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AGRICULTURA NORDESTE: PLANTIO E EXPORTAÇÃO DE MELANCIA REGISTRAM AVANÇOS NA REGIÃO

A cultura da melancia experimentou bom crescimento nos últimos anos no Nordeste, tanto em termos de produção quanto de vendas para o exterior. Um relatório do BNB-Etene sobre a atividade indica que o Nordeste produziu 608 mil toneladas de melancia em 2008, com incremento de 49,5% sobre 2001, menos de um terço da safra nacional de 1.995 mil toneladas, cujo avanço no período foi de 37,6%.

O valor da produção alcançou R$ 602 milhões, com participação de R$ 203,4 milhões (34%) do Nordeste. No caso das exportações regionais, houve um crescimento de 86% entre 2006 e 2008, passando de US$ 9,7 milhões para US$ 18,1 milhões. No ano passado, verificou-se um ligeiro recuo nas vendas, totalizando US$ 15,7 milhões.

Trazida da África para o Brasil pelos colonizadores, a melancia encontrou no país clima e solo excepcionais para se desenvolver, especialmente nas áreas quentes e secas do Nordeste que proporcionam mais de uma safra anual.

Rentabilidade e mercado

Com base em informações sobre custo, venda e produtividade da melancia de regiões do Nordeste, o economista Jackson Coêlho, pesquisador do BNB-Etene, afirma que dependendo da época e das condições de mercado (safra e entressafra), a rentabilidade do negócio pode superar 50% em períodos inferiores a três meses.

Além desse retorno, a demanda por melancia ainda está em expansão, visto que o seu consumo per capita no país é muito pequeno (2,5kg/ano). De outro lado, o mercado internacional oferece boas perspectivas como atestam os produtores de Ceará e Rio Grande do Norte, os principais exportadores dessa cucurbitácea que o brasileiro em geral nomina como fruta.

Conforme o estudo do BNB-Etene, o consumo de melancia pode aumentar nos próximos anos em função de seus benefícios à saúde, da melhoria da renda das camadas mais pobres da população e do desenvolvimento de novas variedades de melancia mais resistentes, menores e sem sementes.

Outros pontos favoráveis: o produto ainda é pouco aproveitado em escala agroindustrial (doces, sucos, compotas, etc.) e é relativamente desconhecido quanto a suas propriedades terapêuticas.

Sugestões e recomendações

O relatório elaborado pelo ETENE contém uma série de sugestões e recomendações com o objetivo de melhorar o cultivo e incrementar os negócios com melancia no Nordeste.

  • Apoiar a pesquisa visando a gerar tecnologias competitivas para os produtores em geral.
  • Incentivar a utilização da melancia como matéria prima para a agroindústria (fabricação de doces, geleias, compotas, sorvetes, sucos, produção de fibras para ração animal).
  • Apoiar estudos que possibilitem ampliar o tempo de vida útil pós-colheita além de três semanas, o que aumentaria a comercialização e viabilizaria a oferta nos mercados mais distantes.
  • Adotar ações para fomentar o consumo interno, com grande potencial de crescimento;
  • Apoiar iniciativas que disponibilizem informações de mercado para o produtor.

mel.ima

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