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CAI PELA METADE ÍNDICE DE AUMENTO DAS VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA CEARENSE

(Agência Prodetec) – Os dados da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, divulgados recentemente, mostram que as vendas do comércio varejista ampliado no Ceará caíram mais de 50% no período janeiro-maio de 2012 comparativamente ao desempenho observado em intervalo idêntico de 2011. O desempenho apurado pelo IBGE alcançou 5,4% nos cinco primeiros meses do ano ante 11,1% no mesmo período do ano passado, ficando abaixo da média nacional de 5,8%. A performance do Estado foi a terceira pior na região, depois de Sergipe (4,7%) e Rio Grande do Norte (3,6%).

Entre os estados nordestinos, o melhor desempenho ocorreu no Piauí, com crescimento de 10,4%, seguido da Bahia (7,8%). Pernambuco (7%), Maranhão (6,8%) e Paraíba (6,6%) também situaram-se acima da média geral do país.

De acordo com o IBGE, o destaque no Ceará ficou para os grupos "combustíveis e lubrificantes", com expansão de 18,8%, e "móveis e eletrodomésticos" (17,9%). Outros dois grupos também acusaram bom desempenho nas vendas: o de "artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumarias" (12,7%) e o de "material de construção" (10,9%). Na contramão, registraram quedas as atividades "livros, jornais, revistas e papelaria" (-6,8%); "equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação" (-14,4%); "veículos, motos, partes e peças" (-1,1%).

Nordeste. Crescimento do Comércio Varejista

Ampliado – Acumulado Jan.-Mai/2011 e 2012

Estado

Jan-Maio/2011

Jan-Mai/2012

Alagoas

6,3%

7,6%

Bahia

7,2%

7,8%

Ceará

11,1%

5,4%

Maranhão

13,2%

6,8%

Paraíba

15,0%

6,6%

Pernambuco

8,4%

7,0%

Piauí

4,0%

10,4%

Rio Grande do Norte

7,5%

3,6%

Sergipe

1,7%

4,7%

 

O comércio varejista ampliado abrange dez grupos de atividades: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumarias; móveis e eletrodomésticos; livros, jornais, revistas e papelaria; outros artigos de uso pessoal e doméstico; tecidos, vestuário e calçados; hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; combustíveis e lubrificantes; equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação; material de construção; e veículos, motos, partes e peças.

Perspectivas otimistas
O desempenho mais conservador do comércio nordestino no acumulado de 2012, até o mês de maio, parece refletir cautela no comportamento dos consumidores da região. É o que atesta, por exemplo, a última edição da revista BNB Conjuntura Econômica.

Mas, segundo a publicação, embora o consumidor esteja cauteloso quanto a suas decisões de compra, as perspectivas para o desempenho do comércio varejista no segundo semestre são mais promissoras. Para os pesquisadores da revista, existem alguns indicadores nesse sentido, a exemplo da manutenção da renda do trabalho, desemprego em nível baixo e o recuo da inadimplência em julho apurado pela Serasa Experian.

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