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NORDESTE INTENSIFICA EXPORTAÇÃO DE DIAMANTE
Imagem Lipari Mineração
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 Exploração da mina de diamante em Nordestina, interior da Bahia.

 

Brasília (Agência Prodetec) – O estado da Bahia intensifica a exportação de pedras preciosas com a inclusão de diamantes na pauta. Trata-se de um item que tende a ganhar relevância no comércio exterior do Nordeste, a partir da exploração das reservas descobertas nas regiões polarizadas pelas cidades de Nordestina, na Bahia, e Gilbués, no Piauí.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), nos primeiros quatro meses deste ano a Bahia somou vendas da ordem de US$ 12,2 milhões, equivalentes a 12 quilos de diamantes (pedra bruta). No ano passado, esse montante alcançou US$ 18,8 milhões para um embarque de 20 quilos.

Os diamantes nordestinos procedem basicamente do município baiano de Nordestina, onde foi localizada a primeira jazida de diamante em fontes primárias do Brasil a partir de pesquisas e investimentos efetuados por um grupo empresarial integrados por chineses e belgas na empresa Lipari Mineração.

Para a direção da Companhia Baiana de Produção Mineral .a estimativa de vida útil da mina gira em torno de dez anos ou mais, caso as pesquisas se confirmem.

Reservas

Segundo a CBPM, a reserva da mina pode alcançar a 2 milhões de quilates e uma produção estimada de 300 mil quilates/ano, que é feita a céu aberto. Com isso, e mais a perspectiva de intensificação da jazida de Gilbués (PI), o Brasil volta a figurar no mapa mundial da indústria de diamantes.

A exportação de diamantes explorados em Diamantina, média de três quilos de pedras brutas por mês, já se reflete na economia local, seja pela criação de novas oportunidades de emprego, seja pela geração de impostos que vão resultar em melhorias para a população do município.

Todo o diamante produzido em Nordestina foi exportado para os Emirados Árabes, um dos principais polos de lapidação do mundo, ao lado de Tel-Aviv, em Israel, e Antuérpia, na Bélgica.

Alem da confecção de joias, o diamantina também é usado em inúmeras outras aplicações, entre outras, para elaboração de coroas diamantadas para sondagem mineral, serras diamantadas, cortador de vidro, brocas de perfuração de poços de petróleo, fabricação de esmeril, lentes para equipamentos de radiação a laser, instrumentos cirúrgicos, circuitos eletrônicos, suporte de disco na indústria de computadores e ferramentas de polimento de rochas.

Produção piauiense

No Sudoeste do Piauí, a exploração do diamante em termos comerciais está em andamento a partir de um projeto da DM Mineração, com viabilidade técnica e econômica já atestada. O aproveitamento da reserva, localizada no município de Gilbués, cerca de 800 km de Teresina, já foi autorizado pelas autoridades ambientais e abrange uma área de 1,3 mil hectares.

Descoberta em 2011 pelos técnicos da Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM),a jazida teria potencial avaliado em dois milhões de quilates - o equivalente a 400 toneladas de pedra preciosa.

Na região de Gilbués, município que enfrenta sérios problemas de desertificação, já existe a garimpagem do diamante, em geral de forma ilegal.

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