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Caju: Produtividade nordestina é sete vezes inferior à da Nigéria

A produção e a produtividade do cajueiro nordestino continuam muito abaixo dos concorrentes internacionais, mantendo-se com os menores indicadores entre os principais produtores mundiais. No Brasil, a produtividade média no período 2005/07 alcançou 269 kg de castanha por hectare contra 2.705 kg no Vietnã, 692 kg na Índia e 1971 kg na Nigéria.

Comparando-se a produção média brasileira do triênio 2005–2007 com a do triênio 1995–1997, observa-se um crescimento de 20% ante 305% do Vietnã, 49% da Índia e 473% da Nigéria. Quanto à produtividade, no Vietnã o salto foi de 125% (de 1.204 kg para 2705 kg); na Índia, 10,7% (de 625 kg para 692 kg) enquanto na Nigéria aumentou 242%, passando de 576 kg para 1.971 kg. No Brasil, o rendimento cresceu apenas 3% durante o período mencionado, mantendo-se o país com o menor índice dentre os principais. produtores.

Vale salientar que a Nigéria desbancou Índia e Brasil do ranking internacional de produção de castanhas, cerca de 3,2 milhões de toneladas em 2007.

Tradição nordestina - O cultivo de caju, bem como a extração e o processamento de castanha constituem atividades tradicionais no Nordeste, havendo registro da adoção dessa prática há mais de cinquenta anos. A extração e o processamento de castanha de caju constituem atividades com grande potencial de geração de emprego, tanto na propriedade rural quanto nas agroindústrias. A geração de renda e divisas também é importante, haja vista a significativa demanda dos mercados internacionais pelos diversos tipos de castanha que tem gerado receitas da ordem de US$ 250 milhões/ano para o Nordeste.

Além disso, a castanha é uma das poucas “cash crops” de que atualmente dispõem os agricultores do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. Ou seja, é uma cultura intrinsecamente ligada ao mercado, gerando fluxo monetário para o produtor.

Conforme os autores do estudo- os pesquisadores Carlos Enrique Guanziroli (UFF-RJ), Hildo Meirelles de Souza Filho (USC - SP) e Aírton Saboya Valente Júnior (BNB-ETNE), a oferta de castanha de caju proveniente do Nordeste tem sido insuficiente para atender a uma demanda crescente do produto. Segundo eles, isso é consequencia da baixa produtividade do cajueiro gigante cultivado na região. Embora a variedade anão precoce apresente maior produtividade, sua implementação requer uso intensivo de insumos. "Em virtude disso, boa parcela dos produtores não tem adotado a variedade desenvolvida pela Embrapa, pois o diferencial de produtividade e a receita adicional correspondente não são atraentes”, afirmam os pesquisadores.

Mais: http://www.bnb.gov.br/projwebren/Exec/rcePDF.aspx?cd_rce=21.

RANKING DOS 10 MAIORES PRODUTORES
MUNDIAIS DE CASTANHA –  Em toneladas


1. Vietnã: 961.000                           2. Nigéria: 660.000 

3. Índia : 620.000                            4.Brasil: 176.384 

5. Indonésia: 146.000                      6.Costa do Marfim: 130.000

7. Filipinas: 118.000                         8  Tanzânia: 92.000.

9.Guiné-Bissau:81.000                     10. Moçambique: 58.000

Fonte: Food and Agricultural Organization: Depto. Económico e Social.

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