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ECONOMIA. AMBIENTE DESFAVORÁVEL DO PAÍS PREJUDICA DESEMPENHO DO NORDESTE

Brasília (Agência Prodetec) – A atividade econômica do Nordeste continua a apresentar desempenho negativo, consequência da trajetória desfavorável experimentada pelo próprio país nos últimos anos. A análise do Banco Central para o segundo trimestre encerrado em maio indicam retrações do PIB da Bahia (1,2%), de Pernambuco (2,4%) e do Ceará (5,5%), as três principais economias da região.

A boa notícia é que essa redução do PIB nordestino se apresentou em ritmo mais moderado, com recuo de 0,4% do IBCRNE em relação ao trimestre findo em fevereiro (1,4%), considerados dados dessazonalizados.

No acumulado de 12 meses, o indicador que mede o desempenho da atividade econômica do Nordeste diminuiu 3,9% até maio ante (3,0% no terminado em fevereiro o IBCRNE, o índice do Banco Central para medir a economia do Nordeste. 

Ainda em queda

No geral, os indicadores da economia nordestina para o trimestre março maio continuam ruins, embora a indústria tenha emergido um pouco com expectativa de dias melhores nos próximos meses.

As vendas do comércio ampliado ficaram praticamente estáveis com retração de 2,8% (2,7% em fevereiro), mas excluindose os segmentos de veículos e de material de construção, o comércio varejista contraiu 2,7% no período contra 3,7% no trimestre encerrado em fevereiro.

Em 12 meses, o panorama ainda é negativo com diminuição de 12,6% até maio, ante recuo de 10,9% em fevereiro. 

O estoque de crédito também caiu no trimestre encerrado em maio, com variação de 0,3% no trimestre e 2,3% em 12 meses. O mesmo ocorreu com a inadimplência que se situou em 4,6%, com elevação de 0,23 pontos percentuais no trimestre e 0,82 p.p. em 12 meses. Um dos pontos negativos na área de crédito foi o decréscimo dos desembolsos do BNDES para o Nordeste que alcançaram R$ 5,7 bilhões no primeiro semestre, queda de 39,7% sobre os primeiros seis meses de 2015.

No caso da indústria, a boa nova foi que a produção industrial do Nordeste aumentou 2,9% no trimestre encerrado em maio, em relação ao terminado em fevereiro, quando decresceu 3,2%, com destaques para os segmentos de produtos alimentícios (+7,3%) e bebidas (+4,4%).

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) do Nordeste atingiu 47,1 pontos em junho (39,4 pontos em março e 42,7 pontos em junho de 2015), evidenciando recuperação da confiança do empresariado e perspectivas favoráveis para a indústria da região nos próximos trimestres.

A atividade econômica no Nordeste também sofre impacto pelos resultados desfavoráveis na agropecuária, especialmente a produção de grãos prejudica pela seca, bem assim na área de serviços.

Para os técnicos do Banco Central, num contexto em que persistem desempenhos negativos em todos os setores, a recuperação da atividade nos próximos trimestres está condicionada, dentre outros fatores, à reversão da crise de confiança dos agentes econômicos mencionada e aos benefícios esperados do ajuste macroeconômico em curso.

Postada em 12 Ago.2016.

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