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SECA E CRISE ECONÔMICA TRAVAM O CRESCIMENTO DO NORDESTE

Brasília (Agência Prodetec) - De acordo com o Boletim Regional do Banco Central relativo ao trimestre encerrado em agosto a economia do Nordeste continua degringolando, consequência da crise nacional e de cinco anos seguidos de seca nos nove estados da região. O desempenho segue inferior à média observada no país como um todo, como constatado no estudo divulgado em Florianópolis e na previsão do IBCR-NE, anunciada em Brasília logo em seguida.

Segundo os técnicos do Bacen, os indicadores de demanda da economia nordestina mostraram continuidade do comportamento desfavorável do comércio e do setor de serviços, impactados pelo ambiente de aumento do desemprego, crédito mais restrito e queda na renda real.

No âmbito da oferta, destacou-se o desempenho positivo do setor industrial, que apresentou sinais de estabilização e possível retomada de crescimento, com potenciais desdobramentos favoráveis sobre as demais atividades.

Nesse cenário, o IBCR-NE recuou 1% no trimestre encerrado em agosto, em relação ao finalizado em maio, quando diminuíra 1,5%, no mesmo tipo de comparação, de acordo com dados dessazonalizados.

Desempenho estadual

Na principal economia do Nordeste, as perspectivas são pouco otimistas quanto à recuperação do Produto Interno Bruto (PIB) tendo em vista o desempenho desfavorável da agropecuária, da indústria e dos serviços.

O IBCR-BA recuou 3,5% no trimestre finalizado em agosto, em relação ao terminado em maio, quando se retraíra 1,5%, nessa base de comparação.

No Ceará, com retrações no emprego e no comércio, o IBCR-CE diminuiu 0,6% no trimestre finalizado em agosto, em relação ao terminado em maio, quando havia registrado estabilidade, segundo dados dessazonalizados. Importante destacar que, na medida em que o indicador havia apresentado retrações importantes em trimestres anteriores, sua evolução recente representa indicativo de acomodação da atividade econômica no estado.

Segundo os técnicos do Banco Central, a evolução recente dos indicadores econômicos do Ceará sugere relativa acomodação da atividade no estado. "Contudo, a maturação de importantes empreendimentos, com ênfase no início da atividade da CSP, e as perspectivas de reversão da crise de confiança dos agentes econômicos deverão favorecer a evolução da economia cearense nos próximos trimestres", afirmam.

Em Pernambuco, o quadro não é diferente tanto no âmbito da demanda como da oferta. A trajetória de indicadores divulgados mais recentemente ratifica a acomodação da atividade econômica no estado. Conforme o estudo do Bacen, o aumento de 0,6% registrado no IBCR-PE no trimestre finalizado em agosto, em relação ao finalizado em maio, quando havia variado -0,4%, nesse tipo de comparação, foi condicionado, em parte, pelo efeito estatístico do ajuste sazonal da agroindústria sucroalcooleira.

IBCR de novembro

Na sexta-feira (13), o Banco divulgou o IBCR-NE para novembro indicando estabilidade (0,0%) na comparação com o índice de outubro. Em relação a novembro de 2015, a atividade econômica regional caiu -3,7%. No acumulado do ano, o IBCR-NE ficou em -5,9% ante -5,8% em 12 meses.

O desempenho do Nordeste se apresenta abaixo do registrado para o Brasil, cuja economia sinalizou aumento de 0,2% em novembro enquanto no acumulado do ano recuou 4,6%, índice um pouco menor do que para o período de 12 meses (-4,76%).

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central é considerado uma projeção do Produto Interno Bruto (PIB) de estados, regiões e do país.

Em São Paulo, a consultoria Tendências informou que a queda do PIB do Nordeste em 2015 e 2016, deve registrar redução média de 4,3% ao ano, um desastre de grande proporção considerando que entre 2006 e 2014, a região cresceu em torno de 3,9% ao ano, um pouco acima da média nacional de 3,5%. Esse retrocesso é reflexo dos prejuízos ocasionados pela maior seca enfrentada pela Nordeste nos últimos 100 anos, agravada por uma crise sem precedentes na economia do Brasil.

O levantamento de Tendências mostra que entre 2012 e 2015 a economia nordestina sofreu revés de R$ 95,2 bilhões em seu segmento agropecuário, além de prejuízos na indústria e perdas significativas nos programas de transferências para estados e municípios em virtude da crise fiscal.

Bahia

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