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EXPORTAÇÃO CAI E AUMENTA EM 82% DÉFICIT DA BALANÇA COMERCIAL DO NORDESTE

Brasília, 10 Set.2013 (Agência Prodetec) – Uma boa parte do déficit acumulado pela balança comercial brasileira teve origem no Nordeste. A região, historicamente superavitária em suas trocas com o mercado internacional, hoje contribui para o saldo negativo observado no país.

No primeiro semestre de 2013, o déficit regional somou US$ 6.538 milhões, aumento de 82% sobre o mesmo período do ano passado quando atingiu US$ 3.585 milhões. Em âmbito nacional, o saldo também foi negativo, cerca de US$ 3,1 bilhões.

Esse quadro na região resulta de vendas externas da ordem de US$ 7.701 milhões e compras no montante de US$ 14.239 milhões entre janeiro e junho. No mesmo período de 2012, as exportações alcançaram US$ 9.130 milhões contra US$ 10.785 milhões de importações.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento (Secex), no país como um todo, a movimentação entre janeiro e junho totalizou US$ 114.424 milhões em vendas e US$ 117.515 milhões em compras externas.

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Estados Unidos e Índia

O maior déficit da balança comercial nordestina continua sendo com os Estados Unidos: US$ 2,1 bilhões no primeiro semestre deste ano ante US$ 883 milhões no mesmo período do ano passado. Considerado o acumulado anual, o superávit norte-americano somou US$ 2,2 bilhões, em 2012, US$ 2,1 bilhões em 2011 e US$ 485 milhões em 2010.

A Índia aparece também com saldo positivo relevante nas trocas com o Nordeste, tendo desbancado fornecedores tradicionais como Argentina, China e Chile. Entre janeiro e junho deste ano, o déficit regional em relação aos indianos alcançou US$ 875,8 milhões, quase um quarto abaixo do total registrado no mesmo período de 2012 (US$ 1.071 milhões).

Em termos anuais, o superávit da Índia em relação ao Nordeste atingiu US$ 1,6 bilhão em 2012, US$ 1,7 bilhão em 2011 e US$ 0,8 bilhão, em 2010. Vale salientar que esses totais continuam se sobressaindo devido ao fato de as exportações nordestinas para aquele país asiático terem pouco significado no conjunto das vendas externas da região.

Chile e Argentina

As trocas comerciais entre Nordeste e Argentina favoreceram os portenhos em US$ 571 milhões no primeiro semestre do ano ante US$ 261 milhões no mesmo período de 2012. As vendas do Nordeste para o país vizinho alcançaram US$ 746,4 milhões contra US$ 1.318 milhões de importações.

O déficit regional foi um pouco maior com relação ao Chile: US$ 608,6 milhões e US$ 286 milhões, respectivamente. As exportações para os chilenos atingiram apenas US$ 55,6 milhões no semestre, 26% a menos que no mesmo semestre de 2012 (US$ 75,9 milhões). Mantida a média, a cifra deverá superar o registrado em 2012 (US$ 618 milhões) e 2011 (US$ 961 milhões).

No caso da China, a queda foi drástica. Nos primeiros quatro meses do ano o déficit alcançou US$ 158 milhões contra US$ 237 milhões em igual intervalo de 2012. Considerado todo o exercício de 2012, o superávit chinês cravou US$ 1,8 bilhão contra apenas US$ 26 milhões em 2011.
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