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AGRICULTURA. IBGE PREVÊ SAFRA DE GRÃOS MENOR PARA O NORDESTE

Rio de Janeiro (Agência Prodetec) – O novo levantamento da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas divulgado, ontem, pelo IBGE aponta para uma safra da ordem de 15,8 milhões de toneladas no Nordeste, este ano, com redução de 4,7% sobre a obtida em 2015.

Em âmbito nacional, a estimativa é de 205,4 milhões de toneladas, este ano, 1,9% inferior à registrada em 2015, com destaque para arroz, milho e soja. Somados, esses três produtos representam 92,9% da produção estimada e respondem por 87,1% da área a ser colhida no Brasil todo.

Em relação ao ano anterior, no Nordeste a expectativa é de um acréscimo de 2,3% na área colhida, totalizando 7.886 mil hectares.

NORDESTE, ÁREA (HA), VARIAÇÃO (%) E PRODUÇÃO (T).

ESTADO

AREA2015

AREA.ABR.16

VAR.%

PROD.2015

PROD.ABR.16

VAR.%

NE

7 710 047

  7 886 186

 2.3

16 600 031

 15 813 811

 -4.7

MA

1 565 098

  1 423 758

 -9.0

 3 912 504 

2 797 779

  -28.5

PI

1 316 414

 1 348 500

 2.4

 3 052 743

  2 912 315 

-4.6

CE

 917 914

957 762     

4,3

224 997    

     933 390

314,8

RN

  26 802   

   75 315   

181,0

   11 154

   33 229

  197.9

PB

 95 120

   215 239

 126.3

 18

 171 980

 817.2

PE

195 053

  367 096

88.2

 63 322

189 363

 199,0

AL

 58 780 

82 229

 39.9

 48 226

62 181

28,9

SE

. 166 136

200 178

 20.5

530 763

  845 766

59,3

BA

3 368 730

 3 216 109 

-4.5

 8 737 569

 7 867 804

 -10.0

Fonte> IBGE-LSPAAbril16. Elaboração Agência Prodetec.

Queda nos polos principais

O novo levantamento do IBGE, o quarto do ano, mostra redução substancial da atividade agrícola nos dois principais centros do agronegócio do Nordeste. De fato, a produção estimada para a Bahia agrega perda da ordem de 10% quando comparado com os números obtidos em 2015. No Maranhão, o baque foi muito maior, 28,5%. No Piauí, terceiro maior produtor regional, a queda foi um pouco menor (4,6%).

A expectativa da produção baiana é de 7.868 mil toneladas ante 8.737 mil toneladas no ano anterior, decréscimo atribuído aos problemas decorrentes da irregularidade das chuvas no Oeste do Estado. Na Bahia, o retrocesso na área colhida deve atingir 4,5%, totalizando 3,2 milhões de hectares contra 3,3 milhões em 2015.

O fator pluvial também afetou a produção do Maranhão, onde a deve alcançar 2,8 milhões de toneladas (3,9 milhões em 2015). A queda na área foi menor (9%). No Piauí, a expectativa é de expansão na área colhida (2,4%), mas decréscimo de na safra (1,3 milhão de toneladas).

Em alguns estados do Nordeste, em virtude da produção irrelevante do ano anterior, alguns estados esperam aumentos espetaculares na safra deste ano. É o caso da Paraíba (817,2%), Ceará (314,8%), Pernambuco (199%) e Rio Grande do Norte (197,8%).

Distribuição regional

A safra nordestina tem pouca participação no conjunto nacional, apenas 7,7%, mas quase o dobro da obtida no Norte (3,5%). O Centro-Oeste responde por 42,3% da safra, seguindo-se Sul (36,3%) e Sudeste (10,2%).

O volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas entre as grandes regiões brasileiras é a seguinte: Centro-Oeste (87 milhões de toneladas), Sul (74,6 milhões de toneladas), Sudeste (20,9 milhões de toneladas), Nordeste (15,8 milhões de toneladas) e Norte (7,1 milhões de toneladas). Na comparação com a safra de 2015, espera-se aumento de 8,3% na região Sudeste e redução nas demais: 8,2% no Norte, 4,7% no Nordeste, 3,2% no Centro-Oeste e de 1,7% no Sul.

O estado do Mato Grosso continua a liderar a agricultura nacional, com participação de 25,1% do total da safra, seguido pelo Paraná (18,3%) e Rio Grande do Sul (15%).

Produtos principais

A safra nordestina de grãos concentra-se basicamente nas culturas de soja e milho, embora o algodão em caroço e o feijão também sejam representativos A queda de 24% prevista na produção de soja coloca o milho como principal grão cultivado no Nordeste.

A safra de milho deve alcançar 7.285 mil toneladas, avanço de 21,6% sobre a de 2015, enquanto a área colhida situa-se por volta de 2.652 mil hectares, 8,2% maior que a d safra anterior.

A estimativa para a soja é de uma produção em torno de 6.374 mil toneladas, para uma área de 2.842 mil hectares, 0,8% inferior à registrada em 2015.

Por sua vez, a cultura do algodão em caroço enfrentou graves problemas na Bahia, segundo maior produtor nacional, aguardando-se uma retração da ordem de 28% na atividade, em virtude do agravamento da seca. A área com algodão no Nordeste também deve recuar (-12,6%).

No caso do feijão, a expectativa é de avanço tanto na área (+10,5), totalizando 1.578 mil hectares, quanto na produção (+31,3%), para 868,2 mil toneladas.

Postada em 11 maio 2016.

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