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CONAB REDUZ PERSPECTIVA DE SAFRA DE GRÃOS DO NORDESTE

Brasília (Agência Prodetec) – A se confirmar os prognósticos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de grãos do Nordeste para a safra 2015/2016 deve diminuir quase um terço em relação à safra passada. A estimativa é de 11,2 milhões de toneladas ante 16,6 milhões de toneladas em 2014/2015, total que representa apenas 5,7% da safra prevista para o Brasil como um todo (196,5 milhões de toneladas).

Em relação à safra anterior, o decréscimo é de 32,6% para o Nordeste e de 5,4% para o país como um todo. No caso da área plantada prevista é de 7,5 milhões de hectares nos estados nordestinos, o equivalente a 7,7% da área nacional (58,17 milhões de hectares). Na comparação com a safra 2014/2015, houve decréscimo de área da ordem de 7,2% em termos regionais contra 0,4% no país.


Os dados divulgados pela Conab mostram que as condições climáticas mais uma vez prejudicaram a produção nordestina de grãos, afetando com intensidade a produtividade das culturas mais representativas. O rendimento das culturas caiu de 2.049 quilos por hectare, em 2014/15 para 1.488 kg/ha, na atual safra, perda de 27,4% no período.

Em alguns estados do Nordeste o rendimento das culturas de grãos caiu de forma mais acentuada na comparação com a safra passada. É o caso, por exemplo, dos três maiores polos agrícolas da região: Piauí (-48,9%), Bahia (24,2%) e Maranhão (21,3%). O dado positivo é a recuperação da produtividade por parte da Paraíba (51,9%) e do Ceará (37,1%) como indica a tabela abaixo.

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Culturas principais

Algodão: Segunda maior produtora de algodão do país, o Nordeste vai ser bastante afetado pela irregularidade das chuvas, prejudicando o desempenho da safra nacional. As perdas são estimadas em 15,1%, com destaque para a Bahia onde se verificará decréscimo de área (13,7%) e produtividade (17,7%).

No caso do arroz, os técnicos da Conab constataram redução significativa no plantio no principal estado produtor, o Maranhão, seguindo a tendência nacional. Lá, a área cultivada (178 mil hectares) diminuiu 49,1% na comparação com a safra 2014/15 e a produtividade média de 1.430 kg/ha, superou em 0,8% a aferida na safra passada. Como a mesma situação foi observada no Piauí, no geral, a produção regional deve cair 43,8%, de 686,3 mil toneladas para 385,8 mil toneladas.

A estimativa é de que a safra regional de feijão também deve acusar queda de 21%, totalizando 561,9 mil toneladas ante 709,2 mil toneladas na safra 2014/2015. A cultura foi ruim tanto na Bahia (-24,5%) como no Ceará (22%), os dois maiores polos de feijão no Nordeste. Esses dois estados também se destacam no cultivo da mamona, mas a perspectiva é de recuo de 26,5% na safra, de 46,8 mil para 34,4 mil toneladas.

Milho

Conforme a Conab, a adversidade climática no nordeste também afetou a cultura do milho, sobretudo no Piauí, Maranhão e Bahia, os três maiores polos de cultivo. A estimativa é de recuo da ordem de 27,5% na produção na safra 2015/16 ante a safra anterior.

No Maranhão, houve redução de 30,7% na área plantada e de 30,6% no total da produção enquanto no Piauí houve aumento de 31% na área, mas queda de 26% na safra em virtude do recuo ocorrido na produtividade (39%).
A produção baiana de milho, por sua vez, deve apresentar decréscimo de 40%, para 1.665,4 mil toneladas, consequência de diminuição na área (20,4%) e na produtividade (24,6%).

A safra regional de milho em 2015/2016 foi estimada em 4.524,9 mil
toneladas ante 6.243,1 mil toneladas na safra passada.

Soja

A exemplo das outras culturas, a da soja foi igualmente prejudicada pela irregularidade das chuvas nas regiões produtoras do Nordeste. Na Bahia, por exemplo, em que pese o aumento na área plantada (1.526,4 mil hectares) espera-se queda de 23,2% na produção, para 3.210,0 mil toneladas, contra 4.180,7 mil toneladas na safra anterior.

No Piauí, a cultura sofreu um grande baque (58%) na produtividade por causa das adversidades climáticas ocorridas no estado, ficando em 1.143 quilos por hectare. A produção estimada é de apenas 645,8 mil toneladas, 64,8% abaixo da safra anterior (1.833,8 mil toneladas).

A produção maranhense de soja, segundo a Conab, foi prejudicada por altas temperaturas e chuvas irregulares, além de problemas de sanidade com incidência da mosca branca. A área plantada ficou praticamente estável (-1%), mas a produção recuou 41,2%, de 2.069,6 mil toneladas na safra passada para 1.216,3 mil toneladas, na atual.

Postada em 10 junho 2016.

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