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NORDESTE EXPORTAÇÃO: CRISE MUDA PERFIL DAS VENDAS REGIONAIS

Fortaleza, 13 Dez.2009 (Agência Prodetec) - A crise financeira internacional deflagrada a partir de setembro de 2008 determinou algumas mudanças no perfil das exportações nordestinas.

No período compreendido entre janeiro e agosto de 2009, por exemplo, constatam-se algumas mudanças de posição dos principais produtos exportados pela região. Sétimo maior destaque na pauta externa no acumulado de janeiro a agosto de 2008, a área de grãos – soja, sobretudo - passou a ocupar agora a primeira posição, com 11% do total vendido pelo Nordeste no comércio internacional, desbancando produtos seculares como o açúcar.

De acordo com a revista Conjuntura Econômica, (www.bnb.gov.br/etene/publicações/consulta), o segmento gerou divisas no montante de US$ 777 milhões, mais de duas vezes e meia o obtido com frutas ou com calçados e um pouco mais do que rendeu a celulose. A quase totalidade (95,8%) ficou na Bahia (US$ 445 milhões) e no Maranhão (US$ 299 milhões).

Nos estados

Em âmbito estadual, o item "sementes, frutos, oleaginosas, grãos etc." (capítulo 12 da NCM - Nomenclatura Comum do Mercosul) alcançou o terceiro lugar no conjunto das exportações baianas, com 10%, depois dos capítulos "produtos químicos orgânicos" (12%) e "pasta de madeira ou outras matérias fibrosas etc." (18%).

No Maranhão, as vendas desse mesmo capítulo, com predominância do grão de soja, ultrapassaram em muito as de ferro e alumínio, produtos fortemente afetados pela desaceleração econômica mundial. A soja participou com 34% da pauta exportadora maranhense contra 22% de alumínio e 23% do ferro e aço.

A soja em grãos e seus derivados, estes enquadrados em capítulo específico (23) da NCM, também entraram vigorosamente no comércio externo do Piauí, No acumulado de 2009, até agosto, esses dois capítulos responderam, respectivamente, por 29% e 33% do volume exportado pelo Estado (US$ 107,5 milhões).

Consultora do Etene e professora da UFC, Inês Batista Castro lembra que as vendas referentes ao capitulo 23 da NCM foram igualmente expressivas no estado da Bahia, com 5% do total.

Ela também chama a atenção para o fato de a China concentrar mais de um terço da aquisição dos grãos produzidos pelo Nordeste.

Para saber mais: www.bnb.gov.br/etene/publicacoes/consulta.

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