo trimestre consecutivo. Os desembolsos ficaram em R$ 9,3 bilhões no quarto trimestre (-4,1% na comparação com igual período de 2014) e R$22,5 bilhões em 2015 (recuo anual de 7,6%).

Menos emprego

Conforme a análise do Banco Central, durante o trimestre a economia do Nordeste experimentou também cortes nos postos de trabalho, taxa de desemprego ascendente nas regiões metropolitanas principais do Nordeste (Recife e Salvador) e queda da renda.

No trimestre finalizado em novembro foram eliminados 7,5 mil empregos formais (criação de 83 mil postos no mesmo período em 2014), destacando-se nos cortes as atividades da construção civil e de serviços.

Por sua vez, a taxa de desemprego do Nordeste (agregadas as regiões metropolitanas do Recife e de Salvador) alcançou 11,6% no trimestre terminado em novembro, com aumento de 3,4 pontos percentuais (p.p) sobre igual período de 2014. Já o rendimento médio real habitual e a massa salarial real decresceram 7,2% e 11,0%, respectivamente, no trimestre.

Produção industrial

Em relação à indústria, a produção nordestina caiu 4,1% no trimestre finalizado em novembro, ante o anterior, encerrado em agosto, quando recuou 0,3%. As atividades mais afetadas foram as de confecção de artigos do vestuário e acessórios (6,5%) e fabricação de celulose, papel e produtos de papel (3,5%).

No agregado de 12 meses, a indústria nordestina contraiu-se 2,7% em novembro de 2015 contra 0,7% em agosto. A indústria extrativa recuou 5,0% e a de transformação, 2,4%, com destaque para os segmentos de produtos têxteis (-14,7%) e de fabricação de vestuário e acessórios (-13,7%).

Agricultura e comércio exterior

De acordo com o Boletim Regional do Banco Central, a safra nordestina de grãos cresceu 5,4%, totalizando 16,6 milhões, sobressaindo-se no período a produção de soja com aumento de 27,5%. (veja a secção Conjuntura para mais detalhes sobre a safra regional de 2015).

No caso do comércio exterior, a região Nordeste continua apontando seguidos déficits em sua balança comercial. Em 2015, esse montante chegou aos US$ 6,8 bilhões em 2015, ante US$12,8 bilhões no ano anterior. As exportações recuaram 7,9%, para US$14,6 bilhões, e as importações, 25,4%, para US$21,4 bilhões. (Veja na secção Made In Nordeste, mais detalhes sobre o comportamento do mercado exterior no Nordeste).

Postada em 12 Fev. 2016.

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