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2015, MAIS UM ANO DE DÉFICIT NA BALANÇA COMERCIAL DO NORDESTE

Brasília, 10 Fev 2016 (Agência Prodetec) - De acordo com os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), 2015 foi mais um ano de saldos negativos para o comércio externo do Nordeste. As exportações alcançaram US$ 14,6 bilhões, queda de quase 8% comparativamente a 2014, e US$ 1,2 bilhão abaixo do patamar registrado no começo da década, em termos nominais.

As importações regionais, por sua vez, atingiram a cifra de US$ 21,4 bilhões, retração de 25% sobre o saldo de 2014. Com isso, o saldo da balança comercial do Nordeste foi negativo, mais uma vez, em cerca de US$ 6,8 bilhões, ainda que aquém dos US$ 12,8 bilhões do ano anterior. Em âmbito nacional, a situação foi de superávit (US$ 19.681 bilhões).

O desempenho regional foi impactado por fatores internos e externos como a crise nos principais parceiros comerciais do Nordeste, o declínio dos preços internacionais de commodities e a deterioração nos indicadores da economia brasileira.

Desde 2010, as compras nordestinas no exterior apresentam crescimento superior às vendas, assim se mantendo em 2015 mesmo com a desvalorização do real frente ao dólar. A tabela abaixo mostra a movimentação do comércio exterior do Nordeste entre 2011 e 2015.

ANO

EXPORTAÇÕES – US$ 1,00

IMPORTAÇÕES – US$ 1,00

SALDOS – US$ 1,00

2011

                18.845.432.667

                24.132.443.412

-5.287.010.745

2012

                18.773.212.742

                26.006.587.286

-7.233.374.544

2013

                17.270.151.753

                27.739.974.325

-10.469.822.572

2014

                15.914.071.507

                28.712.707.097

-12.798.635.590

2015

                14.655.435.699

                21.426.982.272

-6.771.546.573

Fonte: MDIC. Elaboração Agência Prodetec.

Concentração em grandes grupos

Em 2015, o Nordeste exportou o equivalente a 7,6% das exportações brasileiras de US$ 191.134 milhões. Do total das vendas nordestinas, 44% resultaram da ação de dez grandes grupos empresariais: Bahia Celulose, Paranapanema, Petrobras, Braskem, Cargill, Alcoa World, Bunge Alimentos, Ford, BHP Billiton e Veracel Celulose. O volume exportado e a participação de cada uma delas na pauta estadual podem ser vistos na tabela abaixo.

EMPRESA

EXPORTAÇÕES – US$ 1,00

PART.(%) NO TOTAL

BAHIA SUL CELULOSE

       1.535.042.686

10,47

PARANAPANEMA

           869.768.879

5,93

PETROBRAS

           784.539.607

5,35

BRASKEM

           707.372.646

4,83

CARGILL AGRICOLA

           586.518.137

4,00

ALCOA WORLD

           451.895.051

3,08

BUNGE ALIMENTOS

           416.292.883

2,84

FORD

           409.356.225

2,79

BHP BILLITON METAIS

           360.094.059

2,46

VERACEL CELULOSE

           318.976.358

2,18

Fonte: MDIC. Elaboração Agência Prodetec.

Considerados os dez principais produtos exportados pelo Nordeste, as maiores variações de receita de vendas foram: catodos de cobre (+89%), pasta de madeira (11,7%), soja (9,1%) e alumina (8,1%). Os demais experimentaram quedas expressivas, caso do "fuel-oil" (61,2%), ferro fundido bruto (27,1%), açúcar (20%) e bagaço de soja (18,4%) e algodão (9,7%). A menor retração ocorreu no capítulo automóveis com motor a explosão (-6,2%).

Em termos absolutos, a soja em grão colocou-se em primeiro lugar com US$ 1.988 milhões, seguindo-se pasta química de madeira (US$ 1.781 milhões), alumina calcinada (US$ 1.062 milhões), "fuel-oil" (611,1 milhões), catodos de cobre (US$ 559,2 milhões), açúcar (US$ 509 milhões), algodão (US$ 415,1 milhões), bagaço de soja (US$ 372,9 milhões), automóveis (US$ 372,3 milhões) e ferro fundido bruto (US$ 281,4 milhões).

Distribuição espacial

O Nordeste apresentou reduções significativas em suas importações ao longo do ano, mas mesmo assim somente três estados conseguiram obter superávit em sua balança comercial: Piauí, Rio Grande do Norte e Alagoas. Eles somaram US$ 291,4 milhões, US$ 70,5 milhões e US$ 51,3 milhões, respectivamente.

Segundo e terceiro maiores importadores regionais, os estados de Pernambuco (-US$ 4.020 milhões) e Maranhão (-US$ 3.050 milhões) registraram os maiores déficits da balança comercial do Nordeste, no ano passado, seguidos pelo Ceará, com US$ 1.643 milhões.

NORDESTE. SALDO DA BALANÇA COMERCIAL POR ESTADO – 2015

ESTADO

SALDO 2015 – US$ Mil

SALDO 2014 – US$ Mil

Maranhão

-3.050.173

-4.273.227

Piauí

291.246

9.622

Ceará

-1.643.807

-1.530.984

Rio Grande do Norte

70.511

-62.343

Paraíba

-428.438

-476.962

Pernambuco

-4.020.021

-6.389.268

Alagoas

51.358

47.929

Sergipe

-118.160

-152.270

Bahia

-403.691

28.868

NORDESTE

-6.771.546

-12.798.635

 

Fonte: MDIC. Elaboração Agência Prodetec.

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