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PAUTA DE EXPORTAÇÃO DO NORDESTE AINDA DEPENDE DE POUCOS PRODUTOS

Brasília, 30 Jul.2013 (Agência Prodetec) – Na maioria dos estados nordestinos, a pauta de produtos exportados continua cada vez mais concentrada.

Em Alagoas, por exemplo, o segmento sucroalcooleiro respondeu por 99% das vendas externas no primeiro semestre deste ano. No Maranhão, a área de minérios representou mais de dois terços das exportações enquanto na Paraíba 54,6% das divisas foram oriundas da indústria de calçados.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior (MDIC), os dados dos primeiros seis meses de 2013 indicam que Alagoas é o estado da região onde a pauta está mais concentrada, seguindo-se Maranhão, Paraíba, Sergipe e Piauí.

Do montante exportado por Alagoas no período (US$ 599,3 milhões), 99% procedem do segmento sucroalcooleiro, especialmente açúcar, com 95%. O restante corresponde à participação de álcool etílico, cujas vendas observaram queda de 46,4% na comparação 1ºsem.2012/1ºsem./2013.

Minérios

A pauta do Maranhão também é bastante concentrada. No conjunto, o setor de mineração respondeu por 68,5% das vendas externas no semestre, mesmo com o declínio de 97,8% no item minérios de ferro aglomerados e seus concentrados. As vendas desse produto despencaram de US$ 323,8 milhões para apenas US$ 6,9 milhões.

Na Paraíba, que exportou US$ 105 milhões no primeiro semestre deste ano, mais da metade (54,6%) teve origem na indústria calçadista, com destaque para calçados de borracha (50,6%).

Já em Sergipe, onde as exportações alcançaram US$ 44,2 milhões, o sujo de laranja liderou a pauta com 52% desse total, registrando-se um grande declínio sobre o desempenho do primeiro semestre de 2012 quando foram exportados cerca de US$ 47 milhões.

No Piauí, a soja representou 48,3% das vendas ou US$ 34,7 milhões, seguida pelo item ceras vegetais, com US$ 21,6 milhões, equivalentes a 30,1% do total de US$ 71,9 milhões vendido pelo Estado.

A pauta pernambucana, a exemplo de Alagoas, foi fortemente influenciada pela indústria açucareira. Dos US$ 370,6 milhões exportados pelo estado, 44,8% foram assegurados pelo segmento.

Menor dependência

Nos demais estados nordestinos a dependência de um ou dois produtos foi um pouco menor. No Rio Grande do Norte, por exemplo, as frutas frescas prevaleceram com, aproximadamente, um quarto do volume de divisas obtido pelo estado na primeira metade do ano (US$ 107,6 milhões). As vendas da amêndoa de castanha, por sua vez, totalizaram US$ 14,5 milhões (13,4%).

No Ceará, 26% das exportações semestrais de US$ 542,2 milhões foram garantidos pelo setor de calçados e 16,7% pela áreas de couros e peles.

Maior exportador do Nordeste, com negócios da ordem de US$ 4.691 milhões no semestre, a Bahia teve no segmento de celulose/papel a maior representatividade da pauta, com aproximadamente 17% do total. Seguiu-se, pela ordem, soja, com 11,1%, e "fuel-oil", com 11,1%.

nce1s

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