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NORDESTE EXPORTAÇÃO: CAFÉ ENGORDA BALANÇA COMERCIAL DA REGIÃO

Fortaleza 2 Abr.2010 (Agência Prodetec) – Os produtores de café do Nordeste já conseguem marcar presença na pauta de exportação regional. No ano passado, as vendas de café verde e torrado para o exterior totalizam US$ 98 milhões, ficando entre os 13 produtos que mais contribuíram para o total obtido pelo agronegócio regional.

Em relação ao primeiro semestre do ano (US$ 46,5 milhões) o valor mais do que dobrou. Contudo, sua participação no conjunto das exportações do agronegócio regional ainda é tímida: apenas 1,6% do montante de US$ 6,1 bilhões registrados no final de 2009.

O estado da Bahia concentra as vendas externas, com 91% do total, bem assim a produção regional. Com base nos dados da Conab para 2009, a Bahia obteve a quarta maior produção do País, com 1.874 mil sacas de café beneficiado.

VBP regional
De acordo com a revista Conjuntura Econômica, editada pelo BNB-Etene (www.bnb.gov.br/etene/publicações/consulta), a produção regional de café beneficiado alcançou 169 mil toneladas, em 2008, e 181 mil toneladas, em 2009. No mesmo período, o valor bruto de produção (VBP) passou de R$ 510,6 milhões para R$ 629,5 milhões, senso a sétima maior entre as lavouras permanentes, atrás de banana, mamão, cacau, uva, coco e manga.

Para 2010, da produção esperada de 47,3 milhões de sacas, a Bahia deverá contribuir com 2,5 milhões de sacas, aumento de 31,5% sobre a safra anterior. A área cultivada em 2010 no estado cresceu 10,6%, alcançando 139,6 mil hectares, conforme o primeiro levantamento de safra para o setor, feito pela Conab. O café da Bahia e cultivado principalmente na região do planalto e no litoral, mas também está presente nos cerrados onde já são colhidas quase meio milhão de sacas.

No final da década de noventa, o Banco do Nordeste e a Governo da Bahia executaram um programa especial destinado a recuperar e ampliar a cultura cafeeira no Estado. De início, o programa abrangeu 11 municípios da região do Planalto da Conquista, estendendo-se depois a outras áreas da Bahia onde a cafeicultura era base econômica ou despontava com grande potencial, a exemplo das regiões da Chapada Diamantina, Jequié/Brejões, Extremo Sul, Baixo Sul e Oeste. A meta era elevar a produção estadual para mais de um milhão de sacas na época.

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