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NORDESTE. INDÚSTRIA REAGE NO CEARÁ, MAS SEGUE NEGATIVA NA BAHIA E EM PERNAMBUCO

A atividade industrial no Nordeste ficou positiva em maio em relação ao mês anterior, de acordo com a pesquisa do IBGE Indicadores Conjunturais da Indústria, divulgada hoje (7). A variação regional foi de 1,6%, mas permaneceu negativa para Pernambuco (-1,1%), Bahia (-0,3%) enquanto o Ceará registrou crescimento de 1,4%.

Em termos nacionais variação foi nula (0,0%), sendo que em oito dos 14 locais pesquisados foram apuradas taxas negativas, com destaque para Paraná (-3,5%), Goiás (-2,3%), Pará (-1,9%) e São Paulo (-1,6%).

Na comparação com maio de 2015, o panorama ainda é de queda (7,8%) na atividade industrial do país, com recuo em 12 dos 15 locais da sondagem, com destaque para Goiás (-8,5%), Rio de Janeiro (-7,6%) e Minas Gerais (-7,2%), No Nordeste, o aumento foi de 0,3%, prejudicado pelo desempenho de Pernambuco (-3,8%), Bahia (-2,9%) e Ceará (-2,3%), estes últimos sobressaindo-se entre os "menos ruins".

No caso do Nordeste, segundo o IBGE, oito das quinze atividades investigadas assinalaram aumento na produção, com destaque positivo para os setores de outros produtos químicos (10,2%), de metalurgia (19,5%) e de veículos automotores, reboques e carrocerias (12,6%). Também contribuíram os segmentos de bebidas (9,5%), de celulose, papel e produtos de papel (7,3%) e de produtos têxteis (6,6%).

Na outra ponta, a atividade industrial da região foi influenciada negativamente pelo desempenho do setor de minerais não-metálicos (-22,4%, com menor produção de cimento, ladrilhos, placas e azulejos de cerâmica, garrafas, garrafões e frascos de vidro para embalagem e massa de concreto preparada para construção. Também houve recuo nos ramos extrativista (-9,0%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-18,4%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,2%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-9,9%).

Acumulado anual

No acumulado do ano, a indústria de Pernambuco mostra queda acentuada relativamente ao mesmo período do ano passado: -18,7% ante -9,8% da média nacional, colocando-se como o terceiro pior resultado, após Espírito Santo (-21,6%) e Amazonas (-18,8%).

Enquanto na Bahia, a atividade industrial registrou aumento de 1,2%, Ceará (-5,8%) e região Nordeste (-3,2%) completaram o conjunto de locais com resultados negativos no índice acumulado em 2016. O setor industrial baiano foi beneficiado pelo maior dinamismo dos segmentos de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel e gasolina automotiva) e metalurgia (barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre).

Conforme a pesquisa do IBGE, o principal impacto negativo sobre o total global foi observado no setor de produtos alimentícios (-20,8%), bem assim o decremento de atividades como as de produtos de minerais não-metálicos (-18,7%), de indústrias extrativas (-7,8%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-18,6%), de produtos têxteis (-11,9%) e de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-4,9%).

Comportamento em 12 meses

Quando considerada a taxa anualizada, ou seja, o comportamento setorial nos últimos 12 meses, a atividade industrial mostra recuo em 13 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE. O indicador nacional em maio (-9,5%) praticamente repete o observado nos dois meses anteriores (-9,6%).

Em termos regionais, alguns locais apresentaram maior dinamismo na comparação com os índices obtidos em abril. É o caso do Ceará (de -9,3% para -8,5%).

prodetec-27-07-16

Postada em 7 jul 2016.

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