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Prosa & Verbo

AS MULHERES AGROESTRATIVISTAS DO BABAÇU – A POBREZA A SERVIÇO DA PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

O presente trabalho busca mostrar a importância de uma categoria de pequeno produtor familiar (as mulheres agroextrativistas do Maranhão ou quebradeiras decoco babaçu) que no setor agrícola local assume uma particularidade única. Não só pelo número, que representa 10% da força de trabalho da agricultura, mas,sobretudo, pelo papel que desempenha na preservação do meio ambiente, a favor da reforma agrária e no combate à exclusão social, da qual é vítima. Mostra-se ainda que o trágico quadro de pobreza em que estão inseridas essas mulheres se relaciona à devastação do seu principal meio de subsistência, o coco babaçu, e da política governamental implementada ao longo de décadas. No início dos anos 90, com a constituição de uma ONG (Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu – MIQCB), elas têm lutado para dar um outro rumo à atuação do Estado e do agronegócio no que se refere ao meio ambiente. Este segmento social assume assim um papel que constitucionalmente caberia ao Estado executar, mas do qual se omite.

Benjamin Alvino de Mesquita2

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BNB, 60 anos encurtando caminhos para o desenvolvimento

Em meio às denúncias sobre irregularidades na aprovação de projetos e liberação de recursos, o Banco do Nordeste recebeu uma boa nova na passagem de seus 60 anos de existência: a notícia de que disporá de recursos da ordem de R$ 4 bilhões para sua capitalização, até 2014, bem assim de mecanismos legais para limpar parte do passivo representado por milhares de contratos de dívidas vencidas, de responsabilidade de pequenos produtores rurais.

Ribamar Mesquita para a AGÊNCIA PRODETEC   ∏∏     Julho. 2012

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Cadeia produtiva do caju no Nordeste brasileiro

Em seu contexto mais amplo, a cadeia produtiva do caju compreende um conjunto de atividades que geram um grande número de produtos intermediários e finais. O principal produto final gerado é a Amêndoa da Castanha de Caju (ACC). Do processamento da castanha (verdadeiro fruto) resulta também o Líquido da Castanha de Caju (LCC), de elevado valor comercial. O pedúnculo, por sua vez, possibilita a produção de bebidas (notadamente o suco e a cajuína) e outros produtos (principalmente doces e ração animal). O caju é ainda vendido como fruto de mesa. Entretanto, estima-se que mais de 90% dos pedúnculos são desperdiçados, ou seja, trata-se de um subproduto pouco aproveitado na cadeia da produção de castanha.

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Maranhão: dinâmica e estagnação do setor agrícola(*)

O declínio de uma considerável parte da agropecuária maranhense está associado à mudança que vem se processando há tempos nas diversas variáveis da atividade desde a década de 70, como aquelas relacionadas com as mudanças na produção (acesso à terra, tecnologia e relações de trabalho) que continuam em andamento e se aprofundando. A chamada modernização agrícola privilegiou pouquíssimos produtores e uma atividade - a pecuária de corte - em detrimento da agricultura familiar e do extrativismo. O resultado desta intervenção é uma mudança significativa no papel de atores "tradicionais" como os posseiros, arrendatários, parceiros e pequenos proprietários9, que ainda hoje (2008) são peças importantes na produção de alimentos básicos (arroz, milho, feijão e mandioca) e também no extrativismo.

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Setor Externo: Balanço regional no 1º semestre

Inez Silvia Batista Castro

Economista. Professora da Universidade Federal do Ceará

Aline Sousa Menezes

Economista. Pesquisadora do BNB-Etene

Entre janeiro e junho de 2011, as exportações nordestinas atingiram US$ 8.459,4 milhões, 9,8% a mais que os valores registrados em igual semestre do ano passado. A soma representa apenas 7,1% do total nacional.

Cinco dos nove estados nordestinos (Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte) tiveram queda nos valores exportados. Por sua vez, Alagoas, Bahia e Sergipe ampliaram em 6,7% sua participação nas exportações regionais, com destaque para a Bahia, responsável por 4,2 pontos desse total. O Maranhão perdeu participação quase que na mesma magnitude do crescimento baiano (-4.1%).

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